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As 10 Maiores Vocalistas Femininas do Brasil

10/22/2010 12:54:56 PM
10 - ELZA SOARES


ELZA SOARES
Elza da Conceição Soares, mundialmente conhecida simplesmente como Elza Soares,(Rio de Janeiro, 23 de junho de 1937) nasceu e foi criada numa favela do bairro de Água Santa no Rio de Janeiro, Elza se casou e teve filho aos 12 anos. Com 18 já estava viúva, inclusive seu filho tinha morrido há pouco tempo. Sofreu muito pela miséria e pela morte das pessoas que amava. Anos depois conhece e se apaixona por Garrincha. Casou-se com ele, e teve um filho, e mais uma vez um filho seu morreu, dessa vez aos 9 anos, em 1986, num acidente de carro, quando foi visitar o túmulo do pai em Pau Grande.[1] O casamento durou 15 anos.

Mas, superou tudo e, casou com o famoso jogador de futebol Garrincha. O início de sua carreira musical se deu quando ela ainda se apresentava em show de calouros, apresentado por Ary Barroso.

Elza Soares tornou-se popular com as canções "Se Acaso Você Chegasse", "Mas Que Nada", entre outros sambas de sucesso. Recebeu indicações ao GRAMMY Awards e, foi eleita pela BBC de Londres "a cantora do milênio". Em 2007, a cantora foi convidada para cantar o Hino Nacional Brasileiro a cappella na Cerimônia de Abertura dos XV Jogos Olímpicos Rio 2007. Seu último álbum foi lançado em 2004, Vivo Feliz, que mistura diversos ritmos que vai do samba à música eletrônica.
No fim da década de 1950, Elza Soares fez uma turnê de um ano pela Argentina, juntamente com Mercedes Batista. Tornou-se popular com sua primeira música "Se Acaso Você Chegasse", na qual introduziu o scat a la Louis Armstrong, adicionando um pouco de jazz ao samba. Mudou-se para São Paulo, onde se apresentou em teatros e casas noturnas. A voz rouca e vibrante tornou-se sua marca registrada. Após terminar seu segundo LP, A Bossa Negra, Elza foi ao Chile representando o Brasil na Copa do Mundo da FIFA de 1962. Seu estilo "levado" e exagerado fascinou o público no Brasil e no exterior.

Nos anos 70, Elza entrou em turnê pelos Estados Unidos e Europa. Sua carreira remonta mais de 50 anos. Em 2000, foi premiada como "Melhor Cantora do Milênio" pela BBC em Londres, quando se apresentou num concerto com Gal Costa, Chico Buarque, Gilberto Gil, Caetano Veloso e Virgínia Rodrigues. No mesmo ano, estreou uma série de shows de vanguarda, dirigidos por José Miguel Wisnik, no Rio de Janeiro.

Elza Soares teve inúmeras músicas no topo das listas de sucesso no Brasil ao longo de sua carreira; alguns dos maiores sucessos incluem: "Se Acaso Você Chegasse" (1960), "Boato" (1961), "Cadeira Vazia" (1961), "Só Danço Samba" (1963), "Mulata Assanhada" (1965) e "Aquarela Brasileira" (1974).
Alguns dos álbuns de Elza foram relançados em versões remasterizadas de CD: de 1961 ? A Bossa Negra (contendo seu maior sucesso no ano, "Boato") ? e de 1972, com uma grandiosa banda, Elza Pede Passagem (produzida por Dom Salvador), sendo dois dos seus mais aclamados trabalhos. Elza pede passagem não fez tanto sucesso como seus trabalhos anteriores, quando lançados originalmente no Brasil; no entanto, é considerado um clássico e representante do som "samba-soul" do início dos anos 70.
Em 2002, o álbum Do Cóccix Até O Pescoço garantiu-lhe uma indicação ao Grammy. O disco recebeu críticas estupendas da imprensa da música e divulgou uma espécie de quem é quem de artistas brasileiras que com ela colaboraram: Caetano Veloso, Chico Buarque, Carlinhos Brown e Jorge Ben Jor, entre outros. O lançamento impulsionou numerosas e bem-sucedidas turnês pelo mundo.

Em 2004, Elza lançou o álbum Vivo Feliz. Não tão bem-sucedido em vendas quanto suas obras anteriores, o álbum continuou a executar o tema de fazer um mix de samba e bossa com música eletrônica e efeitos modernos. O álbum apresentou colaborações de artistas inovadores como Fred Zero Quatro e Zé Keti.
Em 2007, nos Jogos Pan-americanos do Brasil, Elza interpretou o Hino Nacional Brasileiro, no início da cerimônia de abertura do evento, no Maracanã.E lançou o álbum "Beba-me" nesse álbum Elza gravou as músicas que marcaram sua carreira.

