Foto: Reprodução/TV Globo

Agnaldo Timóteo torce para Bolsonaro ser ‘ao menos metade do que foi Lula’

O cantor e ex-deputado federal Agnaldo Timóteo foi o convidado do ‘Conversa Com Bial’, na TV Globo, nesta terça-feira (10). Durante a conversa, o artista acabou emitindo diversas opiniões polêmicas e chegou a elogiar nomes controversos do cenário político brasileiro, como Paulo Maluf e Fernando Collor, envolvidos em escândalos de corrupção. Ele também revelou suas opiniões sobre Lula e Jair Bolsonaro.

Admitindo enxergar o ex-presidente petista com grande admiração, Agnaldo Timóteo afirma que torce para que Bolsonaro, atual chefe do Executivo federal, realize um bom governo. Ele usa Lula como parâmetro de medida e indica que pode estar prestes a se filiar ao Partido dos Trabalhadores (PT).

“Eu morro pelo Lula. Bolsonaro foi meu colega deputado, sempre nos respeitamos. A gente torce para que ele supere as dificuldades que têm surgido e seja um presidente… a metade do que foi Lula, já fico feliz. O Lula disse: ‘se um dia você quiser ir para o PT, eu assino a ficha’. Eu já assinei, estou indo”, disse.

Citando outros nomes de políticos, ele criticou o ex-governador Leonel Brizola por ser “briguento”. Por outro lado, elogiou o governo de Paulo Maluf, preso desde 2017 por lavagem de dinheiro, e até mesmo do ex-presidente Fernando Collor de Mello, que sofreu processo de impeachment em 1992.

“[Leonel] Brizola foi uma figura maravilhosa. Foi muito infeliz porque brigou com todo mundo, inclusive comigo. [Paulo] O Maluf… você não anda 10 minutos em São Paulo sem passar por uma obra dele. Collor falava 8 idiomas. Nunca provaram uma vírgula contra aquele monstro sagrado que é Fernando Collor”, diz o cantor.

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Controvérsias políticas de Agnaldo Timóteo

Agnaldo Timóteo possui um passado obscuro quando o assunto é política. Em meados de 2015, por exemplo, ele foi citado em um documento que listava diversos artistas que eram considerados como aliados e colaboradores da Ditadura Militar brasileira.

O documento divulgado pelo Acervo Arquivo Nacional e produzido pelo Centro de Informações do Exército (CIE) dizia que essas celebridades comunicavam os militares sobre movimentações na área, que consequentemente serviam de base para que os órgãos de censura operassem e até mesmo solicitassem o exílio de determinados artistas.

Em outra ocasião, em 2012, Agnaldo Timóteo defendeu o Regime Militar na Câmara Municipal de São Paulo. Na época, ele era vereador e acabou discutindo com a plateia, composta por cerca de 100 servidores municipais: “Calem a boca seus animais, seus idiotas!”, chegou a vociferar contra a plateia.

“Em 1970 nós éramos 90 milhões em ação, não podemos esquecer disso. E todos os presidentes militares morreram pobres, enquanto muitos dos nossos representantes eleitos se aposentam milionários. Não vejo um documentário falando das estradas que os militares construíram, das grandes obras. Só falam mal, a grande mídia faz uma perseguição odiosa ao Regime”, discursou na ocasião.

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