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Elvis Presley não morreu? Teorias garantem que o Rei do Rock está vivo

Apesar de todos os relatos de amigos e pessoas próximas, do velório aberto ao público e toda a cobertura da imprensa sobre a morte do Rei do Rock, muitas teorias insistem em afirmar que Elvis Presley não morreu em 16 de agosto de 1977, aos 42 anos.

Alguns fãs acreditam, inclusive, que há mais sinais de que o cantor continua vivo do que provas de sua morte. Se Elvis Presley não morreu e ainda segue entre nós, ele teria exatamente 84 anos.

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Logo após a morte do cantor, muitos fãs começaram a alegar que o tinham visto ou falado com ele. Integrante de um fã-clube da época, uma mulher garantiu que tinha recebido uma ligação do Rei do Rock.

“Ele me ligou no trabalho e disse ‘estou indo bem e eu sei que você tem se perguntado sobre o que tenho feito, mas está tudo bem e obrigada por se importar’. Foi basicamente isso e eu fiquei em choque”, alegou ela em um programa de TV.

Mas, afinal, quais teorias da conspiração ainda alimentam a ideia de que Elvis Presley não morreu?

1) Elvis queria recomeçar?

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Acima do peso e sem a mesma voz que o consagrou como Rei do Rock, Elvis teria decidido mudar de vida e forjar a própria morte para recomeçar em outro lugar. Essa é uma das hipóteses formuladas pelos fãs que acreditam que Elvis Presley não morreu.

Conforme essa teoria, ele teria conseguido tornar-se anônimo ao trocar informações sobre o lado corrupto do mundo do entretenimento e chegado a entregar pessoas importantes que, de alguma forma, tiveram ligação com a máfia.

Ainda seguindo a linha desta teoria, alguns afirmam que o próprio Elvis teria ligações não explicadas com a máfia e decidiu “dar um perdido” no grupo criminoso.

2) Elvis em ‘Esqueceram de Mim’?

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Criado em 1989, um grupo chamado ‘The Elvis Sighting Society’ (algo como ‘A Sociedade de Avistamento de Elvis’) tem monitorado as supostas aparições do cantor.

Em 1990, alguns membros desse grupo garantiram que enxergaram o cantor em um figurante do filme ‘Esqueceram de Mim’ – aquele no qual o menino Kevin (Macaulay Culkin) fica sozinho em casa no Natal.

A cena que teria flagrado o cantor acontece no momento que a mãe de Kevin, Kate McCallister (Catherine O’Hara), percebe que deixou o filho para trás e discute num guichê para tentar voltar para casa. Atrás dela, aparece um homem barbudo e corpulento. Para alguns fãs, tratava-se do próprio Elvis.

O diretor do filme, Chris Columbus, acabou comentando o caso e citou o absurdo das alegações. “Essas pessoas estão convencidas de que este é Elvis Presley, que Elvis Presley não morreu, fingiu sua morte e, como ele ainda ama o show business, ele é um extra em ‘Esqueceram de Mim'”, disse ele. “Olhe para este cara. Ele não é Elvis Presley!”, completou.

3) O túmulo de Elvis é a chave?

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Outra teoria aponta que o túmulo de Elvis é a prova de que a morte dele não passava do que, hoje em dia, chamaríamos de “fake news” (ou “desinformação”, para os mais técnicos no assunto).

Isso porque Elvis Aaron Presley, na verdade, se chamaria Elvis Aron Presley e apenas na vida adulta é que passou a adotar a letra extra.

No túmulo dele, o nome do meio conta com as duas letras A, mas isso seria apenas uma forma de Elvis – ainda vivo – não ter seu nome real na lápide.

Faz sentido para você?

4) Fuga de helicóptero para a Argentina

Há quem diga que, na realidade, Elvis não morreu, mas fugiu de helicóptero no dia da suposta morte e foi viver na Argentina.