Em 2010, Elza Soares terminou de gravar seu último álbum "Arrepios" em parceria com o músico e compositor, João de Aquino e produzido pela Pivetz. Desde 2008, a vida e obra da cantora é tema do projeto de longa metragem dirigido pela cineasta Elizabete Martins Campos. A produção acompanha de perto o dia a dia da artista, apresentando a criatividade e efervescência cultural brasileira com sequências sobre o carnaval de 2010, com bastidores e desfile da Escola de Samba Mocidade Independente de Padre Miguel, onde Elza Soares foi madrinha de bateria, cenas do Maracanã, no Rio de Janeiro, durante a final do brasileirão de 2009, quando o Flamengo, time da cantora torna-se campeão. O filme traz shows, depoimentos, além de fatos inéditos da vida criativa e pensamentos da cantora.

Ainda em 2010, gravou a faixa "Brasil" no disco tributo de George Israel ao Cazuza. O disco se chama "13 parcerias com Cazuza". Nesta faixa há a participação do saxofonista do Kid Abelha e do despojado Marcelo D2. Como grande amiga do artista, já havia gravado "Milagres" antes, inclusive apresentando-a ao vivo com o próprio Cazuza.




9 - IVETE SANGALO

IVETE SANGALO
Ivete Maria Dias de Sangalo (Juazeiro, 27 de maio de 1972) ganhou intimidade com a música dentro de casa, já que seu pai, Alsus Almeida de Sangalo trabalhava como vendedor de jóias e nas horas vagas tocava violão e dona Maria Ivete Dias de Sangalo cantava nos saraus familiares disseminaram entre seus seis filhos Mônica, Ricardo, Jesus, Cynthia, Marcos e Ivete o gosto pela boa música desde cedo.

Quando começou a cantar em bares na sua cidade-natal, Ivete Sangalo tinha apenas 18 anos e em pouco tempo passou a se apresentar também em cidades nas redondezas e no estado vizinho, Pernambuco. Ivete ainda em Juazeiro estudou no colégio Maria Auxiliadora e depois em Salvador no Colégio Drumond onde fez vestibular para secretariado chegando há cursar um ano e meio antes de se tornar cantora profissional.

Incentivada por sua irmã, Mônica San Galo, alcançou sucesso ainda como vocalista da Banda Eva, vendendo mais de 3,78 milhões de discos, e chegando a fazer cerca de trinta shows por mês.

Em sua carreira já ganhou o GRAMMY Latino de "Melhor Álbum Brasileiro de Raízes/Música Regional", e é recordista do Prêmio Multishow, contabilizando 9, é ganhadora de três prêmios da 3° Open Web Awards.

Em 1999, chega às lojas o álbum Ivete Sangalo, gerando um disco de ouro, primeiro da carreira solo da cantora, com vendagem de mais de 100 mil cópias. Desse álbum, foi extraído o single "Se Eu Não Te Amasse Tanto Assim", canção romântica que alavancou sua carreira. Com o passar dos anos, Sangalo lançou vários álbuns, gerando grandes singles como "A Lua Que Eu Te Dei", "Festa", "Sorte Grande", "Flor do Reggae", "Abalou", "Quando a Chuva Passar", "Berimbau Metalizado", "Não Precisa Mudar", entre outros.

Em 2008, a cantora ganhou o status de "Maior vendedora de DVDs do mundo em 2007", ao atingir a incomparável marca de 604 mil cópias vendidas com seu DVD ao vivo no Maracanã. Ela deixou para trás bandas como Nirvana, que vendeu cerca de 174 mil cópias com o DVD Unplugged in New York.
Em 5 de junho de 2009, Sangalo lança décimo álbum de estúdio, em parceria com o canal Multishow, Pode Entrar: Multishow Registro. O álbum gerou os singles "Cadê Dalila?", música do carnaval de 2009, "Quanto Ao Tempo, em parceria com Carlinhos Brown e "Na Base do Beijo", canção para o carnaval de 2010.
Ivete é conhecida internacionalmente, já fez shows em Portugal, Angola, Espanha e Estados Unidos. Todos os concertos de Ivete Sangalo em Portugal recebem cerca de 100.000 pessoas.




8 - ANA CAROLINA

ANA CAROLINA
Ana Carolina Souza, popularmente conhecida como Ana Carolina (Juiz de Fora, 9 de Setembro de 1974), é ganhadora de 4 Prêmios Multishow de Música Brasileira, 3 Troféu Imprensa e 1 Prêmio TIM de Música. De 1999 até hoje lançou nove álbuns e cinco Digital Versatile Disc, vendendo dois milhões de discos. Ela é uma das cantoras que mais venderam na década de 2000.

Seu primeiro álbum, Ana Carolina, lançou o single "Garganta", marco na carreira da cantora. Com os sucessivos álbuns lançados, Ana Carolina conta, hoje, com inúmeras canções de sucesso, entre elas o single "Quem de Nós Dois", "Encostar Na Tua", "Uma Louca Tempestade", "Rosas" e "Carvão". Em 28 de Novembro de 2005, através de um projeto promovidos pela casa de shows "Tom Brasil", Ana Carolina e Seu Jorge lançaram, juntos, um álbum, Ana & Jorge: Ao Vivo, desse, foram extraídos as canções "Pra Rua Me Levar" e, o grande sucesso, "É Isso Aí (The Blower's Daughter)".

