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Warrant: dois anos sem Jani Lane

8/11/2013 9:44:53 PM
(Foto: Getty Images)


Talvez o céu não esteja tão longe, como Jani Lane escreveu na letra de "Heaven", um dos maiores sucessos do Warrant. Mas para os fãs, Lane nunca esteve longe. Nem mesmo após sua morte fatídica, que neste domingo (11) completa dois anos.

A morte de Lane pode ser considerada estatística ou pode ser vista de forma muito mais rigorosa. A causa de seu falecmiento, tão comum, pode não espantar à primeira vista. Mas o vício em álcool é algo muito mais sério do que se pensa.

Jani Lane faleceu em um hotel de Los Angeles, Califórnia, por conta de uma intoxicação alcoólica. Aparentemente, o cantor já não tinha mais nada. O seu retorno com o Warrant deu errado, por conta do alcoolismo. Sua família já havia o abandonado, por conta do alcoolismo (e resistência em tratá-lo). Seus relacionamentos afetivos davam sempre errado, por conta do alcoolismo.



O álcool destruiu uma vida progressivamente e responsabilizou, também, por levá-la. O problema de Jani com a droga mais legalizada e lícita do mundo tem um longo histórico. Desde o início de sua carreira, os problemas existem. Mas o corpo nem sempre aguenta. Depois de mais de 20 anos de abusos, Lane morreu no fundo do poço.

O mundo perdeu um grande talento que se revelou no hard rock oitentista, mas não se prendeu a ele. O Warrant representou, inicialmente, um dos pilares do movimento, que no final da década de 1980 já adquiria contornos cada vez mais ligados ao pop e investidas cada vez mais radiofônicas.



Após os sucessos de "Dirty Rotten Filthy Stinking Rich" (1989) e "Cherry Pie" (1990), é possível afirmar que o Warrant sequer passou perto de fazer hard rock oitentista (o famigerado "hard farofa") novamente. Em 1992, o disco "Dog Eat Dog" tendia para o heavy metal e inclinava-se para o alternativo, que emergia na nova década.

"Ultraphobic" (1995) e "Belly To Belly" (1996), os outros dois trabalhos de inéditas do Warrant, são experimentais e trazem mais do alternativo, além de flertes com estilos como reggae, música indiana, novamente heavy metal e muito mais.

Lane é o responsável, por ser o principal compositor da banda. Era, praticamente, o faz-tudo. E nunca se viu tecnicamente limitado a isto, pois além de cantar muito bem e compor letras, era multi-instrumentista.



Seus problemas com álcool ganharam maior notoriedade após o fim da reunião do Warrant, em 2008, após quatro anos fora do grupo. Jani Lane estava tão alcoolizado durante uma performance no festival Rock The Bayou que acabou trocando as letras das músicas e se apresentando de forma pífia.

Foi, também, o momento derradeiro do vocalista na banda. Além das discordâncias em relação a autoria de algumas músicas, o alcoolismo atrapalhou muito a relação.



Um registro da fatídica performance

A partir de então, o declínio foi cada vez mais aparente. A aparência de Lane mostrava o abuso. Um mês antes de sua morte, ele foi expulso de um hotel por destruir o quarto. Aparentemente confuso, Jani já não sabia mais o que fazer.

Enfim, no dia 11 de agosto, ele se foi. Sua música permanece viva. E a mensagem sobre o que o abuso de drogas - sejam social e legalmente aceitáveis ou não - pode fazer é altamente válida.

por Igor Miranda

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