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Skid Row: 25 anos do disco de estreia

1/24/2014 7:09:37 AM
(Foto: Divulgação)


Skid Row: "Skid Row"
Lançado em 24 de janeiro de 1989


"Pesado sem ser underground" era o dilema que as bandas de hard n heavy enfrentavam na década de 1980. O mesmo do atual "sexy sem ser vulgar", guardadas as devidas proporções. Desde o primeiro álbum, lançado há exatos 25 anos, o Skid Row trabalhou bem em tal tentativa.

O debut teve um pouco de sorte em termos de data. Creio que, se a banda tivesse deixado para lançar esse álbum em 1990, a repercussão não seria a mesma. Após o Skid Row, o mercado para o hard rock (ou, à época, "metal americano atual") parece ter se esgotado e fechado. Parecia uma previsão do fenômeno de Seattle que surgiria no ano seguinte.



Mas o que parece ser sorte é, na verdade, resultado de um caminho cheio de dificuldades. A formação do grupo se deu por Dave "The Snake" Sabo e Rachel Bolan em 1986 - quando a sonoridade mais pasteurizada e "farofa" do hard rock convertia até mesmo bandas mais pesadas do gênero, como Quiet Riot e W.A.S.P. -, e apenas ao fim de 1988 o grupo conseguiu fechar um contrato com a Atlantic Records.

Como tudo no mundo, o Skid Row se destacou por meio do QI (Quem Indica), o que nem sempre denota falta de talento, mas encurtamento de caminhos. O responsável pela indicação foi o conterrâneo Jon Bon Jovi, que é de Nova Jérsei assim como a banda. Sabo já conhecia Jovi há um bom tempo. Posteriormente, o cantor chegou a sacanear a banda, junto de Richie Sambora, em uma questão de royalties. Mas tudo foi pago e resolvido.



A estreia do Skid Row também teve sorte em termos de data porque embarcou no embião do que hoje chamamos de sleaze rock, que é a versão mais suja do hard rock, mais conectada ao punk - apesar do grupo ter uma pegada heavy metal. O Guns N Roses tornou isso notável para o resto do mundo e a banda surgiu como uma espécie de "prole do GNR". Claro, com suas diferenças.

O disco varia entre momentos de proximidade ao heavy metal e ao punk rock, mas é hard rock do começo ao fim. Nos próximos registros, o Skid Row descambaria de vez para as outras influências do punk e metal. Mas aqui a essência do hard é notável, principalmente, pela performance do vocalista Sebastian Bach, que, em estúdio, é um dos maiores da história do rock em minha opinião - já ao vivo, nem tanto.



A banda também se destaca. Diferente de Bach, que seguiu um padrão nos lançamentos futuros, os músicos sofreriam uma enorme evolução nos anos seguintes. Mas as boas guitarras de Dave Sabo e Scotti Hill, o baixo básico e as ótimas composições de Rachel Bolan (que assina quase tudo com Sabo) e a bateria cheia de pegada de Rob Affuso cumprem bom papel aqui. Vale destacar, também, a boa produção assinada por Michael Wagener, que captou bem a energia do quinteto.

É difícil destacar algo deste álbum. Mas para aqueles que nunca tiveram a oportunidade de ouvir Skid Row (ou são tr00s a ponto de terem preconceito), recomendo a paulada hard de abertura "Big Guns", a sleazy "Piece Of Me", o hard metal híbrido "Here I Am" e, é claro, as baladas: "18 And Life" e "I Remember You".



Sebastian Bach (vocal)
Scotti Hill (guitarra)
Dave "The Snake" Sabo (guitarra)
Rachel Bolan (baixo)
Rob Affuso (bateria)

01. Big Guns
02. Sweet Little Sister
03. Can´t Stand the Heartache
04. Piece Of Me
05. 18 And Life
06. Rattlesnake Shake
07. Youth Gone Wild
08. Here I Am
09. Makin´ A Mess
10. I Remember You
11. Midnight/Tornado

por Igor Miranda

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