Em 2009, a cantora completou 10 anos de carreira, lançando o álbum N9ve, trazendo o singles "Entreolhares (The Way You?re Looking at Me)", que conta com a participação do cantor, compositor e pianista americano John Legend. A canção alcançou o topo da Billboard Hot Songs, no Rio de Janeiro, e 34° na Billboard Hot 100 Airplay. No mesmo ano, lançou a coletânea de canção, Ana Car9lina + Um, com duas canções inéditas e participação de vários cantores, entre eles, Maria Gadú, Maria Bethânia, Roberta Sá, Totonho Villeroy, entre outros. Nesse mesmo ano, a cantora inicia a turnê mundial do álbum e planeja a gravação de mais um DVD, que poderá ser gravado em Belo Horizonte, cidade em que iniciou sua carreira.

Sua avó cantava em rádio, o avô em igreja, os tios-avós eram músicos. Sua mãe era proprietária de um salão de cabeleireiro e, Ana fazia do local seu palco, usava como microfone um rolo de cabelo e cantava versos de Caetano, entre outros. Morava no bairro Granbery, e estudou no Instituto Granbery da Igreja Metodista a maior parte de sua vida.

Com apenas 16 anos descobriu ter diabetes, depois de emagrecer 6 quilos de uma hora para outra, ter enjôos e depois de ser internada descobriu a doença quando sua glicemia chegou a 600. Aos 12 anos, começou a tocar violão, sozinha, apenas ouvindo, inspirada pelos também mineiro João Bosco.

A sua influência musical vem de berço - sua avó cantava em rádio e seus tios-avós tocavam percussão, piano, cello e violino. Ana Carolina cresceu ouvindo ícones da música brasileira, como Chico Buarque, e Maria Bethânia; e da música internacional, como as cantoras Nina Simone, Björk e Alanis Morissette. Ainda na adolescência, iniciou a carreira de cantora apresentando-se em bares de sua cidade natal. Conhecida por seu registro vocal grave, é classificada como contralto, porém, pode alcançar notas relativamente agudas, portanto, tendo uma grande extensão vocal. Isso a ajudou muito em sua carreira, possibilitando-a interpretar uma ampla variedade de músicas e estilos.




7 - FAFÁ DE BELÉM

FAFÁ DE BELÉM
Fafá de Belém, nome artístico de Maria de Fátima Palha de Figueiredo (Belém, 9 de agosto de 1956), é filha de uma família de políticos da região (Dona Dê), Fafá pertencia a uma família de classe média-alta da capital paraense e desde a infância destacava-se nas reuniões familiares com a voz afinada. Na adolescência já gostava de música e, em parceria com amigos, fez alguns espetáculos em bares e casas noturnas, fugindo de casa para realizar tal fato.

Em 1973 conheceu o baiano Roberto Santana, produtor do grupo Quinteto Violado e musical da Polygram, que a aconselhou a investir na carreira fonográfica. Incentivada por este, apresentou-se em alguns lugares como Rio de Janeiro, Salvador e em Belém. Nesse mesmo ano, estreou como cantora profissional no musical "Tem muita goma no meu tacacá", que satirizou o cenário político da época. O espetáculo, estrelado no principal teatro de Belém, o Theatro da Paz, também contou com a participação especial do conterrâneo, o futuro ator Cacá Carvalho. Como as cantoras de sua geração, foi fortemente influenciada por cantores consagrados da MPB como Maysa, Roberto Carlos, Cauby Peixoto e os grupos Jovem Guarda e Beatles, ouvindo-os com entusiasmo, além de outros gêneros, como jazz, música clássica, e os grandes ídolos do rádio.

A partir de 1985, Fafá tomou um rumo em sua carreira, que foi bastante criticado pelos mais conservadores; ela passou a incluir no repertório gêneros mais popularescos, como sertanejo, brega e principalmente lambada, apesar de nessa década ela ter-se consagrado como cantora romântica, de timbre grave, forte, quente, encorpado e sedutor, e ter gravado outros estilos, como forró, bolero e guarânia. Alheia às críticas, ela emplacou um sucesso atrás do outro. Nesse caminho prosseguiu com Atrevida (1986), que vendeu um milhão de cópias graças ao sucesso da canção Memórias (Leonardo), e trouxe também Meu homem (versão da própria Fafá) e um samba-enredo (Rei no bagaço coisas da vida - de Osvaldo e Robertino Garcia, com citação de Samba do jubileu de ouro). No ano seguinte veio "Grandes amores", cujo maior sucesso foi a canção "Meu dilema" (Michael Sullivan e Leonardo). No ano seguinte voltou à Polygram onde lançou o também criticado "Sozinha", com destaque para Meu disfarce (Chico Roque e Carlos Colla).

