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Black Sabbath corresponde expectativas com "13"

7/6/2013 6:14:37 PM
(Black Sabbath: "13" [2013]) Uma das bandas mais lendárias do heavy metal está, oficial e finalmente, de volta. "13" marca a volta dos trabalhos com o trio Ozzy Osbourne, Tony Iommi e Geezer Butler. A reunião do Black Sabbath deveria também envolver Bill Ward, mas o baterista acabou ficando de fora por conta de uma série de desavenças internas, que envolvem desde dinheiro até capacidade física para tocar.


O competente Brad Wilk (Rage Against The Machine, Audioslave) foi convidado para substituir Ward e correspondeu muito bem. A produção de Rick Rubin era a minha única preocupação, pois o talento dos músicos já é conhecido. Colabora o fato de eu não ser muito fã do trabalho desse produtor. Mas devo admitir que ele soube trabalhar com o Sabbath, sem propor mudanças mirabolantes. "13" trouxe o que deveria trazer.



"End Of The Beginning" tem início climático e inicialmente lembra muito a canção "Black Sabbath", que dá nome à banda e ao disco que está presente. Tem um bom riff a partir do 2° minuto e uma exibição digníssima de Tony Iommi, além de mostrar que Brad Wilk não está brincando em serviço. "God Is Dead?", primeiro single do registro, demora muito a engrenar. Fica legal a partir da segunda metade e tem performance exuberante de Geezer Butler. Mas é uma das canções mais fracas.

"Loner" traz o entrosamento infalível de Iommi e Butler, com interpretação raivosa de Ozzy Osbourne. Os melhores riffs do disco estão aqui. "Zeitgeist" é um dos destaques. Balada climática, guiada por violões, vocais editados, baixo solidário e percussão muito bem colocada. "Age Of Reason" traz Sabbath em sua essência, com visceralidade e guitarras em destaque. Mas apresenta também o bom toque dado por Wilk na bateria. A sua presença é pra lá de acertada nesse disco.



A climática "Live Forever" carrega um pouco de desespero. Não apenas pelos vocais de Osbourne, mas pelo próprio clima criado com o instrumental, sobretudo pela dupla Iommi/Butler. A arrastada "Damaged Soul", a minha predileta, traz um pouco de Blues e tem a transmissão da inspiração de Tony Iommi em seis cordas. Além disso, conta com um solo de gaita desonestamente ótimo.

"Dear Father" fecha o disco com o mesmo desespero citado em "Live Forever", mas de forma mais acentuada ainda. Doom em sua essência. Vale ainda destacar as ótimas faixas bônus, que são "Methademic", "Peace Of Mind" e "Pariah". Seguem o padrão do registro.

A expectativa imensa sobre "13", em meu ver, foi correspondida. O trabalho foi muito recebido por fãs e crítica até o momento. A maioria daqueles que não gostaram, aparentemente não são fãs de Black Sabbath, pois o grupo fez o dever de casa. Trouxe alguns pontos adicionais, como um peso distinto e maior destaque a Geezer Butler, além de não ter apenas mastigado o passado (como faz o Iron Maiden). Mas sem inovações drásticas, ainda bem. Até porque, para o Sabbath, não é hora para isso.



Ozzy Osbourne (vocal)
Tony Iommi (guitarra)
Geezer Butler (baixo)

Músico adicional:
Brad Wilk (bateria)

01. End Of The Beginning
02. God Is Dead?
03. Loner
04. Zeitgeist
05. Age Of Reason
06. Live Forever
07. Damaged Soul
08. Dear Father

por Igor Miranda

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