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David Bowie: O camaleão e suas fases

3/4/2013 1:49:17 PM
David Bowie, também conhecido como "camaleão do rock", está de volta com o já super elogiado álbum "The Next Day". O astro demorou 10 anos para lançar um trabalho inédito, em compensação, quando o fez, não poderia ser de outro jeito, em grande estilo e na sua melhor forma. De acordo com imprensa especializada, o álbum que chegará as lojas no dia 11 de Março, já poderia ser considerado um dos maiores retorno do rock n'roll.




Relembre as principais fases da lendária carreira de quase 50 anos de David Bowie.


David Bowie (1967)
O início da bela saga de Bowie não tem rock and roll, mas o primeiro álbum do artista carrega uma forte influência do teatro musical inglês.



The Man Who Sold the World (1970)
Considerado um de seus grandes álbuns, as coisas ficam mais interessantes para Bowie, que começa a trabalhar com o guitarrista Mick Ronson e com o produtor Tony Visconti. A faixa "The Man Who Sold the World" foi um hit, mas não para Bowie, mas sim para a cantora pop Lulu. Nos anos 90, o Nirvana resgatou a canção no disco MTV Unplugged.



Hunky Dory (1971)
Marca o íncio da fase mais psicodélica de Bowie. Um pouco mais folk, o cantor falava de heróis e comentava a vida dos seres alternativos. O grande hit de Hunky Dory foi "Life on Mars". A faixa surrealista estourou nas paradas de sucesso.



The Rise and Fall of Ziggy Stardust and the Spiders from Mars (1972)
O icônico álbum que foi considerado o melhor dos anos 70 pela revista Melody Maker, colocou Bowie no patamar de estrela. O álbum nos apresenta o personagem alienígena, Ziggy Stardust, que vem para salvar a Terra de ser destruída em cinco anos e acaba formando a banda "Spiders from Mars.



Aladdin Sane (1973)
Focado em temas mais urbanos e contemporâneos, o sexto álbum de Bowie não foi tão bem recebido, embora alguns críticos concordem que Aladdin Sane traz alguns dos melhores materiais do cantor.



Diamond Dogs (1974)
O álbum foi inspirado no livro 1984 de George Orwell. Bowie dizia que tinha "matado" Ziggy Stardust, mas o personagem aparece em parte do conceito sonoro e visual do trabalho. A faixa Rebel Rebel que traz uma letra confusa sobre identidade sexual, é um dos maiores hits do cantor até hoje.




Young Americans (1975)
Young Americans trouxe a primeira canção de Bowie a atingir a primeira posição nos EUA, "Fame", escrita em parceria com John Lennon, que também contribuiu com backing vocals, e Carlos Alomar



Low (1977)
Bowie e o produtor Brian Eno revelaram um novo panorama da música pop, inovando com a mistura eletrônica. "Sound and Vision" foi a canção mais comercial do álbum e deu nome a uma futura turnê de Bowie.



Heroes (1977)
O álbum clássico fez as ideias de Bowie e Brian Eno se revelarem ainda mais. O experimentalismo seguia, só que mais acessível e pop. A faixa "Heroes" logo deixou sua marca em uma geração inteira.



Lodger (1979)
O álbum que conclui a trilogia de Berlim foi mal recebido na época de seu lançamento. O trabalho também marca a transição do Bowie meramente eletrônico para o Bowie pré-new wave.



Scary Monsters (and Super Creeps) (1980)
David Bowie inicia nova década retornando às guitarras, mas não deixa de lado o recente aprendizado eletrônico. O resultado? Ele "inventa" a new wave e o new romantic.



Let?s Dance (1983)
O disco dançante e sofisticado se tornou antes de tudo um álbum comercial. Let?s Dance trouxe um novo e enorme público para David Bowie. A música que traz o nome do álbum era repetidamente tocada em rádios e pistas de dança.



Black Tie White Noise (1993)
O disco marca a volta de Bowie a sua forma natural, revisitando os melhores momentos do art rock dos anos 70 e coisas mais dançantes da década de 80.



Earthling (1997)
Bowie volta à eletrônica e o resultado foi uma rejuvenescida em sua carreira. A produção ficou por conta de Bowie, Reeves Gabrels e Mark Plati. "I?m Afraid of Americans" foi uma faixa polêmica embora Bowie afirme que a canção não é contra os Estados Unidos, mas sim sobre a homogeneização cultural que o país impõe ao resto do mundo.




Por Débora Blezer

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