Em 1989 assinou com a gravadora BMG que lançou Fafá, que trouxe as lambadas "Chorando se foi" e "Conversa bonita" (Chico Roque e Carlos Colla), os sucessos românticos "Nuvem de lágrimas" (Paulo Debétio e Resende) e "Amor cigano" (Michael Sullivan e Paulo Massadas) e ainda "Coração do agreste" (Moacir Luz e Aldir Blanc); esta última integrou a trilha de Tieta, de Aguinaldo Silva, Ana Maria Moretzsohn e Ricardo Linhares. Dois anos depois, veio o disco "Doces palavras", com destaque para "Águas passadas" e "Coração xonado".

Na década de 2000, lançou "Maria de Fátima Palha Figueiredo" (2000), que trouxe diversas canções consagradas românticas da MPB e ainda as regravações de "Meu nome é ninguém" (Haroldo Barbosa e Luiz Reis - já havia sido gravada anteriormente com Miltinho), "Foi assim" e "Sob medida", assim como "Piano e voz" (2002), na mesma linha de Fafá ao vivo, Fafá de Belém do Pará - O Canto das águas (2003), que trouxe um repertório essencialmente brasileiro, destacando culturas nortistas onde todas as canções são de autoria de compositores conterrâneos seus, sendo que algumas músicas ela já havia gravado anteriormente.
O trabalho mais recente foi Fafá de Belém ao vivo (2007), que rendeu seu primeiro DVD, e foi lançado pela gravadora EMI - única multinacional que ainda não havia editado um disco de Fafá.




6 - ZIZI POSSI

ZIZI POSSI
Maria Izildinha Possi (São Paulo, 28 de março de 1956), paulistana do bairro do Brás, típico reduto de imigrantes italianos, estudou piano e canto na infância e mudou-se para Salvador aos dezessete anos, onde estudou composição e regência. Após dois anos de curso, abandonou a faculdade e fez teatro com o irmão, o diretor de teatro José Possi Neto, na mesma época em que participou da montagem do musical Marilyn Miranda. Em um projeto para a prefeitura soteropolitana, trabalhou como professora de música para crianças (filhos de prostitutas no Pelourinho), gravou jingles comerciais e participou de especiais da televisão local, se mudando posteriormente para o Rio de Janeiro.

A convite do então diretor artístico Roberto Menescal, Zizi Possi assinou contrato com a gravadora Philips, que posteriormente transformou-se em Polygram (atualmente Universal Music), que lançaria quase todos os seus discos. O primeiro LP gravado foi Flor do Mal (1978) e o primeiro grande sucesso foi a canção Pedaço de Mim, gravada para um disco de Chico Buarque, autor da canção, que também dá título ao segundo álbum, datado de 1979, no qual outras duas canções se destacariam: "Nunca" e "Luz e mistério".

A pedido de Marcelo Castelo Branco, presidente da Universal Music, lançou Bossa, onde recriou canções nacionais e internacionais, de outros gêneros neste estilo. O disco, ao contrário do que havia sido proposto pela gravadora, não teve nenhum lançamento oficial nem qualquer trabalho por parte da empresa para divulgação ou distribuição. Os shows de lançamento em SP e RJ fora bancados pela própria cantora. Isso causou uma crise entre Zizi Possi e a Universal, e a cantora solicitou veementemente seu desligamento do cast, o que veio a conseguir no final da sua temporada no Canecão - RJ, em 2002. Esta crise de credibilidade de apalavramento da empresa para com a artista a levou a desistir definitivamente de longos contratos com gravadoras. Em decorrência de problemas familiares sérios, Zizi entrou em um processo de depressão, que durou aproximadamente três anos.

Em 2000, a Universal Music lançou a caixa tripla Três vezes Zizi, trazendo os discos em italiano e ainda Puro Prazer, devido ao total de um milhão de cópias que os três venderam em conjunto. Nesse mesmo ano, a gravadora relançou os discos gravados na primeira fase, através da série Tudo e foi premiada na Itália em 2003 no Prêmio Carosone Internazionale. O retorno à mídia se deu com o lançamento daquele que foi o trabalho mais recente da carreira: Para Inglês ver e Ouvir (2005) que contém clássicos da música internacional, norte-americana e inglesa. O projeto, surgido através do repertório preparado pela cantora para atender ao convite da respeitada casa paulistana de espetáculos noturnos Bourbon Street, foi gravado no Teatro Frei Caneca, também em São Paulo. Entre os méritos este conta ser o primeiro disco ao vivo lançado em 27 anos de carreira, o primeiro em inglês e o segundo DVD lançado, após Per Amore (originalmente lançado em VHS em 1998).

Ao longo da carreira Zizi se consagrou como cantora popular através dos sucessos como: Nunca, Luz e mistério, Meu amigo meu herói, Caminhos do sol, Engraçadinha, Eu velejava em você, O amor vem pra cada um, Dê um rolê, Luiza, Perigo, Esquece e vem, Noite, A paz e principalmente Asa morena. Esta última, do disco homônimo lançado em 1982, foi um sucesso radiofônico e comercial.