Isso se baseia em supostos relatos que dão conta que a aeronave pousou na Mansão Graceland e partiu levando um Elvis em fuga. No novo país, o cantor teria mudado seu nome para John Burrows.

Para completar a narrativa, outra suspeita: a imprensa argentina noticiou que um Boeing 747 pousou na base militar de Palomar na data da morte de Elvis. Pelo jeito, é só juntar tudo.

5) Corpo estranho

Outra hipótese aponta que o corpo velado na Mansão Graceland era nada mais, nada menos do que um boneco de cera com feições estranhas.

Para que a tática funcionasse, até o caixão era especial, segundo os teóricos da conspiração: ele contaria com um sistema de refrigeração que mantinha o material intacto.

Conteúdo extra

Um programa especial veiculado na TV norte-americana em 1991, intitulado ‘The Elvis Files’ (‘Os arquivos do Elvis’, em tradução livre do inglês), se propôs a investigar as teorias da conspiração que já faziam sucesso naquela época. Tem cada coisa…

Assista ao ‘The Elvis Files’ (1991) em inglês:

A causa da morte de Elvis Presley

Ao menos oficialmente, Elvis Presley morreu aos 42 anos, em 16 de agosto de 1977. Por volta das 14h daquele dia, o cantor foi encontrado desacordado no chão do banheiro da mansão Graceland, no Tennessee (Estados Unidos), pela noiva dele, Ginger Alden.

Elvis foi socorrido e levado ao Baptist Memorial Hospital. No caminho, os paramédicos tentaram reanimá-lo, mas as manobras não surtiram o efeito de trazê-lo de volta à vida. No hospital, todos os esforços médicos também falharam e o mundo da música registrou a perda de Elvis Presley por volta das 15h.

Veja o anúncio da morte de Elvis Presley (em inglês):

Até hoje, a causa da morte de Elvis Presley é alvo de discussões, mas a conclusão que mais se repete ano após ano é que o cantor morreu devido a uma arritmia cardíaca súbita.

No dia seguinte ao falecimento, o jornal ‘The New York Times’ narrou como o médico legista Dr. Jerry Francisco examinou o corpo do Rei do Rock por aproximadamente duas horas e informou que as análises iniciais já apontavam esse motivo como causa da morte.

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A arritmia cardíaca é uma condição que afeta os batimentos cardíacos, que ficam irregulares (muito rápidos ou muitos lentos). Quando não diagnosticado e tratado, esse quadro pode levar à morte súbita – principalmente em pessoas que fazem uso exagerado de drogas. E teria sido essa a situação de Elvis Presley.

Por conta de todo o mistério e curiosidade que envolve a causa da morte de Elvis Presley, a autópsia dele chegou a ser reaberta outras vezes. Em 1994, o médico legista Dr. Joseph Davis refez as análises da época e garantiu que o cantor teve um “violento ataque cardíaco”.

Quase uma década depois, outro médico, o Dr. Forest Tennant, analisou os registros da morte de Elvis Presley e chegou a outra conclusão, mas que também associou o caso a uma arritmia cardíaca.

Tennant descreveu que o abuso de drogas e medicamentos levou a overdoses que lesionaram o cérebro do dono da voz de “Jailhouse Rock”. Para ele, o uso exagerado de codeína associado a um defeito não detectado em vida nas enzimas hepáticas causou a arritmia cardíaca de Elvis Presley.

Ou seja, as substâncias que Elvis Presley consumiu exageradamente ao longo da vida acabaram afetando seu cérebro, mas também fazendo seu coração parar de bater na tarde daquele 16 de agosto.

Elvis Presley e o abuso de drogas

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Em outubro de 1977, o jornal ‘The New York Times’ deu mais detalhes sobre as drogas e medicamentos que Elvis Presley havia ingerido antes de falecer. A causa da morte de Elvis Presley passa diretamente por esses remédios.

