Caiu na Net!

Eles não são famosos, eles não são profissionais, eles não são músicos. Eles são os amadores, pessoas com pouca ou nenhuma experiência musical ou visual, mas com uma enorme criatividade e uma gigantesca paixão pelos jogos eletrônicos. Com uma ideia na cabeça e o YouTube na ponta dos dedos, eles estão conseguindo surpreender a audiência e conquistar alguns milhares (ou milhões) de visualizações.

Atualmente, o grande sucesso dos últimos quinze minutos é o “Funk do Mortal Kombat”, uma produção amadora simpática realizada por dois estudantes universitários do Rio Grande do Sul. Leonardo Peixoto, cursando Psicologia, escreveu a letra que homenageia (?) a sanguinária franquia de luta, enquanto Gibran Sirena empregou os conhecimentos do curso de Audiovisual para realizar o videoclipe:

A dupla, que também canta (?) e aparece no vídeo, confessa que não é fã do ritmo carioca. Os dois curtem mesmo é rock e metal e a letra foi composta como uma brincadeira, para provar que o funk não precisa de muita coisa além de um refrão e poucos acordes. A brincadeira se transformou em mais de um milhão de acessos no YouTube e os dois roqueiros agora atendem pelo nome de Funk You Bit e já preparam uma nova investida no mesmo ritmo, desta vez citando o universo dos animes.

(atendendo a novas informações obtidas através de um comentário, os próximos dois parágrafos foram atualizados)

Veja também:
Kelly Key compara sua carreira com a de Anitta: 'não tive a mesma garra'

Mas, antes de Mortal Kombat, existia Street Fighter. E antes do “Funk do Mortal Kombat” existia “A Dança do Street Fighter”. A hilária candidata a hit do Carnaval de 2011 é executada por uma dupla também, Fábio Alves Torres (Mantena) e João Paulo de Melo Souza (JP). Composta(?) por Maicon Tubarão, em ritmo de axé e com citações em inglês de doer os ouvidos, a música conquistou um milhão de visualizações em dois dias e o ódio mortal dos jogadores mais exaltados. Há rumores até de que a Capcom, empresa detentora da marca “Street Fighter” teria decidido proteger sua criação deste assassinato sonoro e solicitado, de advogados em punho, que o vídeo original fosse removido. Se a história é verídica ou não, não se sabe. Mas, como tudo que sai do YouTube sempre se espalha, está aí o vídeo abaixo para quem quiser dar uma olhada:

https://www.youtube.com/watch?v=esNpXwWlFS4

A dupla mineira JP e Mantena já tem cinco anos de trabalhos juntos, mas esse foi o primeiro gostinho da notoriedade. Sobre o clipe, JP se defende: “Estamos em sites de 8 países diferentes, recebemos ligações até da China. Quisemos fazer uma homenagem para o Street Fighter e para a Capcom, assim muitos fãs já estão divulgando o nosso trabalho”. Apesar da polêmica, a agenda da dupla ficou lotada durante o Carnaval.

E o que acontece quando você mistura o rap barra-pesada dos Racionas MCs com o estilo de vida dos nerds? Nós temos o videoclipe chamado “Eu sou 1337 “. O vídeo é obra de Cauê Moura, do Desce a Letra. Ele pertence ao grupo de novas celebridades chamadas de vlogueiros, que se dedicam a produzir vídeos para o YouTube em tempo integral. Moura também atende pelo apelido de D4RK S0RC3R3R e costuma fazer referências a Ragnarok, World of Warcraft e Street Fighter em seus clipes. Assista abaixo “Eu sou 1337” e sua continuação, “Eu sou 1337 Pt2 – LOL WTF BBQ”:

Veja também:
Os 100 melhores clipes do século 21, segundo a Billboard

Aos 23 anos, o vlogueiro de Jundiaí-SP não tem do que reclamar. Contando com perto de 45 mil seguidores no Twitter e totalizando quase 6 milhões de visualizações somando todos os vídeos, ele não dá sinais de que irá parar sua produção.

Os amadores chegaram para ficar.

2 Comments

  1. Juliano

    Primeiro vocês deveriam se informar melhor, talvez por isso essa “revista” não seja tão conceituada.
    A composição da Dança do Street Fighter é de Maicon Tubarão. A dupla é profissional, são 10 anos de carreira como dançarinos e 5 anos juntos como dupla.
    A música e o clipe NUNCA foi acionada pela CAPCOM porque não fere nenhum tipo de direitos autorais.
    Caro Carlos Aquino se você um dia quer ser reporter, se informe melhor.

  2. Tamiris Motta

    Nada haver essa matéria. Ainda fala mal de funk. Nossa que cretinos! Perdi meu tempo lendo isso.