5 - ALCIONE

ALCIONE
Alcione Dias Nazareth nasceu em São Luís do Maranhão no dia 21 de Novembro de 1947. O nome de batismo foi idéia do pai, inspirado na personagem de um livro chamado "Renúncia". A quarta dos nove irmãos. Desde pequena, graças ao pai policial e integrante da banda de sua corporação, João Carlos Dias Nazareth, foi inserida no meio musical maranhense, tendo Alcione feito sua primeira apresentação já aos doze anos.

O pai, João Carlos Dias Nazareth, foi mestre da banda da Polícia Militar de São Luís e professor de música. Além disso, foi compositor e eterno apaixonado pelo bumba-meu-boi, folguedo típico da capital maranhense. Foi ele quem lhe ensinou, ainda cedo, a tocar diversos instrumentos de sopro, como o clarinete que começou a estudar aos 9 anos. Com essa idade, tocava e cantava em festas de amigos e familiares, e na "Queimação de Palhinha" da festa do Divino Espírito Santo. Sua mãe, Felipa Teles Rodrigues, entretanto, guardava o desejo de que a filha aprendesse a tocar acordeon ou piano. Não queria que Alcione aprendesse a tocar instrumentos de sopro temendo que a filha ficasse tuberculosa. Sua primeira apresentação profissional foi aos 12 anos, na Orquestra Jazz Guarani, regida por seu pai. Certa noite, o crooner da orquestra ficou rouco, sendo substituído pela menina. Na ocasião, cantou com sucesso a música Pombinha Branca e o fado Ai, Mouraria.

Formou-se como professora primária na Escola Normal. Lecionou por dois anos e continuou a dedicar-se à música, tendo apresentado-se na TV do Maranhão nos anos de 1965 e 1966. Alcione se mudou para o Rio de Janeiro em 1976, trabalhando na TV Excelsior. Começou cantando na noite, levada pelo cantor Everardo. Ensaiava no Little Club, boate situada no conhecido Beco das Garrafas, reduto histórico do nascimento da bossa nova, em Copacabana. Cantou também em boates como Barroco, Bacarat, Holiday e Bolero. Destacou-se ao vencer as duas primeiras eliminatórias do programa "A Grande Chance", de Flávio Cavalcanti. Nessa mesma época, assinou o primeiro contrato profissional com a TV Excelsior, apresentando-se no programa "Sendas do Sucesso". Depois de seis meses na emissora, realizou turnê por quarto meses pela América Latina. Após ter feito excursão por países da América do Sul, morou na Europa por dois anos. Voltou ao Brasil em 1972 e três anos depois ganhou o primeiro disco de ouro através do primeiro LP, A voz do samba (1975).

"Não Deixe O Samba Morrer" quando começou a ser executada nas radios do país, permaneceu 22 semanas em primeiro lugar nas paradas de sucesso.
Considerada um dos orgulhos do Maranhão, a cantora Alcione recebeu várias homenagens não apenas na sua terra natal como em diversas partes do Brasil. Apenas para citar as mais importantes: Alcione virou nome de um importante teatro, localizado no centro histórico de São Luís, sua terra natal; Em 2003 foi inaugurado, também em São Luís, o Elevado Alcione Nazareth, um importante viaduto que liga os bairros Ipase e Vila Palmeira. No Rio de Janeiro, foi tema de samba-enredo em 1994 da escola de samba Unidos da Ponte, com o enredo Marrom da cor do samba, embora a cantora se declare amante da escola de samba Mangueira.

Vários prêmios importantes da MPB fazem parte de sua coleção. Além dos Prêmios Sharp de Música, dos quais ela possui nove dos onze anos em que existiu, Prêmio Caras, Globo de Ouro (da TV Globo), Rádio Globo, o Antena de Ouro, entre outros. Além desses, possui também grandes prêmios internacionais como: O Pensador de Marfim (concedido pelo Governo de Angola), Personalidade Negra das Artes (concedido pelo Conselho Internacional de Mulheres) e A Voz da América Latina (concedido pela ONU).
Alcione recebeu diversos prêmios ao longo da carreira, dos quais vários discos de ouro e platina. Uma prova disso, desde de o início do Prêmio Tim de Música que ela sempre é eleita como a melhor cantora de samba, fazendo parte também do ABC da Música composto por: A: Alcione, B: Beth Carvalho e C: Clara Nunes.




4 - GAL COSTA

GAL COSTA
Gal Costa, nome artístico de Maria da Graça Costa Penna Burgos, (Salvador, 26 de setembro de 1945) é filha de Mariah Costa Pena, falecida em 1993 que foi sua grande incentivadora, e Arnaldo Burgos.Sua mãe contava que durante a gravidez passava horas concentrada ouvindo música clássica, como num ritual, com a intenção de que esse procedimento influísse na gestação e fizesse que a criança que estava por nascer fosse, de alguma forma, uma pessoa musical. Gal jamais conheceu o seu pai, que faleceu quando ela tinha por volta de 15 anos. Por volta de 1955 se torna amiga das irmãs Sandra e Dedé (Andreia) Gadelha, futuras esposas dos compositores Gilberto Gil e Caetano Veloso, respectivamente. Em 1959 ouve pela primeira vez o cantor João Gilberto cantando Chega de saudade (Tom Jobim/Vinícius de Morais) no rádio; João também exerceu uma influência muito grande na carreira da cantora, que também trabalhou como balconista da principal loja de discos de Salvador da época, a Roni Discos. Em 1963 é apresentada a Caetano Veloso por Dedé Gadelha, iniciando-se a partir uma grande amizade e profunda admiração mútua que perdura até hoje.

