Cinema e Música: Uma sinfonia de ruídos e silêncio

Na história do cinema, há filmes que durante sua trajetória se transformam em sucessos inimagináveis, arrecadando incríveis números em suas bilheterias, além de elogios do público e da crítica especializada. E com os filmes vêm as trilhas sonoras: harmonias dissonantes, acordes sem hierarquia tonal, algumas com a estrutura sutil de quem já nasce um clássico, e outras elétricas, com as batidas da juventude. Em todos os casos, a música passa a existir dentro da película, como uma parte indissolúvel do roteiro.

Quando se fala do encontro entre música e filme, sabe-se que até mesmo na época do cinema mudo havia um pianista nas salas, que se encarregava de criar o clima ideal para as cenas. A sincronia entre som e imagem talvez não fosse perfeita, mas a música sempre foi importante para criar ou enfatizar climas narrativos na imagem. Décadas atrás já havia um conceito totalmente novo de imaginação musical. Dá para sentir isso no pianinho que acompanhava os ingênuos filmes de Carlitos. E ao longo do tempo, podem ser vistas transformações nesse aspecto. Quando o diretor sabe exatamente o que quer construir, o trabalho com o compositor acontece antes mesmo de a partitura estar completa. Quem não se lembra dos acordes marcantes de Tubarão? Quando cena e música se juntavam, o resultado era perfeito. Nestes casos o clima é substancialmente bem construído, e a trilha se torna marca registrada do filme.

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Muita gente repara que, às vezes, as imagens não são coerentes com a música de fundo, ou então que não passam de clichês sonoros. Porém, com os novos conceitos de filme que têm surgido, o som apresenta uma função dramática, que inclui também diálogos e ruídos para compor este cenário. As ilustrações musicais são parte de um território promissor cheio de possibilidades. E a trilha sonora original, a “música para o cinema“, é um processo que faz parte da magia da sétima arte.

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