Angra: 15 anos de último álbum com Andre Matos

(Foto: Divulgação)

No dia 14 de julho de 1998, o disco derradeiro do Angra com o vocalista Andre Matos e o baixista Luís Mariutti foi lançado. O baterista Ricardo Confessori também deixou a banda com os companheiros, mas retornou recentemente.

“Fireworks”, terceiro trabalho de estúdio do Angra, apresenta a formação original a todo vapor. Os músicos estavam sendo reconhecidos cada vez mais por suas habilidades e o grupo alcançava fama internacional ainda maior. Com a criatividade nos ares, esse disco trouxe uma abordagem um pouco diferente dos antecessores.

Os dois primeiros álbuns do Angra tiveram uma forte influência da música brasileira. De forma magistral, o quinteto conseguiu deixar o som com várias pitadas regionais sem perder o peso do metal que praticavam. E no segundo álbum, “Holy Land”, essa tendência se tornou ainda mais marcante. Mas em “Fireworks”, a coisa muda um pouco de figura.

A sonoridade do disco traz um peso muito mais descarado que seus antecessores. Todas as músicas, do começo ao fim, são pesadas. Até mesmo as canções de andamento mais lento e menos pesado. Os ritmos tupiniquins são menos explorados e, apesar de ainda muito diferenciada, o Angra soou como uma banda direta de heavy metal.

https://www.youtube.com/watch?v=4TH9SSc8N1E

Ainda há a ênfase, todavia, nas melodias. Isso não mudou, já que o som continua melódico, com aqueles clássicos refrões que crescem e com arranjos muito bem trabalhados. Todos os envolvidos mandaram muito bem, o que é de praxe nos registros do conjunto. Mas o brilho dessa vez ficou, principalmente, para as guitarras de Kiko Loureiro e Rafael Bittencourt.

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Infelizmente, a formação original se desmanchou após a turnê de divulgação do disco, um ano após o lançamento, com a saída dos integrantes já citados. Os motivos principais estão nos desentimentos com o empresário Antônio Pirani.

Mas, pra um álbum de despedida dessa line-up, “Fireworks” cai como uma luva. Entre os destaques, constam a paulada de abertura “Wings Of Reality”, as pesadas “Speed” e “Metal Icarus”, a grudenta “Lisbon” e a excelente semi-balada que é a faixa título.

https://www.youtube.com/watch?v=B6vCh_Y3VwM

Andre Matos (vocal, piano, teclados)

Kiko Loureiro (guitarra, violão)

Rafael Bittencourt (guitarra, violão, viola)

Luis Mariutti (baixo)

Ricardo Confessori (bateria, percussão)

01. Wings Of Reality

02. Petrified Eyes

03. Lisbon

04. Metal Icarus

05. Paradise

06. Mystery Machine

07. Fireworks

08. Extreme Dream

09. Gentle Change

10. Speed

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Opiniões, curiosidades, resenhas, listas e sobre todos os tipos de música são o foco desta coluna, comandada por Igor Miranda, jornalista que escreve sobre música desde 2007 e com experiência na área cultural/musical. Contato: [email protected]