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Rock nos Jogos

11/12/2010 7:46:53 PM
Quando se fala em rock 'n roll e jogos eletrônicos, a primeira associação que vem à cabeça de qualquer um é o sucesso recente de títulos como Rock Band ou Guitar Hero. Na verdade, astros do rock vem flertando com esta nova mídia desde os primórdios do Atari 2600. Muitas destas tentativas naufragaram nas vendas ou jamais saíram do papel, enquanto outras alcançaram um resultado expressivo, em vendas ou prestígio.



Primórdios

Journey Escape

Uma das primeiras tentativas de aliança foi o jogo Journey Escape, da banda Journey. Apesar do título do jogo remeter a uma canção famosa do grupo, a música "Escape" não é tocada em momento algum. Na verdade, há pouca coisa do Journey no jogo além de um trecho de "Don't Stop Believin'" na introdução: o resto da trilha é formada de material original, sequer composta pelo grupo. Em 1982, a tecnologia ainda estava engatinhando, então não espere também muita fidelidade aos integrantes da banda ou uma história instigante. Em Journey Escape, o jogador deve conduzir os músicos através até sua nave de fuga (?) com o dinheiro do show intacto, escapando de Fãs Alucinadas, Fotógrafos Traiçoeiros e Produtores Corruptos: o típico dia de um astro do rock na visão de um desenvolvedor de jogos.

Veja abaixo um anúncio do Journey Escape para Atari:




Para Fãs

Queen - The eYe
Nos anos 90, as parcerias se intensificariam, com diferentes graus de sucesso. Em 1998, seria lançado Queen: The eYe, um jogo de ação e aventura com músicas e conceitos tirados da banda Queen. Ambientado em um futuro distópico, o jogador era lançado em uma era onde todo o trabalho artístico e criativo era censurado e onde a sociedade era controlada por uma Inteligência Artificial conhecida como The eYe. No papel de Dubroc, um agente secreto do sistema, o jogador descobria um banco de dados repleto de músicas de rock e era sentenciado à morte. Dubroc, influenciado por sua descoberta e fugindo da condenação passa a enfrentar a tirania de The eYe.

Queen: The eYe foi distribuído em 5 CDs de instalação que, além dos arquivos do próprio jogo, continham mais de 50 faixas do Queen em versões raras e instrumentais de seus maiores sucessos. Apesar do jogo ter sofrido vendas inexpressivas, devido a uma jogabilidade fraca e quase nenhuma divulgação, as músicas dos CDs o tornaram um item de colecionador para qualquer fã.


Zumbi Caçador

Ed Hunter
Em 1999, foi a vez do Iron Maiden experimentar com o conceito de um jogo próprio. Ed Hunter trazia Eddie, o mascote zumbi oficial da banda, escapando de um presídio futurista e atravessando diversas paisagens inspiradas em músicas da banda. A jogabilidade era bastante simples, consistindo em atirar nos inimigos que apareciam no tela apontando com o cursor do mouse, a exemplo de outros títulos como House of the Dead ou Virtua Cop.

Ao contrário de outros jogos de bandas, Ed Hunter fazia parte de um álbum lançado em lojas, uma coletânea de três discos contendo 20 músicas do Iron Maiden selecionadas pelos fãs no site oficial, mais os arquivos de instalação do jogo.

Ed Hunter - Tela


Camaleão Virtual

Omikron
Também em 1999, o sempre pioneiro David Bowie mostrou mais uma de suas facetas a se tornar o primeiro roqueiro não só a aparecer em um show "ao vivo" dentro de um jogo como também o primeiro a disponibilizar faixas inéditas através dessa mídia. O nome do jogo era Omikron: The Nomad Soul, um exótico adventure ambientado em uma cidade alienígena onde os jogadores eram literalmente convidados a visitar sua dimensão a ajudar a solucionar um crime.

Bowie contribuiu com o roteiro da desenvolvedora Quantic Dreams e aparece virtualmente em dois momentos da história, como um revolucionário procurado pelas autoridades chamado Boz e como o vocalista sem nome de uma banda que toca em eventos ilegais dentro do jogo. Omikron tinha na sua trilha sonora composições de David Bowie, incluindo material inédito que depois seria alterado para a inclusão em seu álbum 'hours...'. A esposa do astro, a modelo Iman Abdulmajid, também tinha uma participação no jogo como uma das habitantes daquele estranho mundo.

Veja abaixo "David Bowie" se apresentando em Omikron: The Nomad Soul:




Os Quatro Que São Um

Kiss - Psycho Circus
Em 2000, foi a vez do KISS produzir uma das mais ousadas e bem-sucedidas confluências digitais com o projeto KISS: Psycho Circus - The Nightmare Child. O jogo era inspirado em uma história em quadrinhos baseada na banda e desenhada pelo criador de Spawn, Todd McFarlane. No enredo, os quatro integrantes do grupo aparecem como deuses cósmicos de imensos poderes que auxiliam o personagem principal a enfrentar uma terrível ameaça que invade a Terra na forma de um circo de aberrações monstruosas e evitar o surgimento da Criança do Pesadelo. Apesar do roteiro confuso, o jogo era um FPS eficiente e alcançou vendas significativas. Curiosamente, o jogo não trazia músicas do KISS na trilha sonora, apenas algumas faixas espalhadas esporadicamente em raras jukeboxes disponíveis nos cenários.

KISS: Psycho Circus - The Nightmare Child chegou a ser vendido em bancas de jornais no Brasil, por um preço camarada, mas atualmente é difícil de ser encontrado.

Kiss - Tela 01
Kiss - Tela 02

por Carlos Aquino

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