10 bandas de rock e metal que tiveram mais de um vocalista

O maior cartão de visitas de uma banda na maioria das vezes é o seu vocalista. Seja pela voz, pelo carisma ou presença de palco, invariavelmente a identidade do grupo é representada por quem está nos microfones. Rapidamente, pode se lembrar de nomes como Axl Rose (Guns N’ Roses), Joey Ramone (Ramones) e Steven Tyler (Aerosmith) para exemplificar a afirmação.

Porém, ao longo dos anos, muitas bandas tiveram mais de uma voz que fez sucesso ou gerou controvérsia entre os fãs.

Esse é o assunto da minha coluna esta semana: 10 bandas de rock and roll e heavy metal que tiveram mais de um vocalista em sua trajetória. Aperte o play e confira!

1) Helloween

A banda alemã ficou conhecida por ser a inventora do power metal (também conhecido no Brasil como metal melódico) e pelas constantes trocas de formação.

O primeiro vocalista da banda foi o membro fundador e guitarrista Kai Hansen, substituído pelo estupendo Michael Kiske em 1986. Após ótimos lançamentos e uma saída nada amigável, em 1993 Andi Deris entrou no lugar de Kiske, ajudando a mudar a sonoridade do Helloween, o que dividiu os seguidores.

Após inúmeras trocas de farpa e brigas desnecessárias, em 2017 Kiske e Hansen foram reintegrados. Atualmente, a banda conta não apenas com um, mas com três vocalistas!

2) Deep Purple

Ao lado do Black Sabbath e do Led Zeppelin, o Deep Purple é considerado um dos pilares do heavy metal.

O temperamento difícil do guitarrista Ritchie Blackmore foi responsável por inúmeras trocas de membros, inclusive no vocal. E se existe uma banda que contou com feras nos microfones, essa banda é o Deep Purple, já que três monstros do hard rock/heavy metal passaram por ali: Ian Gillan, Glenn Hughes e David Coverdale (que anos depois, fundou o Whitesnake), nomes de muito respeito e potência, que são venerados até os dias de hoje por cantores de todo o mundo.

Quem durou mais tempo foi Gillan, voz das clássicas “Smoke On The Water”, “Black Night”, “Fireball”, “Perfect Strangers” e “Strange Kind Of Woman”. Depois de sua primeira saída, Hughes (que também é baixista) e Coverdale entraram simultaneamente na banda e gravaram dois clássicos, “Burn” e “Stormbringer”, ambos de 1974. O casamento das vozes dos dois deu uma vida nova ao Purple.

Antes disso, o Deep Purple ainda contou com Rod Evans, que foi o primeiro vocalista oficial, mas que não fez (ou faz) tanto sucesso quanto seus três sucessores. E no início da década de 1990, Joe Lynn Turner também assumiu as funções, repetindo a dobradinha que fez com Blackmore no Rainbow. Atualmente, Gillan ocupa o posto de frontman da banda.

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3) Anthrax

Parte integrante do que se tornou o “Big Four” do thrash metal (Metallica, Slayer e Megadeth completam o quarteto), o Anthrax teve três grandes e distintas vozes durante sua história, que já beira os 40 anos.

O primeiro disco da banda, “Fistful Of Metal” (1984) conta com Neil Turbin, substituído por Joey Belladonna, que foi um dos responsáveis pelo sucesso do Anthrax. Ambos contam com uma voz mais voltada ao heavy metal clássico.

Em 1993, Belladonna é substituído por John Bush (ex Armored Saint), que muda radicalmente o estilo de som da banda, com influências do groove metal e grunge. Inclusive, o maior sucesso comercial da banda, a magistral “Only”, foi gravada por Bush.

Em 2010, John sai do Anthrax e cede seu lugar para Belladonna, que continua até hoje agitando plateias ao redor do mundo

4) Sepultura

O maior nome do metal nacional. Fundado em meados dos anos 1980, o Sepultura teve como primeiro vocalista o maior ícone da música pesada brasileira, o também guitarrista Max Cavalera. A imagem de um acaba se confundindo com a de outro, tamanha era a identificação do membro fundador com a banda.

Porém, nem tudo é perfeito. Tempos depois do lançamento de “Roots” (1996), com a banda no topo do planeta, inúmeras brigas internas (que perduram até hoje) causaram sua saída.

No lugar de Max, entrou o competente Derrick Green, que mesmo com bons trabalhos, não tem a mesma presença, tampouco a força do antigo frontman, posteriormente responsável pelos excelentes Soulfly e Cavalera Conspiracy, esta última, que marcou o reencontro de Max com seu irmão Igor.

5) Alice In Chains

Sem sombra de dúvidas, um dos maiores nomes do grunge e do rock em geral nos anos 1990, o Alice In Chains tinha concentrado no genial Layne Staley grande parte da receita de seu sucesso.

Vale lembrar que o não menos talentoso guitarrista Jerry Cantrell também fazia um excelente trabalho como vocalista. A dupla foi responsável por inúmeros sucessos, como “Would?”, “No Excuses”, “Man In The Box”, “Down In A Hole” e “Rooster”.

Após a trágica morte de Layne, vítima de uma overdose em abril de 2002, a banda recrutou o ótimo William DuVall, que substituiu o saudoso vocalista com muita personalidade, e até hoje ajuda a banda a manter um lugar de destaque no cenário musical.

6) AC/DC

Responsável por ser a trilha sonora de nove entre dez churrascos feitos por fãs de rock and roll, o AC/DC é uma das bandas mais conhecidas e tocadas da história. Durante as mais de quatro décadas de carreira, inúmeros sucessos foram gravados pelo grupo australiano, na voz de duas lendas.

