Guns N' Roses: 25 anos de "Lies" - Revista Cifras

Guns N’ Roses: 25 anos de “Lies”

(Foto: Reprodução)

Guns N Roses – GNR Lies

Lançado em 29 de novembro de 1988

Bastou um álbum para que o Guns N Roses se tornasse a maior banda de rock do mundo naqueles dias. “Appetite For Destruction” pode ser considerado como o começo da banda (como o óbvio permite concluir), mas também pode ser tratado como o começo do fim. Foi o início da construção de um monstro chamado Axl Rose. Mas não estou aqui para discutir conduta moral, nem falar sobre o que ocorreu após o contexto dessa época.

“GNR Lies”, ou simplesmente “Lies”, foi lançado no fim de 1988 após a Geffen Records constatar a mina de ouro que o Guns N Roses representava e, consequentemente, fechar contrato para mais discos. As quatro primeiras faixas não são inéditas, pois são as mesmas que constituem o EP “Live ?!*@ Like a Suicide”, primeiro lançamento oficial do grupo. As quatro na sequência, são inéditas – e acústicas. Esse é o último registro de estúdio que conta com a presença de Steven Adler nas baquetas, pois algum tempo depois foi demitido, devido aos abusos de tóxicos que geraram desgastes internos.

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É interessante observar como “Lies” representa extremos e, mesmo assim, soa homogêneo. A primeira metade do álbum traz a crueza da banda que foi considerada “a mais perigosa do mundo”. Duas composições próprias nunca foram relançadas nos full-length (“Reckless Life” e “Move To The City”) e duas versões para pedradas do Aerosmith e Rose Tattoo (“Mama Kin” e “Nice Boys”, respectivamente).

https://www.youtube.com/watch?v=MVtNPdDVIgE

O instrumental visceral e roqueiro recebeu leve tratamento de estúdio – em 1986, o orçamento era limitado, pois eram independentes. Os vocais agudos e berrados de Rose, que cantava letras pouco conservadoras, marcam os primeiros 14 minutos de duração da bolacha.

A segunda metade é marcada pela presença de violões e até mesmo ausência de bateria em algumas músicas. Mesmo assim, nota-se facilmente que são os caras tocando, principalmente pela pegada inconfundível de Slash, pelas habilidades de composição de Izzy Stradlin, pela sólida cozinha (quando aparece) de Duff McKagan e Steven Adler e pelas vozes de Axl Rose, agora mais calmas mas repletas de identidade.

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Além das conhecidas “Patience” e “Used To Love Her”, desse lado há a regravação de “You´re Crazy”, anteriormente lançada no “Appetite For Destruction” numa versão bem mais rápida; e a polêmica “One In A Million”, que gerou alvoroço pelo uso dos termos “niggers” e “faggots” em sua letra, se referindo à negros e homossexuais de forma pejorativa.

Mesmo com essa controvérsia, “Lies” vendeu bastante. Aliás, nessa época, bastava ter controvérsia para vender. O álbum conquistou a segunda posição das paradas norte-americanas e hoje já coleciona 5 milhões de cópias vendidas por lá, além de 11 milhões por outros cantos do mundo. À época, o single de “Patience” atingiu o 4° lugar dos charts da terra do Tio Sam e o top 10 de vários países, incluindo o Reino Unido e a Holanda.

Além disso, “Lies” teve uma clara função: manter o Guns N Roses no topo. Ainda mais se for considerado que, das oito, apenas três são canções realmente novas (“You´re Crazy” é uma versão de uma canção já lançada por eles mesmos). Tiveram êxito nisso, tanto que alavancou novamente as vendas de “Appetite For Destruction”, que atingiu mais uma vez o primeiro lugar nos Estados Unidos e não permitiu que o novo lançamento chegasse ao topo. Independente disso, vale a pena conferir mais esse petardo da trupe do W. Axl Rose.

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Axl Rose – vocal, percussão

Slash – guitarra, violão

Izzy Stradlin – guitarra, violão, backing vocals

Duff McKagan – baixo, violão em 5 e 8, backing vocals

Steven Adler – bateria, percussão, backing vocals

Músicos adicionais:

Howard Teman – percussão

Rick Richards – percussão

01. Reckless Life (Live)

02. Nice Boys (Live – Rose Tattoo cover)

03. Move To The City (Live)

04. Mama Kin (Live – Aerosmith cover)

05. Patience

06. Used To Love Her

07. You´re Crazy (Acoustic version)

08. One In A Million

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