Mötley Crüe: 30 anos de "Shout At The Devil" - Revista Cifras

Mötley Crüe: 30 anos de “Shout At The Devil”

(Foto: Reprodução)

Mötley Crüe: “Shout At The Devil”

Lançado em 26 de setembro de 1983

Sujo, diabólico e rebelde. Podemos começar assim um texto que fala sobre um dos mais gloriosos álbuns já lançados dentro do subgênero oitentista do rock. Lançado há exatos 30 anos, “Shout At The Devil” é o segundo álbum do Mötley Crüe e foi o responsável por colocá-los no topo.

A banda conquistou boas críticas e repercussão com sua estreia, “Too Fast For Love” (1981). Mas como o grupo veio de baixo, seu primeiro trabalho não é muito bem produzido e teve de ser relançado após o contrato com a Elektra Records.

Ao botar “Shout At The Devil” para rodar, a patifaria começa com a introdução “In The Beginning”, que narra como a humanidade se perdeu ao longo dos tempos, proliferando o mal e permitindo que o mesmo tomasse conta da humanidade. Início perfeito para um disco sujo, diabólico e rebelde (como já citado), que aborda temáticas como violência, rebeldia e a clássica tríade “sexo, drogas e rock n roll”. Como de costume, o baixista Nikki Sixx assinou sozinho quase todas as composições. Grande letrista.

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Daí para frente, há uma enxurrada de clássicos. As pérolas “Looks That Kill”, “Too Young To Fall In Love” e a faixa título garantiram a boa repercussão, sem perder o pique do hard n heavy apresentado pelo grupo. O casamento ideal do hard rock com o heavy metal e flertes de punk é o segredo do Crüe. Fora a postura e a atitude raramente vistas naqueles tempos.

O trabalho, no entanto, não se resume a singles ou canções famosas. As músicas que compõem o miolo do disco, como “Red Hot”, “Ten Seconds To Love”, “Bastard” e “Knock Em Dead, Kid”, são fantásticas. Há de se ressaltar, também, a balada “Danger” e o cover de “Helter Skelter”, dos Beatles. E tudo isso sem perder o pique ou a identidade proposta.

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“Shout At The Devil” influenciou uma boa parte das bandas de hard rock que surgiram após o Crüe. Grande parte da leva oitentista “sentiu o baque” do quarteto, por conta do visual, do estilo de composição, dos timbres de guitarra, da cozinha bem adequada (apesar de poucos conseguirem soar tão bem como o baterista Tommy Lee), estruturas musicais e refrões em coro.

Com esse trabalho, aliás, o Mötley colaborou para o posterior nascimento do gênero sleaze rock, que mistura hard rock, heavy metal e punk. A recepção de “Shout At The Devil” foi excelente para a época, mas seu legado nos anos seguintes, que ainda permanece, é a parte legal da coisa. Vale a pena conferir.

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https://www.youtube.com/watch?v=2Dq-k_jzEtI

Vince Neil (vocal)

Mick Mars (guitarra, violão)

Nikki Sixx (baixo)

Tommy Lee (bateria)

01. In The Beginning

02. Shout At The Devil

03. Looks That Kill

04. Bastard

05. God Bless The Children Of The Beast

06. Helter Skelter

07. Red Hot

08. Too Young To Fall In Love

09. Knock Em Dead, Kid

10. Ten Seconds To Love

11. Danger

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