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Bandas na line-up do Rock In Rio 2013 que você deveria conhecer

9/14/2013 4:42:04 PM
(Foto: Divulgação)


É claro que todos estão comentando sobre Beyoncé, Muse, Metallica, Justin Timberlake, John Mayer, Iron Maiden, Avenged Sevenfold, Bon Jovi e por aí vai, além de atrações nacionais já conhecidas como Frejat, Capital Inicial, Skank e outras.

Mas há alguns nomes curiosos que merecem atenção neste Rock In Rio 2013. O Palco Sunset traz algumas bandas muito boas que são poucos conhecidas no Brasil. Outras, que só são conhecidas pelos fãs do determinado estilo. E há alguns casos que já foram famosos no passado, mas hoje nem tanto. A lista abaixo traz algumas atrações que têm qualidade o bastante pra se tornarem headliners do festival daqui algum tempo.

Vintage Trouble

Em tradução livre, o nome da banda significa "problema vintage". E o termo vintage, que já praticamente está agregado ao nosso vocabulário, sugere dois significados: "antigo" e "de ótima qualidade", sendo que o segundo se atribui para bebidas e arte.

De problema, o Vintage Trouble não tem nada. Mas a qualidade é digna de uma atração old school. A banda foi formada em 2010, em Los Angeles, Califórnia, e lançaram um álbum, intitulado "The Bomb Shelter Sessions", de forma independente. Mas contam com o dedo do mega-empresário Doc McGhee, famoso por ter trabalhado com Kiss, Bon Jovi, Mötley Crüe e por aí vai.

O currículo dos caras envolve shows de abertura para Dave Matthews Band, Bon Jovi e The Who, participação com Brian May e show privado na festinha de aniversário de Paul Stanley, do Kiss.

Mas o que atrai as atenções para essa banda, que se apresentou sexta-feira (13) no Palco Sunset do Rock In Rio, com participação de Jesuton? O motivo é simples: o som old school, que carrega influências do blues, do rock clássico, do R&B e do soul. A música negra pulsa no quarteto, que não soa fantástico apenas em estúdio, como também ao vivo. Vale a pena conhecer.



Living Colour

O Living Colour está longe de ser uma atração desconhecida. Mas está apagado na mídia ultimamente, mesmo passando no Brasil por diversas vezes nos últimos anos. A banda ganhou fama no final da década de 1980 e início dos anos 1990, com um rock n roll recheado de influências do funk norte-americano e um "quê" de heavy metal.

A separação ocorreu em 1995, mas voltaram cinco anos depois. Lançaram dois discos de inéditas desde essa volta: o último foi "The Chair In The Doorway", em 2009. Talvez a falta de novo material os deixem fora da grande mídia. Mas o potencial da banda já foi comprovado.

Desde o último álbum, a banda prioriza as turnês, que envolvem participações em grandes festivais. Um deles é o Rock In Rio, que teve o seu Palco Sunset da noite de sexta-feira (13) fechado pelo grupo, com participação de Angélique Kidjo.



Autoramas

Talvez o Autoramas nunca tenha chegado à grande mídia de forma consolidada porque sempre foram uma banda independente. Não estão atrelados a grandes gravadoras, o que influi diretamente para uma liberdade maior na criação musical.

Nem mesmo na época em que despontaram para o Brasil em dois momentos (com participação no festival Rock In Rio em 2001 e com a música "Você Sabe" em 2004), a banda cedeu. Pelo visto, vivem felizes hoje em dia, com autoridade sobre a própria arte.

A banda conta com cinco álbuns de estúdio lançados, que seguem uma linearidade interessante. O trabalho do grupo é essencialmente rock n roll, mas tem influências do rockabilly e da surf music que tornam o som mais divertido e dançante. São a atração de abertura do Palco Sunset de sábado (14), com participação do também competente BNegão.



Aurea

Cantora com rostinho bonito com apoio da Sony Music tem sido sinônimo de atração pop de pouca musicalidade. Não é o caso de Aurea. A cantora, nascida em Portugal, tem uma voz poderosa e aposta na soul music, pouco em voga no mainstream atualmente.

Sua carreira despontou quando passou a cantar em inglês, ao invés de português. Segundo ela, "porque a soul music nasceu nas palavras inglesas". Sábia decisão, pois sua musicalidade evoluiu bastante quando se absteve de tais barreiras.

Seus dois álbuns de estúdio repercutiram muito bem em Portugal. Agora, a cantora busca sucesso internacional. Seu primeiro grande passo é se apresentar no Palco Sunset do Rock In Rio, domingo (15), com participação de The Black Mamba. Espero que consiga tal prestígio, pois merece.



The Black Mamba

O trio português The Black Mamba formado por Pedro Tatanka (voz e guitarra), Ciro Cruz (baixista) e Miguel Casais (baterista) nasceu em 2010 e não divide apenas o mesmo palco de Aurea, no domingo (15): também é do mesmo estilo.

O soul da banda é mais ácido, um pouco depravado, talvez pela mistura notável com o blues. Mas os adjetivos anteriores, pra mim, são elogios incomparáveis. O som é pra lá de agradável.

O grupo conta com músicos experientes. Ciro Cruz já tocou com Ed Motta e Gabriel O Pensador, Miguel Casais já foi da banda de apoio de Mafalda Veiga e Pedro Tatanka era parceiro de Richie Campbell.



Sebastian Bach

O fato de ter feito sucesso em uma grande banda no passado é um empecilho para Sebastian Bach em alguns momentos. O ex-vocalista do Skid Row, até hoje, tenta se consolidar como atração solo, se desvinculando da sua imagem construída no fim da década de 1980 e início dos anos 1990.

O cantor tem vínculo estreito com o hard rock oitentista, mas sua carreira solo está muito mais orientada para o heavy metal. Ele nunca negou suas influências de Judas Priest e Ozzy Osbourne e coloca isso em prática na sua carreira solo, que já tem dois bons álbuns lançados. A apresentação do vocalista acontece na quinta (19), no Palco Sunset.



Kiara Rocks

O patinho feio dos Palcos Mundo. O Kiara Rocks foi convocado para suprir a ausência do Guns N Roses, segundo o vocalista Cadu Pelegrini, em entrevista ao G1. "(Roberto) Medina viu Axl Rose em mim", disse o cantor.

A influência do GNR é notável no som da banda. Mas o fato de cantarem em português dá uma energia diferente. Soa original, o que é positivo.

A banda existe desde 2008 e logo de cara paareceu no reality show Astros, do SBT, neste ano e no seguinte. Foram derrotados nas duas finais, mas a repercussão foi boa.

Três bons álbuns foram lançados, com músicas autorais de qualidade, peso e uma vibe hard rock pouco encontrada até mesmo nas bandas gringas (visto que o estilo não nasceu aqui). É provável que os caras convençam muitas pessoas na plateia do Palco Mundo do domingo (22) de que vieram para ficar.

por Igor Miranda

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