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63 anos de Eric Carr

7/12/2013 4:00:15 PM



(Foto: Getty Images)

O carismático baterista Eric Carr, que esteve no Kiss de 1980 até sua morte, em 1991, completaria 63 anos hoje. O músico faleceu em 24 de novembro de 1991, aos 41 anos, vítima de um câncer no coração.

Apesar de pouco mais de dez anos em atividade no mundo da música em maior abrangência, o legado de Carr no hard rock é irretocável. Notável por sua garra que sobrepunha qualquer tipo de técnica, foi um dos bateristas de maior peso no estilo.



Início

Nascido Paul Charles Caravello no Brooklyn, em Nova Iorque, no dia 12 de julho de 1950, Carr teve como objetivo inicial se tornar um cartunista. Ele se graduou na High School of Art and Design em 1968 com este intuito.

Mas a música sempre esteve em seu caminho. Desde cedo, foi influenciado pelos Beatles e pelo Led Zeppelin. Atraído por Ringo Starr e John Bonham, e com o apoio do pai trompetista e da mãe pianista, começou a tocar bateria no início da adolescência.



Pré-Kiss

Em 1965, formou sua primeira banda, o The Cellarman. Ao longo dos anos, tocou em diversas bandas covers em uma variedade de estilos, passando pelo funk norte-americano, disco music e rock. O maior destaque de sua carreira até então foi no grupo Salt & Pepper entre 1970 e 1979, que chegou a abrir shows de Stevie Wonder e Nina Simone.

Seu primeiro projeto direcionado apenas ao rock foi o grupo Flasher, também de covers, em 1979. Na época, Carr trabalhava como entregador de gás para complementar o dinheiro recebido com a banda, que era pouco. No mesmo ano, registrou com o Lightning um disco em que ele gravou a bateria e os vocais.



Audição

Em maio de 1980, Eric Carr tentou a sorte grande ao enviar material para uma audição de bateristas para o Kiss, que não contava mais com Peter Criss desde então. Para ser avaliado, enviou uma fita com ele tocando bateria e cantando a música "Shandi", que era o single do momento do Kiss.

De acordo com uma integrante da staff da banda, o fato de ter enviado o material em um envelope brilhante chamou a atenção entre mais de 2 mil correspondências. Seu nome, conhecido entre os músicos de Nova Iorque (a mesma de origem do grupo), recebeu boas referências por tocar bateria e também ser cantor. Além disso, Carr era anônimo para o resto do mundo, o que facilitou pelo mistério sobre os rostos dos músicos.



Uma seletiva foi feita e ele foi o último baterista a comparecer e tocar. Como era um fã da banda, pediu autógrafos para os membros remanescentes em caso de nunca mais vê-los. Não foi o que aconteceu.

Kiss

Carr assumiu a maquiagem de "The Fox" (raposa). A escolha foi realizada por Gene Simmons, por, segundo o baixista, ele ser "astuto" como o animal.

Após o lançamento do álbum "Unmasked", de 1980, que contém Peter Criss na capa mas não nas gravações, Eric foi anunciado como o novo baterista. A época não era boa para o Kiss, que tinha de explorar novos territórios pelo mundo pela imagem gasta pela América do Norte.

Durante os primeiros anos de Kiss, Carr esteve em países nunca visitados pela banda anteriormente, como Austrália, Nova Zelândia e Brasil. No Rio de Janeiro, em 1983, o grupo quebrou o recorde de público de uma apresentação de banda, sem festival: mais de 150 mil presentes no estádio do Maracanã.



Meses após o show em questão, o quarteto, que já contava com o guitarrista Vinnie Vincent no lugar de Ace Frehley, revelou seus rostos ao público, deixando de utilizar máscaras e fantasias para se apresentar ao público. A nova fase foi firmada com o disco "Lick It Up", de 1983.

Entre 1982 e 1985, a banda passou por momentos de instabilidade, tendo quatro guitarristas: Ace Frehley, Vinnie Vincent, Mark St. John e, finalmente, Bruce Kulick. Dali em diante, o Kiss mergulhou no hard rock oitentista, praticado por grupos como Ratt, Bon Jovi e Guns N Roses, diferenciando do som praticado na década de 1970.



Doença e morte

O último disco gravado por Eric Carr foi "Hot In The Shade", em 1989. A turnê se estendeu até o final de 1990 e o músico completou todas as datas. Mas pouco tempo após o recesso, já em 1991, foi diagnosticado que ele estava com um raro tipo de câncer: no coração.

Após diversas cirurgias, o tumor parecia estar controlado. Durante esse período, Carr estava otimista com sua recuperação e chegou a participar do videoclipe da música "God Gave Rock N Roll To You II", mesmo tendo sido Eric Singer o responsável pelo registro da bateria.



Singer foi novamente convocado meses depois, pois a saúde de Carr piorou. Enquanto ele se tratava, o músico contratado desempenharia funções nos ensaios das gravações do novo disco, "Revenge".

Infelizmente, Carr não retornou para gravar. Ele faleceu em 24 de novembro de 1991 (no mesmo dia em que Freddie Mercury também morria), aos 41 anos, após perder uma batalha de nove meses contra o câncer.



Pós-morte

Além de ter sido homenageado no álbum "Revenge" com uma gravação resgatada de 1981, Eric Carr deixou muito material gravado sem chegar ao público. Dois discos e um EP foram lançados postumamente, sendo "Unfinished Business", de 2011, o mais recente.

Apesar de não muito técnico, Eric Carr era inventivo. Tocava guitarra, violão, piano, baixo e também escrevia músicas, além de cantar e tocar bateria. O músico inovou ao gravar a bateria de "Creatures Of The Night", álbum de 1982, em uma grande sala revestida com azulejos de banheiro.

Sua influência é notável entre os bateristas de hard rock. Foi o primeiro baterista do estilo a utilizar tambores de corda, além de ser um entusiasta de produções mais reverbeadas.

Descanse em paz, Eric Carr.

por Igor Miranda

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