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Bon Scott foi o responsável por imortalizar clássicos como “T.N.T”, “Highway To Hell”, “Dirty Deeds Done Dirt Cheap” e “Whole Lotta Rosie”.

Em 1980, porém, foi vítima de uma overdose e faleceu. Em seu lugar, entrou Brian Johnson, que chamou a responsabilidade e ajudou a banda a perpetuar temas grandiosos, entre eles: “Back In Black”, “Moneytalks”, “For Those About To Rock (We Salute You)” e “You Shook Me All Night Long”.

Brian continua firme e forte até hoje, e a banda ainda arrasta multidões.
Curiosidade: por um pequeno período, o AC/DC contou com Axl Rose nos vocais, após um rápido afastamento de Brian Johnson.

7) Van Halen

O Van Halen é uma das mais famosas e bem-sucedidas bandas dos anos 1980. Fundada pelos irmãos Alex e Eddie, teve três vocalistas bem diferentes: David Lee Roth, Sammy Hagar e Gary Cherone.

Enquanto Roth tinha um estilo mais “fanfarrão” e festeiro, Hagar deu uma cara mais séria para a banda. Já Cherone gravou apenas um álbum e foi considerado um fiasco.

Até hoje, existe uma espécie de discussão entre os fãs, que se dividem entre a fase Roth (que conta com inúmeros sucessos, como “Jump”, “Panama”, “Ain´t Talking About Love” e “Hot For Teacher) e a fase Hagar (composta por lindas obras, do porte de “When It´s Love, “Dreams”, “Right Now” e “Can´t Stop Loving You).

Seja como for, o Van Halen nos presenteou com inúmeros clássicos que animam nossos dias há décadas.

8) Angra

Ao lado do Sepultura, a principal responsável pela grandeza da música pesada no Brasil. A primeira formação da banda, responsável pelos magníficos “Angels Cry” (1993) e “Holy Land” (1996), contava com o talentoso, gigante e saudoso Andre Matos nos vocais.

Depois de uma série de desentendimentos que quase causaram o fim da banda, Edu Falaschi foi o vocalista da fase que marcou o renascimento do Angra, gravando ótimos discos, como o debut “Rebirth” (2001).

Em 2011, Edu deu lugar ao italiano Fabio Lione (ex-Rhapsody of Fire), que é o atual vocalista do grupo brasileiro.

9) Black Sabbath

Os principais criadores do heavy metal. Formada no final dos anos 1960, a banda é conhecida principalmente pela fase que conta com o icônico Ozzy Osbourne nos vocais. Conhecido pelo “carinhoso” apelido de Madman, Ozzy gravou clássicos absolutos como “Paranoid”, “Iron Man”, “Children Of The Grave”, “Never Say Die”, “N.I.B.”, “Black Sabbath” e muitos outros que ajudaram a música pesada a se consolidar como um movimento sólido.

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Ozzy sofreu muito com seus excessos e Tony Iommi resolveu demitir o antigo vocalista, para colocar o não menos genial Ronnie James Dio em seu lugar. O pequenino Dio gravou excelentes álbuns durante suas passagens, como “Heaven And Hell” (1980), “Mob Rules” (1981) e “Dehumanizer” (1982).

O relacionamento entre Dio e Iommi não era dos melhores e resultou na saída do lendário cantor. Dali em diante, a banda passou por várias mudanças em praticamente todos os setores, inclusive no vocal. Entre os cantores que por ali passaram depois, merece destaque o subestimado Tony Martin, que cantou grandes músicas, como “Headless Cross”, “Devil And Daughter”, “The Shining” e “The Hand That Rocks The Cradle”. Até Ian Gillan, já citado como o principal nome do Deep Purple, também passou pelo grupo.

Em meados dos anos 90, Ozzy voltou a se reunir com a banda para alguns shows. Em 2013, o Sabbath lançou “13”, último disco de estúdio, com Ozzy nos vocais. Quatro anos depois, a banda encerrou as atividades, deixando um legado gigantesco.

10) Iron Maiden

Por fim, outra banda inglesa responsável pelo crescimento do heavy metal. Capitaneado pelo baixista Steve Harris, o Maiden contou com três vocalistas em sua história: Paul Di’Anno, Bruce Dickinson e Blaze Bayley, sendo que um não tem absolutamente nada a ver com o outro, seja na voz, seja no comportamento dentro e fora dos palcos.

Enquanto Di’Anno tinha uma postura mais rebelde e uma veia punk, Bruce Dickinson, que entrou em 1982, é dono de uma voz muito mais melódica (além de ser muito mais centrado), que embalou os maiores sucessos do grupo nos anos 1980, na fase conhecida como “Anos Dourados”.

No entanto, Bruce e Steve começaram a ter atritos, que causaram a saída do vocalista em 1993. Blaze Bayley foi o substituto de Bruce, no que foi a fase mais obscura e menos inspirada da banda. Os fãs não engoliram muito bem a mudança brusca, uma vez que a voz de Blaze nada tinha a ver com a do seu antecessor. Para o alívio dos fãs, em 1999 Bruce foi anunciado como o vocalista da banda novamente, cargo que ocupa até os dias de hoje.

Apesar das polêmicas criadas na fase Blaze, o Iron Maiden continua com um crédito enorme entre os fãs e críticos, e é de longe a banda que passou pelas mudanças mais fortes e marcantes no posto de vocalista.

Você tem preferência por algum desses vocalistas? Opine nos comentários!

Até semana que vem, com muita música de qualidade!

*O texto não reflete, necessariamente, a opinião do Revista Cifras.

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