Naquela época, foram identificados 10 tipos de substâncias, incluindo um anti-histamínico usado para febre e alergias, codeína (derivada do ópio e usada no alívio da dor), demerol e outros sedativos analgésicos como valium, além de altos níveis de quaalude [a metaqualona, uma droga com efeitos sedativo e hipnótico, que chegou a ser comercializada legalmente nos EUA].

Estima-se que havia entre 14 e 15 substâncias no corpo do cantor no momento de sua morte na Mansão Graceland.

Ansioso e com problemas para dormir

No livro ‘Elvis Presley, A Biography’, a autora Kathleen Tracy relata que Elvis Presley adotou medicamentos como forma “de controlar sua ansiedade e ter ajuda para dormir”. Contudo, na década de 1970, o uso tornou-se abuso – e o corpo do cantor começou a sentir os efeitos.

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“Seu corpo uma vez magro começou a ficar inchado, seus olhos estavam frequentemente vidrados e seu comportamento tornou-se cada vez mais instável. Toda a sua saúde se deteriorou e isso resultou em várias internações. Apesar de ainda se apresentar para multidões em Las Vegas, ele começou a ver a si mesmo como alguém que já era”, conta a autora, na obra publicada em 2007 e sem tradução no Brasil.

Dois anos após a morte de Elvis Presley, seu meio-irmão, Rick Stanley, contou como tinha testemunhado a piora da relação do astro com o uso de medicamentos. “Nos últimos anos da vida dele, ele usava as drogas todos os dias”, afirmou Stanley a um programa de TV.

Perguntado sobre o que o cantor fazia se não conseguia as drogas quando queria, o meio-irmão de Elvis alegou que ele ficava “irritado às vezes”.

“Uma vez, ficamos em Las Vegas por 8 semanas e não conseguíamos fazer contato com o médico dele, então ele tirou sua arma .35 e disse que compraria uma farmácia se precisasse, porque ele iria ter [as drogas] que queria. Ele disse que as pessoas precisavam perceber qu, ou estavam com ele, ou contra ele”, relembrou.

Os últimos momentos de Elvis Presley

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Em entrevista ao canal E!, Ginger Alden, a noiva de Elvis Presley, relatou os últimos momentos ao lado do Rei do Rock e relembrou o momento que o encontrou caído no banheiro. Segundo ela, o cantor estava com problemas para dormir naquele 16 de agosto e tomou os medicamentos pelo menos duas vezes.

“Lembro dele dizendo que não conseguia dormir bem. Sempre antes de entrar em turnê, Elvis ficava agitado, ele não conseguia dormir e, me lembro que Rick Stanley [o meio-irmão de Elvis] trouxe remédios para ele. Ele tomava quaalude várias vezes, um antigo tranquilizante”, relatou ela.

Mesmo assim, Ginger Alden diz que ele não conseguiu dormir e, outra vez, recorreu a Stanley para pedir mais remédios. “Ele andou para o banheiro e essa foi a última vez que o vi com vida”, completou.

“Voltei a dormir e, quando acordei, vi que a porta do banheiro continuava fechada. Bati e ninguém atendeu, então abri a porta e foi quando vi Elvis. Entrei e olhei para ele por um segundo, então virei a cabeça dele e soube que eu nunca tinha visto ele daquele jeito. Entrei em choque e a coisa mais distante da minha mente era que Elvis tivesse morrido, de jeito nenhum”, contou.

Ela disse que, inicialmente, acreditou que ele realmente tivesse morrido de ataque cardíaco – como ficou diagnosticado na época -, mas depois isso mudou. “No começo sim, pensava que, para Deus, tinha chegado a hora de Elvis partir, mas havia muitas perguntas sem respostas na minha mente”, refletiu Ginger.

De acordo com ela, naquele dia, os dois tinham feito planos para o casamento deles e, inclusive, decidido a data para a cerimônia.

Assista à entrevista de Ginger Alden (em inglês):

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