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Blink 182 é mais um exemplo de amadurecimento musical

10/25/2011 8:56:30 AM
O tempo voa. Tudo passa nesta vida! Estas máximas podem parecer (e são) clichês, mas são as verdades mais verdadeiras possíveis. Todos sabemos que a única semelhança entre os mais variados tipo de vida existente na terra é que todos vivemos um ciclo, com início meio e fim, e por mais que dure, ninguém está livre do fim.


Tal filosofada serve para ilustrar com palavras, que não só os músicos, assim como quaisquer tipos de artistas, profissionais em geral, famosos ou não, também não passam de meros mortais. Todos nós nascemos, crescemos, envelhecemos, e morremos. Vivenciamos novas experiências diariamente, e estamos sempre passando por novas fases da vida.

A figura do músico e dos demais artistas neste contexto um tanto quanto complexo, e simples ao mesmo tempo, se difere das demais pois se expressar é algo que faz parte de seu dia a dia. A música e os sentimentos andam de mãos dadas desde sempre, Beethoven já esteve por aí para provar esta afirmação. A alma do músico é o que verdadeiramente canta, os instrumentos musicais são instrumentos responsáveis pela reprodução do que o músico está sentindo, vivenciando, nos mais variados momentos de sua vida.

Citarei um trio famoso como exemplo, por ser particularmente um admirador da simplicidade punk em suas mais variadas ramificações (neste caso, o punk pop). O Blink 182 conquistou seu público, bastante populoso por sinal, através de toda sua irreverência e seu jeito peculiarmente engraçado de fazer uma música agradável e simples de se ouvir. Tom e Mark sempre tiveram um lado humorista, sempre foram bons piadistas tanto nos shows quanto na grande maioria de seus clips. Tal diferencial, chega até a desviar a atenção da questão dos dois serem ou não grandes músicos. Até porque o estilo não pede nenhuma complexidade ou genialidade, ou algo fora do normal, apesar de o Travis ser um baterista fora de série.

Porém, voltemos ao raciocínio inicial. Como anteriormente já foi dito, o público precisa compreender uma coisa: músicos são pessoas, seres humanos. Não necessariamente precisam estar todo o dia sorrindo, de bom humor, de bem com a vida. E o que aconteceu com o Blink, acontece diariamente no mundo. Eles envelheceram, não a ponto de serem chamados de senhores, é claro, mas o amadurecimento veio à tona.

Os cabelos pintados, a vida desregrada, as letras engraçadas e sem compromisso que falavam das épocas de escola, a distorção suja e mal regulada da guitarra, agora dão lugar a um som mais trabalhado, mais rebuscado, mais estudado, enfim, mais maduro. Se chega a ser inovador ou não, já é outra discussão. A questão principal, é que agora os caras engraçados de antes, são pais de família, passando por uma nova fase da vida, com novos ideais e propósitos em mente, novas necessidades, tudo novo. E o fator que complica esta história toda, é justamente esse, do músico exteriorizar sua vida como um todo.

A nova fase da banda dividiu opiniões, todos queriam o "antigo Blink", ou o "antigo Tom". Não é possível que acharam mesmo que o novo álbum "Neigborhoods" teria uma música estilo "Dammit", ou "First Date". O próprio Mark chegou a classificar o disco como algo "mais sombrio" pois segundo ele, ambos os integrantes "passaram por muita coisam", inclusive um gravíssimo acidente de avião em 2008 com vítimas fatais o qual Travis graças a Deus permaneceu entre nós. É claro que não se pode negar 100% as origens, mas o som evoluiu, está em nova fase, é preciso cair na real. Banda que não muda ao longo do tempo o seu estilo, tanto de compor, tocar, como até de se vestir, é uma coisa cada vez mais rara nos dias de hoje. Pensando rápido só me vem na cabeça o Ac/Dc, que mesmo assim sempre se recicla e melhora ainda mais o que se propõe a fazer.

Portanto, precisamos ver os músicos, os rockstars, as celebridades em geral, como pessoas exatamente iguais a todo mundo, e respeitar as diferenças, e as mudanças de comportamento que são algo inevitável. Mas por outro lado, também concordo que no caso da música, uma mudança tem que ser bem estudada e elaborada, pois o público (com razão) é cada vez mais exigente e se espelha em seus ídolos. Mas a vida nada mais é do que uma eterna evolução.

por Caio Monnerat

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