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Guitarra para mulheres: você conhece o modelo especial com ‘espaço para os seios’?

Em meados do ano de 2018, quando explodiu a notícia de que a gigante fabricante Fender estaria lutando contra a falência, o vice-presidente da empresa, Justin Norwell, garantiu que o mercado mundial de guitarras estava vivo. Ele explicou que uma fatia muito específica de consumidores mantinham a situação a salvo: as mulheres!

Em uma entrevista ao site ‘Australian Musician’, o representante da fabricante americana de instrumentos musicais atribuiu ao aumento de integrantes femininas em bandas a continuidade dessa indústria.

“O negócio da guitarra tem crescido nos últimos anos e a tendência é aumentar. Tem muito mais mulheres guitarristas em festivais e em bandas, e muitas delas são as líderes em grupos que focam no instrumento. Estamos fortes”, comemorou ele, na época.

Claro que as mulheres guitarristas não são exatamente uma novidade. A cantora gospel Sister Rosetta Tharpe, por exemplo, é uma das “vovós” do rock, foi uma das pioneiras e teve muita popularidade nos anos 1940 com seu estilo único de tocar o instrumento.

Guitarra para mulheres

Nota-se, nos dias atuais, que o lugar das mulheres em conjuntos musicais, antes restrito a posições como vocalista ou pianista, vem se tornando cada vez mais compartilhado com os colegas homens.

Desde sempre, as mulheres guitarristas tiveram de se virar com instrumentos pensados e projetados para o corpo masculino. Além do formato, o peso e o tamanho das guitarras atuais é apontado por alguns como a razão de, até hoje, não existir uma artista do sexo feminino entre os grandes destaques instrumentistas.

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Foi pensando nesse nicho e nessa problemática que o fabricante de guitarras Ernie Ball se uniu à cantora e multi-instrumentista Annie Clark (mais conhecida como St. Vincent), em meados do ano de 2016, para desenvolver um instrumento claramente feminino.

O modelo assinado pela dupla tem um corpo mais esguio e se pendura abaixo do braço, deixando espaço para os seios e a cintura das instrumentistas. Além disso, seu peso é significativamente menor do que as clássicas marcas: apenas 3 kg.

À época do lançamento, a cantora concedeu uma entrevista onde explicou que sua própria experiência pessoal a levou à ideia de criar o design feminino.

“Pra mim, uma guitarra que não seja muito pesada é muito importante, pois eu não sou uma pessoa muito grande. Eu nem sequer consigo tocar uma Sixties Strat ou uma Seventies Les Paul. Eu precisaria viajar com um quiroprata em minhas turnês para conseguir tocar essas guitarras”, contou ela.

“Esta é uma guitarra bem leve e o peso é redistribuído para que ela tenha uma ‘cintura’ fina. Eu sempre pensava, enquanto tocava nos palcos e vestindo diversos figurinos, que a guitarra cobria uma das melhores coisas do corpo feminino, que é a nossa cintura. Eu sempre tinha que pensar meus figurinos baseada no fato de que minha cintura não ficaria visível. Eu queria fazer algo que parecesse bonito em qualquer pessoa, não apenas em uma mulher”, explicou ela.

Atualmente, o modelo pode ser encontrado à venda nos Estados Unidos (eles entregam no Brasil!) por cerca de US$ 600 em duas opções de cores: azul e preto. O corpo da guitarra é produzido em mogno africano que oferece tons quentes de ressonância. Já o braço é feito com madeira de bordo.

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