Bandas na line-up do Rock In Rio 2013 que você deveria conhecer

(Foto: Divulgação)

É claro que todos estão comentando sobre Beyoncé, Muse, Metallica, Justin Timberlake, John Mayer, Iron Maiden, Avenged Sevenfold, Bon Jovi e por aí vai, além de atrações nacionais já conhecidas como Frejat, Capital Inicial, Skank e outras.

Mas há alguns nomes curiosos que merecem atenção neste Rock In Rio 2013. O Palco Sunset traz algumas bandas muito boas que são poucos conhecidas no Brasil. Outras, que só são conhecidas pelos fãs do determinado estilo. E há alguns casos que já foram famosos no passado, mas hoje nem tanto. A lista abaixo traz algumas atrações que têm qualidade o bastante pra se tornarem headliners do festival daqui algum tempo.

Vintage Trouble

Em tradução livre, o nome da banda significa “problema vintage”. E o termo vintage, que já praticamente está agregado ao nosso vocabulário, sugere dois significados: “antigo” e “de ótima qualidade”, sendo que o segundo se atribui para bebidas e arte.

De problema, o Vintage Trouble não tem nada. Mas a qualidade é digna de uma atração old school. A banda foi formada em 2010, em Los Angeles, Califórnia, e lançaram um álbum, intitulado “The Bomb Shelter Sessions”, de forma independente. Mas contam com o dedo do mega-empresário Doc McGhee, famoso por ter trabalhado com Kiss, Bon Jovi, Mötley Crüe e por aí vai.

O currículo dos caras envolve shows de abertura para Dave Matthews Band, Bon Jovi e The Who, participação com Brian May e show privado na festinha de aniversário de Paul Stanley, do Kiss.

Mas o que atrai as atenções para essa banda, que se apresentou sexta-feira (13) no Palco Sunset do Rock In Rio, com participação de Jesuton? O motivo é simples: o som old school, que carrega influências do blues, do rock clássico, do R&B e do soul. A música negra pulsa no quarteto, que não soa fantástico apenas em estúdio, como também ao vivo. Vale a pena conhecer.

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Living Colour

O Living Colour está longe de ser uma atração desconhecida. Mas está apagado na mídia ultimamente, mesmo passando no Brasil por diversas vezes nos últimos anos. A banda ganhou fama no final da década de 1980 e início dos anos 1990, com um rock n roll recheado de influências do funk norte-americano e um “quê” de heavy metal.

A separação ocorreu em 1995, mas voltaram cinco anos depois. Lançaram dois discos de inéditas desde essa volta: o último foi “The Chair In The Doorway”, em 2009. Talvez a falta de novo material os deixem fora da grande mídia. Mas o potencial da banda já foi comprovado.

Desde o último álbum, a banda prioriza as turnês, que envolvem participações em grandes festivais. Um deles é o Rock In Rio, que teve o seu Palco Sunset da noite de sexta-feira (13) fechado pelo grupo, com participação de Angélique Kidjo.

Autoramas

Talvez o Autoramas nunca tenha chegado à grande mídia de forma consolidada porque sempre foram uma banda independente. Não estão atrelados a grandes gravadoras, o que influi diretamente para uma liberdade maior na criação musical.

Nem mesmo na época em que despontaram para o Brasil em dois momentos (com participação no festival Rock In Rio em 2001 e com a música “Você Sabe” em 2004), a banda cedeu. Pelo visto, vivem felizes hoje em dia, com autoridade sobre a própria arte.

A banda conta com cinco álbuns de estúdio lançados, que seguem uma linearidade interessante. O trabalho do grupo é essencialmente rock n roll, mas tem influências do rockabilly e da surf music que tornam o som mais divertido e dançante. São a atração de abertura do Palco Sunset de sábado (14), com participação do também competente BNegão.

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Aurea

Cantora com rostinho bonito com apoio da Sony Music tem sido sinônimo de atração pop de pouca musicalidade. Não é o caso de Aurea. A cantora, nascida em Portugal, tem uma voz poderosa e aposta na soul music, pouco em voga no mainstream atualmente.

Sua carreira despontou quando passou a cantar em inglês, ao invés de português. Segundo ela, “porque a soul music nasceu nas palavras inglesas”. Sábia decisão, pois sua musicalidade evoluiu bastante quando se absteve de tais barreiras.

Seus dois álbuns de estúdio repercutiram muito bem em Portugal. Agora, a cantora busca sucesso internacional. Seu primeiro grande passo é se apresentar no Palco Sunset do Rock In Rio, domingo (15), com participação de The Black Mamba. Espero que consiga tal prestígio, pois merece.

The Black Mamba

O trio português The Black Mamba formado por Pedro Tatanka (voz e guitarra), Ciro Cruz (baixista) e Miguel Casais (baterista) nasceu em 2010 e não divide apenas o mesmo palco de Aurea, no domingo (15): também é do mesmo estilo.

O soul da banda é mais ácido, um pouco depravado, talvez pela mistura notável com o blues. Mas os adjetivos anteriores, pra mim, são elogios incomparáveis. O som é pra lá de agradável.

O grupo conta com músicos experientes. Ciro Cruz já tocou com Ed Motta e Gabriel O Pensador, Miguel Casais já foi da banda de apoio de Mafalda Veiga e Pedro Tatanka era parceiro de Richie Campbell.

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Sebastian Bach

O fato de ter feito sucesso em uma grande banda no passado é um empecilho para Sebastian Bach em alguns momentos. O ex-vocalista do Skid Row, até hoje, tenta se consolidar como atração solo, se desvinculando da sua imagem construída no fim da década de 1980 e início dos anos 1990.

O cantor tem vínculo estreito com o hard rock oitentista, mas sua carreira solo está muito mais orientada para o heavy metal. Ele nunca negou suas influências de Judas Priest e Ozzy Osbourne e coloca isso em prática na sua carreira solo, que já tem dois bons álbuns lançados. A apresentação do vocalista acontece na quinta (19), no Palco Sunset.

Kiara Rocks

O patinho feio dos Palcos Mundo. O Kiara Rocks foi convocado para suprir a ausência do Guns N Roses, segundo o vocalista Cadu Pelegrini, em entrevista ao G1. “(Roberto) Medina viu Axl Rose em mim”, disse o cantor.

A influência do GNR é notável no som da banda. Mas o fato de cantarem em português dá uma energia diferente. Soa original, o que é positivo.

A banda existe desde 2008 e logo de cara paareceu no reality show Astros, do SBT, neste ano e no seguinte. Foram derrotados nas duas finais, mas a repercussão foi boa.

Três bons álbuns foram lançados, com músicas autorais de qualidade, peso e uma vibe hard rock pouco encontrada até mesmo nas bandas gringas (visto que o estilo não nasceu aqui). É provável que os caras convençam muitas pessoas na plateia do Palco Mundo do domingo (22) de que vieram para ficar.

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Opiniões, curiosidades, resenhas, listas e sobre todos os tipos de música são o foco desta coluna, comandada por Igor Miranda, jornalista que escreve sobre música desde 2007 e com experiência na área cultural/musical. Contato: [email protected]