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Cara limpa: 30 anos do Kiss sem máscaras

9/18/2013 3:27:54 PM
(Foto: Reprodução)


Uma decisão drástica nunca é tomada de uma hora para outra. Ainda mais quando se trata de colocar no lixo uma identidade visual construída por uma banda por uma década de trabalho ininterrupto.

O Kiss estava desgastado em vários sentidos no início da década de 1980. O problema começou internamente: a relação entre Gene Simmons e Paul Stanley com o guitarrista Ace Frehley e o baterista Peter Criss azedou, principalmente graças ao abuso de drogas dos dois últimos. Criss foi tirado do grupo em 1980 e Frehley, também insatisfeito com a orientação musical dos discos mais recentes, dois anos depois.

Crises internas sempre se refletem ao público. Progressivamente, os fãs perdiam interesse no Kiss, desde o ótimo "Love Gun" de 1977. Os discos que sucederam este foram os disco-pop "Dynasty" e "Unmasked", de 1979 e 1980, e o pseudo-progressivo "(Music From) The Elder", de 1981. Totalmente diferente do que a banda já havia apresentado no passado.



Já sem Criss (Eric Carr assumiu as baquetas) e quase sem Frehley, o grupo lançou o álbum "Creatures Of The Night" em 1982. Um disco fenomenal, que retoma as raízes rock n roll mas com uma pitada de heavy metal, que estava em voga naquela época. Mas a imagem estava tão desgastada que o trabalho não foi apreciado da devida forma. O Kiss não lotava mais seus shows nem mesmo nos Estados Unidos, que sempre o acolheu. Nesse momento, aliás, tocaram no Estádio do Maracanã para 180 mil pessoas.

Após o lançamento do disco, o guitarrista Vinnie Vincent foi efetivado na banda. Fez a turnê e agradou aos chefes. Virtuoso em seu instrumento e compositor de muita criatividade, era a hora para que Vincent brilhasse como profissional. Por sua vez, o Kiss precisava de uma reviravolta. O momento era perfeito.

Em 18 de setembro de 1983, há exatos 30 anos, o mundo da música parou. Depois de dez anos de carreira, o Kiss decidiu mostrar seus rostos verdadeiros, sem maquiagem. Quem pensa que a mística havia passado no momento em que estavam sem dois integrantes originais, estava enganado. O choque foi grande.



A aparição de Paul Stanley, Gene Simmons, Vinnie Vincent e Eric Carr de caras lavadas aconteceu na MTV (cuja filial brasileira está morta). E, no mesmo dia, era lançado o primeiro álbum da banda sem as máscaras. Golpe de marketing feito por quem entende da coisa.

Negociatas a parte, vamos ao que interessa: música. "Lick It Up", décimo-primeiro disco de estúdio da banda, mantém um pouco do conceito artístico do antecessor "Creatures Of The Night". Não tem a mesma inspiração, mas não deixa de ser um bom trabalho.

A formação responsável por esse álbum é a mais poderosa e pesada do Kiss. Principalmente no palco, era fácil perceber que o heavy metal estava influenciando de vez o som. Tal influência se enfraqueceu com o passar do tempo, dando espaço ao hard rock farofa.



Vinnie Vincent, o compositor que estava em busca de brilho no rock, havia conquistado prestígio até mesmo na disco music no passado, mas não no estilo que amava. Agora foi o seu momento. Ele foi decisivo em "Lick It Up". O guitarrista co-escreveu oito das 10 músicas presentes no trabalho. As rimas bem colocadas, os riffs pesados e os solos tocados com pegada revitalizaram o grupo.

A bateria de Eric Carr reforça toda essa visceralidade, sob a batuta do ótimo produtor Michael James Jackson. Gene Simmons e Paul Stanley evoluíram como instrumentistas e, principalmente, como vocalistas, e isso também é decisivo para o êxito de "Lick It Up".

Durante a turnê, problemas voltaram a acontecer. O ego de Vincent foi de frente com a superioridade dos patrões Simmons e Stanley. O guitarrista foi demitido no meio da turnê de divulgação, chamado de volta às pressas e depois chutado de vez. A partir de então, os lançamentos da banda oscilaram entre bons e apenas regulares até a década de 1990.



Paul Stanley (vocal, guitarra base)
Gene Simmons (vocal, baixo)
Vinnie Vincent (guitarra solo, backing vocals)
Eric Carr (bateria, percussão, backing vocals)

Músico adicional:
Rick Derringer (guitarra solo em 1)

01. Exciter
02. Not For The Innocent
03. Lick It Up
04. Young And Wasted
05. Gimme More
06. All Hell´s Breakin´ Loose
07. A Million To One
08. Fits Like A Glove
09. Dance All Over Your Face
10. And On The 8th Day

por Igor Miranda

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