Gal estreou ao lado de Caetano Veloso, Gilberto Gil, Maria Bethânia, Tom Zé e outros, o espetáculo "Nós", por exemplo (22 de agosto de 1964), que inaugurou o Teatro Vila Velha, em Salvador. Nesse mesmo ano participou de "Nova Bossa Velha, Velha Bossa Nova", no mesmo local e com os mesmos parceiros. Então ela deixa Salvador para viver na casa da prima Nívea, no Rio de Janeiro, seguindo os passos de Maria Bethânia, que havia estourado como cantora no espetáculo "Opinião".
O primeiro LP foi lançado em 1967, ao lado do também estreante Caetano Veloso, Domingo, pela gravadora Philips, que posteriormente transformou-se em Polygram (atualmente Universal Music), permanecendo neste selo até 1983. Desse disco fez grande sucesso a canção "Coração vagabundo", de Caetano Veloso.
Em 1968 ela lança o primeiro disco solo, Gal Costa (1969), que além de "Baby" e "Divino maravilhoso" traz "Que pena (Ele já não gosta mais de mim" (Jorge Benjor) e "Não identificado" (Caetano Veloso), todas grandes sucessos. No mesmo ano gravou o segundo disco solo, "Gal", que traz os hits "Meu nome é Gal" (Roberto e Erasmo Carlos) e "Cinema Olympia" (Caetano Veloso), desse disco gerou o espetáculo Gal!.

Em 1970 viaja para Londres para visitar Caetano Veloso e Gilberto Gil, exilados pela ditadura militar, e dessa viagem traz algumas músicas incluídas em seu disco seguinte, "Legal". Do repertório desse trabalho fizeram grande sucesso as músicas "London London" (Caetano Veloso) e "Falsa baiana" (Geraldo Pereira).
Em 1974 Gal grava o disco "Cantar", dirigido por Caetano Veloso, que traz os sucessos "Barato total" (Gilberto Gil), "Flor de maracujá" e "Até quem sabe" (ambas de João Donato e Lysia Enio) e "A rã" (João Donato e Caetano Veloso). Desse disco gerou o show "Cantar", que não foi bem recebido pelo público de Gal, por se tratar de um disco muito suave, contrastando com a imagem forte que a cantora criara a partir do movimento tropicalista.

Em 1975 Gal faz imenso sucesso ao gravar para a abertura da telenovela da Rede Globo "Gabriela" a canção "Modinha para Gabriela" (Dorival Caymmi). Desse ano também é o sucesso "Teco teco" (Pereira da Costa - Milton Vilela), lançada em compacto. O grande sucesso da canção de Caymmi motivou a gravação do disco "Gal Canta Caymmi", lançado em 1976, que traz os hits "Só louco", "Vatapá", "São Salvador" e "Dois de fevereiro", todas de Dorival Caymmi.




3 - MARIA BETHÂNIA

MARIA BETHÂNIA
Maria Bethânia Viana Teles Veloso, mais conhecida como Maria Bethânia, (Santo Amaro da Purificação, Bahia, 18 de Junho de 1946) é a cantora brasileira que tem a marca de ser a segunda artista feminina em vendagem de discos do Brasil, sendo a maior da MPB, com 26 milhões de cópias. Atende pela alcunha de Abelha-rainha por causa do primeiro verso da música que dá nome ao LP Mel de 1979.

Considerada por muitos brasileiros uma das maiores cantoras da história do Brasil. É irmã caçula do compositor Caetano Veloso e da poetisa e escritora Mabel Velloso.
Maria Bethânia tornou-se uma das principais intérpretes da música brasileira, pois alguns críticos da música a julgam como incapaz de escrever suas próprias composições.

Hoje considerada uma das maiores intérpretes de sua geração, na infância sonhava em ser atriz, mas o dom para a música falou mais alto. Participou na juventude de espetáculos semi-amadores em parceria com Tom Zé, Gal Costa, Caetano Veloso e Gilberto Gil; em 1960 mudou-se para Salvador na intenção de terminar os estudos e passou a frequentar o meio artístico, ao lado do irmão Caetano. Em 1963, estreou como cantora na peça Boca de Ouro, de Nelson Rodrigues. No ano seguinte, apresentou espetáculos como Nós por Exemplo, Mora na Filosofia e Nova Bossa Velha, Velha Bossa Nova, ao lado do irmão Caetano Veloso e o colega Gilberto Gil, então iniciantes, a quem lançou como compositores e cantores nacionais e a cantora Gal Costa, dentre outros.

