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A saudável evolução do Avenged Sevenfold em "Hail To The King"

8/31/2013 6:28:50 PM
(Foto: Reprodução)


Avenged Sevenfold: "Hail To The King" [2013]

O título já denotava que o Avenged Sevenfold trilharia por caminhos distintos neste, que é seu sexto álbum de estúdio: o primeiro sem nenhuma colaboração criativa do baterista James "The Rev" Sullivan, falecido em 28 de dezembro de 2009, aos 28 anos, vítima de overdose de remédios.

Aliás, demorou para que a banda se desvinculasse da sombra de seu baterista. Sem dúvidas, é péssimo perder um amigo e companheiro de trabalho, ainda mais no momento em que alcançavam cada vez mais sucesso. Mas a vida continua.

A demora, no entanto, foi compensada. O título, que denota mudanças, tende justamente para o lado mais clássico do heavy metal. "Hail" é uma expressão utilizada entre headbangers mais "ortodoxos", para saudações. Em tradução livre, "hail to the king" significa "saudação ao rei". O "rei" pode ser interpretado como como os nomes mais imponentes do metal no geral - a maioria, obviamente, da ala mais clássica.



Em entrevistas, o vocalista M. Shadows já adiantava: o novo trabalho teria influências do heavy metal clássico. Chegou a citar Black Sabbath e Led Zeppelin. Apesar de não ter muito disso em "Hail To The King", é possível notar flertes com o NWOBHM (New Wave Of British Heavy Metal). A essência do A7X foi mantida, mas em uma vibe bem menos acelerada e juvenil. É como se o grupo tivesse alcançado a fase adulta.

A abertura "Shepherd Of Fire" reflete parte das mudanças do Avenged Sevenfold. A guitarra entra cruzada sem necessidade de firulas cruzadas, guiada por uma cozinha também básica. O verso da música conta com pedal duplo, porém nada exuberante ou maçante. O aspecto melódico é preservado, mas também sem muitos exageros.

A faixa título segue atendendo bastante aos padrões do heavy metal tradicional. A batida cadenciada e as linhas de guitarra mais retas mostram que a evolução do Sevenfold deve agregar mais fãs. "Doing Time" é mais acelerada, mas ainda no padrão metálico. Flerta um pouco com o hard rock, pela simplicidade dos riffs e pela melodia dos vocais, o que é ótimo.



"This Means War" tem sido julgada como plágio de "Sad But True", do Metallica. Mas não passa de uma inspiração. Não há elemento algum na música que a configure como plágio. Canção pesada, cadenciada, ideal para bater cabeça. Para mim, era inimaginável que o Avenged Sevenfold fizesse uma música como essa. "Requiem" lembra um pouco dos últimos álbuns, até por uma influência neo-clássica. Mas novamente a faixa conta com uma batida cadenciada, sem exageros na bateria.

"Crimson Day" mantém o padrão de baladas dos últimos trabalhos do Avenged Sevenfold, que eram os únicos momentos dos discos que eram realmente bons. Se a faixa fosse um pouco menos longa, seria melhor. "Heretic" é uma das mais pesadas, justamente pela ênfase na cozinha. Ótima canção.



O final do disco conta com três músicas mais longas, acima de 5 minutos. "Coming Home" tem uma inegável influência do Iron Maiden, em especial o do século XXI, após a volta de Bruce Dickinson e Adrian Smith. "Planets" resgata um pouco do passado do Avenged, principalmente pela bateria usando pedal duplo frequentemente e pelas guitarras usarem dobras. Música maçante. A boa balada "Acid Rain" fecha de forma melancólica. Instrumentos de orquestra podem ser notados ao fundo. Ótima interpretação do vocalista M. Shadows, diga-se de passagem.

A evolução do Avenged Sevenfold em "Hail To The King" é saudável. A banda está se adaptando a uma vertente mais tradicional do heavy metal. O baterista estreante Arin Ilejay se mostra competentíssimo para a vaga, ocupada temporariamente pelo monstro Mike Portnoy (ex-Dream Theater, The Winery Dogs).

Há momentos em que os caras soam perdidos, mas são poucos e normais. A mudança é grande, se compararmos "Hail To The King" com os trabalhos anteriores. E tende a melhorar ainda mais. Que o A7X continue trilhando por este caminho: já ganhou, pelo menos, um novo fã.



M. Shadows (vocal)
Zacky Vengeance (guitarra)
Synyster Gates (guitarra)
Johnny Christ (baixo)
Arin Ilejay (bateria)

1. Shepherd of Fire
2. Hail to the King
3. Doing Time
4. This Means War
5. Requiem
6. Crimson Day
7. Heretic
8. Coming Home
9. Planets
10. Acid Rain

por Igor Miranda

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