Bon Jovi: 25 anos de “New Jersey”

(Foto: Reprodução)

Bon Jovi: “New Jersey” [1988]

O Bon Jovi parece ter sido projetado para alcançar a fama de forma instantânea. Mas o quinteto de Nova Jérsei não teve vida fácil em seu início.

A banda foi formada em 1983, mas demorou para se mostrar criativamente encorpada. Os dois primeiros álbuns, “Bon Jovi” e “7800° Fahrenheit”, não são potentes o bastante. Não contam com o apelo comercial que se tornou característico do grupo nos anos posteriores. São apenas bons.

Mesmo assim, o sucesso vinha de forma progressiva. “Slippery When Wet”, de 1986, chutou o balde. O Bon Jovi agora era atração mundialmente conhecida, graças a hits como “Wanted Dead Or Alive”, “Livin On A Prayer”, “You Give Love A Bad Name” e “Never Say Goodbye”.

Muitos dizem que o álbum posterior àquele de grande sucesso é ainda mais difícil de ser feito. Ou seja, o sucessor de “Slippery When Wet” precisava ser muito bom. Mas isso o Bon Jovi tirou de letra. Ao menos sob minha visão, “New Jersey” é ainda melhor.

Lançado em 19 de setembro de 1988. “New Jersey” chega aos 25 anos de idade com a aura pós-adolescência que o consagrou. As intenções comerciais do Bon Jovi nunca foram escondidas. O grupo queria, de fato, emplacar hits na rádio. Mas não precisavam abrir mão de qualidade para se tornarem acessíveis.

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O hard rock grudento e bem feito da banda demonstra, aqui, uma evolução interessante. Os ganchos melódicos estão mais estratégicos, os refrões mantêm o mesmo nível de empolgação de outrora, as letras receberam mais atenção.

Ainda sobrou espaço para alguns experimentos, como o início climático de “Lay Your Hands On Me”, a influência caipira em “Ride Cowboy Ride”, a introdução de “Wild Is The Wind” com guitarra espanhola, a proposta mais elaborada de “Blood On Blood” e a pegada swingada de “Homebound Train”. Além disso, a média de tempo das músicas aumentou: há uma quantidade considerável de músicas que passam a métrica radiofônica dos 4 minutos.

A identidade da banda foi mantida, o que é o grande trunfo. A prova maior está nos hits, como a agita-arena “Bad Medicine”, a grudenta “Born To Be My Baby” e as baladas “Living In Sin” e “I´ll Be There For You”. Todas as músicas citadas, além de “Lay Your Hands On Me”, foram lançadas como single: e foram um sucesso.

Apenas nos Estados Unidos, “New Jersey” vendeu 7 milhões de cópias. A contagem parece ser boa no resto do mundo, pois o disco chegou ao primeiro lugar das paradas de países como Canadá, Suíça, Austrália, Nova Zelândia, Reino Unido, Austrália e Suécia, além da já citada terra do Tio Sam.

É difícil determinar um trabalho definitivo para o Bon Jovi, que tanto mudou seu estilo ao longo dos anos. Mas “New Jersey” está, sem dúvidas, entre os melhores. Puristas dizem que foi o último álbum “verdadeiramente hard rock” da banda, apesar de eu discordar. E você, o que acha de “New Jersey”?

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Jon Bon Jovi (vocal, violão, gaita e percussão)

Richie Sambora (guitarra, violão, guitarra de 12 cordas, mandolin e backing vocals)

David Bryan (teclado, backing vocals)

Alec John Such (baixo, backing vocals)

Tico Torres (bateria, percussão)

01. Lay Your Hands On Me

02. Bad Medicine

03. Born to Be My Baby

04. Living In Sin

05. Blood On Blood

06. Homebound Train

07. Wild Is The Wind

08. Ride Cowboy Ride

09. Stick To Your Guns

10. I´ll Be There For You

11. 99 In The Shade

12. Love For Sale

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Opiniões, curiosidades, resenhas, listas e sobre todos os tipos de música são o foco desta coluna, comandada por Igor Miranda, jornalista que escreve sobre música desde 2007 e com experiência na área cultural/musical. Contato: [email protected]