A data oficial da estreia profissional é 13 de fevereiro de 1965, quando substituiu a cantora e violonista Nara Leão no espetáculo Opinião pois a mesma precisou se afastar por problemas de saúde. Nesse mesmo ano, foi contratada pela gravadora RCA, que posteriormente transformou-se em BMG, onde gravou o primeiro disco, lançado em junho daquele mesmo ano.

Em São Paulo e no Rio de Janeiro, apresentou-se em teatros e casas noturnas de espetáculos, tornando-se assim nacionalmente conhecida. Foi também a idealizadora do grupo Doces Bárbaros, onde era um dos vocais da banda, que lançou um disco ao vivo homônimo juntamente com os colegas Gal Costa, Caetano Veloso e Gilberto Gil. O disco é considerado uma obra-prima; apesar disto, curiosamente na época do lançamento (1976) foi duramente criticado.

Bethânia foi a primeira cantora brasileira a vender mais de um milhão de cópias em um único disco (Álibi - 1978) e esse sucesso se repetiu nos dois álbuns subsequentes: (Mel e Talismã - 1980), que também obtiveram expressivas vendas.

Em 1990, Bethânia comemorou 25 anos de carreira com o LP 25 Anos, cujo repertório, essencialmente brasileiro, evocava diversas culturas deste país, trazendo canções consagradas e pouco conhecidas, entre regravações e inéditas.

Em 2006 foi a grande vencedora do Prêmio Tim (antigo Prêmio Sharp) de música onde arrebatou três títulos: melhor cantora, melhor disco (Que falta você me faz, um tributo a Vinícius de Morais) e melhor DVD (Tempo tempo tempo tempo, comemorativo dos quarenta anos de carreira). Bethânia, que sempre teve fama de anti-social, surpreendeu e compareceu à cerimônia de premiação. No mesmo ano, os CDs antigos - LPs originais que haviam sido relançados anteriormente em CD - voltaram às prateleiras, com encarte completo.

Em junho de 2010, após décadas sem se apresentar em um programa de TV, Maria Bethânia quebrou o autoexílio televisivo que se impôs para prestar uma homenagem ao cantor e compositor Erasmo Carlos durante a edição especial do Programa Altas Horas pela passagem dos 50 anos de carreira do artista. Na ocasião, a diva interpretou As Canções Que Você Fez Pra Mim e Sentado à Beira do Caminho.




2 - MARISA MONTE

MARISA MONTE
Marisa de Azevedo Monte (Rio de Janeiro, 1 de julho de 1967) é uma artista de renome, tendo vendido mais de 10 milhões de álbuns, ganhou vários prêmios, incluindo de três Grammy Latino, sete Video Music Brasil, nove Prêmio Multishow de Música Brasileira, cinco APCA e seis Prêmio TIM de Música. Marisa é considerada pela revista Rolling Stone Brasil como a maior cantora do Brasil. Ela também tem dois álbuns (MM e Verde, Anil, Amarelo, Cor-de-Rosa e Carvão) na lista dos 100 de maiores discos da música brasileira. Em 2006, foi eleita pela Associação Paulista de Críticos de Arte a "Melhor Artista de 2006".

Estudou canto, piano e bateria na infância. Na adolescência participou do musical Rock Horror Show, dirigido por Miguel Falabella, com alunos do Colégio Andrews, mas nunca abandonou o estudo de canto lírico, iniciado aos catorze anos.

Aos dezenove, mudou-se para Roma, na Itália, onde durante dez meses estudou belcanto, do qual desistiu em seguida, passando a fazer apresentações em bares e casas noturnas cantando música brasileira, acompanhada de amigos. Um desses espetáculos foi assistido pelo produtor musical Nelson Motta, que se tornou diretor do primeiro show no Rio de Janeiro, em 1987. O show Veludo Azul teve temporadas no Rio e em São Paulo e despertou o interesse das gravadoras.

Marisa Monte já fazia muito sucesso de público e crítica antes de ter o primeiro disco. Na época, Marisa foi convidada pela TV Manchete a gravar seu primeiro especial; este especial foi lançando em dois formatos LP e VHS, MM. A este disco com repertório eclético, pertence o primeiro grande sucesso, Bem que Se Quis (versão de Nelson Motta para a E Po' Che Fa do compositor italiano Pino Daniele), que foi executado exaustivamente nas emissoras radiofônicas brasileiras e fez parte da trilha sonora da novela da Rede Globo "O Salvador da Pátria", de Lauro César Muniz (1989). Este álbum vendeu 500 mil cópias, sendo um sucesso para uma artista estreante no Brasil. Este disco está na lista dos 100 Melhores Discos da História da Música Brasileira na posição #62.

Em 1991, Monte lançou o segundo álbum, intitulado Mais, através da EMI. As críticas pósitivas, afirmando que a cantora tinha amadurecido do álbum anterior, introduziu-a no mercado internacional, sendo seu primeiro disco autoral.

