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Música: abra-se para o novo!

10/25/2011 8:42:20 AM
Uma verdade inegável é que, até sem querer, a música está presente em nossa vida em todos os sentidos. Mesmo se alguém disser que não gosta de ouvir música não poderá ficar alheio a sonoridade que permeia sua existência. Barulho do trânsito, do vento, da chuva, das conversas, da natureza, do próprio corpo humano? é tanta ritmia que gera um padrão automático e nos acostumamos a conviver com ele de forma inconsciente, portanto, ninguém poderá dizer: "Vivo sem música"!


Para os que, como eu, não vivem sem música, os clássicos são fonte de inspiração e as novidades são sempre bem-vindas. São tantos estilos que as vezes da vontade de parar e me ater apenas aos mais aprazíveis a minha audição. Porém, não consigo! Tenho uma certa fome por melodias, vozes, efeitos sonoros e tudo que compõe o universo musical. Queria que a vida tivesse trilha sonora igual ao que vejo no cinema, por isso agradeço todos os dias quem inventou os players portáteis e os fones de ouvido, porque assim posso andar pela cidade com minha trilha sonora sem incomodar os outros.

Um fato importante - que não é novidade - é que vivemos num país miscigenado até o último fio de cabelo, e devido a esse mix de DNA respiramos diversas culturas e, consequentemente, gostos e estilos musicais dos mais variados. Essa pluralidade pode ser uma riqueza sem fim para os que gostam muito de música, mas também pode ser um incômodo para os que preferem ter um estilo musical definido e fiel a ele. Na verdade esse assunto é um "prato cheio" nas rodas de amigos, de bares, pubs, de cervejada, dos pobres, dos ricos, dos cultos, da classe média, dos intelectuais, dos não alfabetizados, e por ai vai? O "eu gosto disso" e o "eu não gosto daquilo" gera discussões intermináveis e já vi comprometer vínculos de amizades e relacionamentos, pois cada um defendia sua banda, cantor ou estilo musical preferido, e no final das contas, quase vira uma guerra - igual futebol, política e religião.

Diferentemente dos assuntos cuja discussão faz parte da nossa vida cível (política, religião) desde o nascimento, e que, querendo ou não em algum momento temos que falar dele, vejo na música algo que realmente podemos escolher sem pressão ou obrigação. Mas somos tão agarrados as nossas tradições, tão condicionados ao que nos cerca, que as vezes vejo muita coisa passar sem ter atenção necessária, e tudo porque "não gosto disso", "não curto tal estilo", "aquela coisa brega", "isso é tão antigo", "isso coisa de?", "muito estranho" e uma infinidade de defeitos e argumentos que, na minha opinião, contribui para geração de rótulos e implica diretamente no preconceito contra o próximo. Isso a curto prazo é quase nada, mas já pensou a longo prazo o que será do mundo se todos se fecharem nos seus (pré)conceitos individuais e derem as costas para os outros?

Entendo que a música foi feita pra ser sentida. Não necessariamente pra ser entendida ou para nos deixar felizes, mas para expressar seu sentimento interior. Uma forma de arte ao alcance de todos e que influi diretamente na nossa existência, tanto que um dos cincos sentidos necessários ao ser humano é a audição. Portanto, fechar-se ao novo, ao desconhecido, é sim uma escolha pessoal e intransferível, mas já pensou quanta coisa interessante está sendo deixada de lado? Já pensou na possibilidade de conhecer mais das pessoas, das culturas desconhecidas, das sonoridades que a princípio soam estranhas, mas que lá no fundo acalenta alguma coisa dentro de você?

Muito do que é descartado, talvez seja feito por falta de conhecimento ou explicação do que realmente se trata. Os estilos que estamos acostumados e que foram repassados entre gerações como a MPB,o dance, o samba, a bossa nova, o sertanejo, os hinos religiosos (?), todos fazem parte da nossa cultura de berço, só depende da região onde vc esteja para que determinado ritmo impere mais que os outros. No entanto, se pensarmos sobre a nossa cultura miscigenada - que nem sempre foi assim, e que cada vez se mistura mais - percebemos um universo cheio de novos ritmos oriundos das misturas dos mais antigos com recursos tecnológicos que ampliam a capacidade; na verdade entendo como uma reciclagem daquilo que já existe, assim como a vida, a cultura, a política, o futebol, a sociedade?

por Tony Oliveira

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