Revista Cifras - As notícias do mundo da música
Revista Cifras
Justin Bieber
Em vez de vir ao Brasil, Justin Bieber viaja do Chile aos EUA
Ed Sheeran
Ed Sheeran dá "jeitinho" para fugir de acusação de plágio por "Shape Of You"
The Strokes
No Lolla, fã finge que perdeu mãe para chegar à grade de show dos Strokes
Selena Gomez
Fã chama Selena Gomez de "cabeçuda amor da minha vida" e vídeo viraliza
Igor Miranda
Ver Colunas de Igor Miranda

#artigo

Cara limpa: 30 anos do Kiss sem máscaras

9/18/2013 3:27:54 PM
(Foto: Reprodução)


Uma decisão drástica nunca é tomada de uma hora para outra. Ainda mais quando se trata de colocar no lixo uma identidade visual construída por uma banda por uma década de trabalho ininterrupto.

O Kiss estava desgastado em vários sentidos no início da década de 1980. O problema começou internamente: a relação entre Gene Simmons e Paul Stanley com o guitarrista Ace Frehley e o baterista Peter Criss azedou, principalmente graças ao abuso de drogas dos dois últimos. Criss foi tirado do grupo em 1980 e Frehley, também insatisfeito com a orientação musical dos discos mais recentes, dois anos depois.

Crises internas sempre se refletem ao público. Progressivamente, os fãs perdiam interesse no Kiss, desde o ótimo "Love Gun" de 1977. Os discos que sucederam este foram os disco-pop "Dynasty" e "Unmasked", de 1979 e 1980, e o pseudo-progressivo "(Music From) The Elder", de 1981. Totalmente diferente do que a banda já havia apresentado no passado.



Já sem Criss (Eric Carr assumiu as baquetas) e quase sem Frehley, o grupo lançou o álbum "Creatures Of The Night" em 1982. Um disco fenomenal, que retoma as raízes rock n roll mas com uma pitada de heavy metal, que estava em voga naquela época. Mas a imagem estava tão desgastada que o trabalho não foi apreciado da devida forma. O Kiss não lotava mais seus shows nem mesmo nos Estados Unidos, que sempre o acolheu. Nesse momento, aliás, tocaram no Estádio do Maracanã para 180 mil pessoas.

Após o lançamento do disco, o guitarrista Vinnie Vincent foi efetivado na banda. Fez a turnê e agradou aos chefes. Virtuoso em seu instrumento e compositor de muita criatividade, era a hora para que Vincent brilhasse como profissional. Por sua vez, o Kiss precisava de uma reviravolta. O momento era perfeito.

Em 18 de setembro de 1983, há exatos 30 anos, o mundo da música parou. Depois de dez anos de carreira, o Kiss decidiu mostrar seus rostos verdadeiros, sem maquiagem. Quem pensa que a mística havia passado no momento em que estavam sem dois integrantes originais, estava enganado. O choque foi grande.



A aparição de Paul Stanley, Gene Simmons, Vinnie Vincent e Eric Carr de caras lavadas aconteceu na MTV (cuja filial brasileira está morta). E, no mesmo dia, era lançado o primeiro álbum da banda sem as máscaras. Golpe de marketing feito por quem entende da coisa.

Negociatas a parte, vamos ao que interessa: música. "Lick It Up", décimo-primeiro disco de estúdio da banda, mantém um pouco do conceito artístico do antecessor "Creatures Of The Night". Não tem a mesma inspiração, mas não deixa de ser um bom trabalho.

A formação responsável por esse álbum é a mais poderosa e pesada do Kiss. Principalmente no palco, era fácil perceber que o heavy metal estava influenciando de vez o som. Tal influência se enfraqueceu com o passar do tempo, dando espaço ao hard rock farofa.



Vinnie Vincent, o compositor que estava em busca de brilho no rock, havia conquistado prestígio até mesmo na disco music no passado, mas não no estilo que amava. Agora foi o seu momento. Ele foi decisivo em "Lick It Up". O guitarrista co-escreveu oito das 10 músicas presentes no trabalho. As rimas bem colocadas, os riffs pesados e os solos tocados com pegada revitalizaram o grupo.

A bateria de Eric Carr reforça toda essa visceralidade, sob a batuta do ótimo produtor Michael James Jackson. Gene Simmons e Paul Stanley evoluíram como instrumentistas e, principalmente, como vocalistas, e isso também é decisivo para o êxito de "Lick It Up".

Durante a turnê, problemas voltaram a acontecer. O ego de Vincent foi de frente com a superioridade dos patrões Simmons e Stanley. O guitarrista foi demitido no meio da turnê de divulgação, chamado de volta às pressas e depois chutado de vez. A partir de então, os lançamentos da banda oscilaram entre bons e apenas regulares até a década de 1990.



Paul Stanley (vocal, guitarra base)
Gene Simmons (vocal, baixo)
Vinnie Vincent (guitarra solo, backing vocals)
Eric Carr (bateria, percussão, backing vocals)

Músico adicional:
Rick Derringer (guitarra solo em 1)

01. Exciter
02. Not For The Innocent
03. Lick It Up
04. Young And Wasted
05. Gimme More
06. All Hell´s Breakin´ Loose
07. A Million To One
08. Fits Like A Glove
09. Dance All Over Your Face
10. And On The 8th Day

por Igor Miranda

#interessante

#suaopinião

Revista Cifras
Petaxxon Comunicação Online

© Copyright 2017

notícias | artigos | entrevistas | videos

©2017 Petaxxon Comunicação Online