Metallica & Lou Reed: dois anos da decepção que é "Lulu" - Revista Cifras

Metallica & Lou Reed: dois anos da decepção que é “Lulu”

(Foto: Reprodução)

Metallica & Lou Reed: “Lulu”

Lançado em 31 de outubro de 2011

Lou Reed se foi, mas “Lulu” ainda é uma mancha em sua carreira, bem como na do Metallica. Justamente pela mistura proposta neste disco, que não deu liga. Particularmente, à época, não esperava algo arrasa-quarteirões, mas fui surpreendido. Sim, surpreendido. E de forma negativa.

Não esperava que “Lulu” me decepcionasse tanto. Ressalto que aprecio todos os trabalhos anteriores do Metallica (até mesmo o depreciado “St. Anger”, apesar de reconhecer que passou longe de ser o melhor momento do grupo) e que entendo que essa é uma parceria, não é um disco propriamente do quarteto norte-americano e que obviamente a influência de Reed seria muito mais latente que o metal dos caras. Fico feliz, inclusive, que o Metallica procure outros caminhos. Prefiro seus experimentos do que a repetição maçante de fórmulas musicais que outras bandas de metal andam fazendo.

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Mas ao meu ver o projeto não começou muito bem por ser uma parceria com Lou Reed. Trata-se de um grande compositor, tanto lírico quanto melódico, mas não de um grande performer. E, infelizmente, o mesmo é o vocalista principal. A impressão dada é que o homem não se importa em variar o tom de sua voz e muitas vezes ele sequer canta, só recita a letra.

Outro ponto negativo que contribui para que o ouvinte esteja arrancando os cabelos ao fim do disco é que tudo soa muito repetitivo, com exceção da parte orquestrada de Junior Dad. O instrumental está bem gravado e executado pelo Metallica e Reed, mas cada música tem um riff principal que é repetido durante mais da metade de seu andamento, ou até mesmo em todo o seu andamento – na faixa Iced Honey, por exemplo.

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Há pontos positivos em “Lulu” sim. Endossei anteriormente que Lou Reed é um compositor de mão cheia. Todas as letras foram escritas pelo mesmo, enquanto que as melodias foram feitas em conjunto com os metálicos. Os poucos riffs e arranjos contidos no álbum são bons e as letras são impecáveis, respeitando o conceito anteriormente imposto. Mas rock não é só poesia. O campo lírico é apenas uma parte de um bom disco do gênero. A repetição e o vocal pouco melodioso são os pontos fracos em minha opinião. Tão fracos que realmente comprometem a audição.

Escute o álbum completo por streaming – CLIQUE AQUI

CD 1:

01. Brandenburg Gate

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02. The View

03. Pumping Blood

04. Mistress Dread

05. Iced Honey

06. Cheat On Me

CD 2:

01. Frustration

02. Little Dog

03. Dragon

04. Junior Dad

Lou Reed – vocal, guitarra, continuum

James Hetfield – guitarra, co-vocal

Kirk Hammett – guitarra

Robert Trujillo – baixo

Lars Ulrich – bateria

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