Entre as gravações mais representativas da carreira de Marisa Monte, seu maiores sucessos são: "Bem Que Se Quis", "Beija Eu", "Segue O Seco", "Amor I Love You", "A Sua", "Já Sei Namorar", "Velha Infância", "Não é Proibido". Muitas de suas músicas foram inclusas em trilhas sonoras de novelas, sendo no total 23 músicas.




1 - ELIS REGINA

ELIS REGINA
Elis Regina Carvalho Costa (Porto Alegre, 17 de março de 1945 ? São Paulo, 19 de janeiro de 1982) mesmo com uma morte trágica e prematura, deixou vasta e brilhante obra na música popular brasileira. A discografia apresenta mais de 35 títulos, com grandes destaques como o LP "ELIS,1974" considerado por muitos a sua melhor obra.

Elis Regina começou a carreira como cantora aos onze anos de idade em um programa de rádio chamado "O Clube do Guri", na Rádio Farroupilha, apresentado por Ari Rego. Revelando enorme precocidade, aos 16 anos lançou o primeiro LP da carreira.

Em 1960 foi contratada pela Rádio Gaúcha, e em 1961 viajou ao Rio de Janeiro, onde gravou o primeiro disco, "Viva a Brotolândia". Lançou ainda mais três discos enquanto morava no Rio Grande do Sul.

Em 1964, um ano com a agenda lotada de espetáculos no eixo Rio-São Paulo, assinou um contrato com a TV Rio para participar do programa Noites de Gala, então foi levada por Dom Um Romão para o Beco das Garrafas sob a direção da dupla Luís Carlos Miéle e Ronaldo Bôscoli, com os quais ainda realizaria diversas parcerias, e um casamento com Bôscoli em 1967. Acompanhada agora pelo grupo Copa trio, de Dom Um, e cantando no Beco das Garrafas, o reduto onde nasceu a bossa nova, conheceu o coreógrafo americano Lennie Dale, que a ensinou a mexer o corpo para cantar, tirando aquele "nado" que ela tinha com os braços.

Ao final do mesmo ano (1964) conhece o produtor Solano Ribeiro, idealizador e executor dos festivais de MPB da TV Record. Um ano glorioso, que ainda traria a proposta de apresentar o programa O Fino da Bossa, ao lado de Jair Rodrigues.

O seu estilo musical interpretado ao longo da carreira percorria assim o "fino da bossa nova", firmando-se como uma das maiores referências vocais deste gênero. Aos poucos, o estilo MPB, pautado por um hibridismo ainda mais urbano e 'popularesco' que a bossa nova ela foi se distanciando das raízes do jazz americano, seria mais um estilo explorado. Já no samba consagrou Tiro ao Álvaro e Iracema (Adoniran Barbosa), entre outros. Notabilizou-se pela uniformidade vocal, primazia técnica e uma afinação a toda prova. O registro vocal pode ser definido como de uma mezzo-soprano característico com um fundo levemente metálico e vagamente rouco.

A antológica interpretação de Arrastão (Edu Lobo e Vinícius de Moraes), no Festival, escreveu um novo capítulo na história da música brasileira, inaugurando a MPB e apresentando uma Elis ousada. Uma interpretação inesquecível, encenada pouco depois de completar apenas 20 anos de idade é coroada com o reconhecimento do Prêmio Berimbau de Ouro. O Troféu Roquette Pinto veio na sequência, elegendo-a a Melhor cantora do ano.

Ela foi pioneira em 1966, quando lançou o selo Artistas, registrando o primeiro disco independente produzido no Brasil, intitulado Viva o Festival da Música Popular Brasileira, gravado durante o festival. Mais uma vitoriosa participação no III Festival de Música Popular Brasileira (TV Record), a canção O cantador (Dori Caymmi e Nelson Motta), classificando-se para a finalíssima e reconhecida com o prêmio de Melhor Intérprete.

Em 1968, uma viagem à Europa a lança no eixo musical internacional, conquistando grande sucesso, principalmente no Olympia de Paris, onde se tornou a primeira artista a se apresentar duas vezes num mesmo ano, naquela que é a mais antiga sala de espetáculos musicais de Paris.

Durante os anos 70, aprimorou constantemente a técnica e domínio vocal, registrando em discos de grande qualidade técnica parte do melhor da sua geração de músicos.
Em 1975, com o espetáculo Falso Brilhante, que mais tarde originou um disco homônimo, atingiu enorme sucesso, ficando mais de um ano em cartaz e realizando quase 300 apresentações.

Causando grande comoção nacional, Elis faleceu aos 36 anos de idade em 19 de janeiro de 1982, devido a complicações decorrentes de uma overdose de cocaína, tranquilizantes e bebida alcoólica.




(O material postado na coluna tem o intuito de compilar informações sobre os artistas e ajudar a compreender a história e a importância de cada um no cenário músical. O material é obtido em pesquisas na internet, em sites como Wikipédia e sites oficiais.)

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por Rodrigo Mello

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