Foto: Reprodução/Instagram

Anitta afirma que objetivo de suas músicas é ‘criar polêmicas’ e gerar debates

A cantora Anitta participou de um grande evento na cidade de Las Vegas, nos Estados Unidos, nesta quarta-feira (24): a Conferência Billboard da Música Latina. Ela participou de um dos painéis, ode foi debatido o papel das mulheres na cena musical latina.

Ao lado da funkeira brasileira, estavam outras artistas como Becky G, Natti Natasha, Karol G e Lali Espósito. Elas reconheceram os avanços do feminismo no cenário fonográfico, mas pediram mais espaço e poder às mulheres.

A mesa começou com um discurso de Stacy L. Smith, professora da Escola Annenberg de Jornalismo e Comunicação da Universidade do Sul da Califórnia (USC) e especialista em analisar a diversidade na indústria do entretenimento.

Segundo um estudo de Smith, apenas 11% dos artistas nas listas latinas de sucessos em 2018 foram mulheres, dois pontos a menos que o 13% registrado no ano anterior.

Entre as discussões e diversos assuntos, Anitta comentou que  “o machismo é muito forte, principalmente nos países latinos. […] Somos muito machistas ao olhar pra uma mulher e dizer: ‘A mulher tem que fazer isto e aquilo para ser bem-sucedida, tem que ter namorado, não pode sair tanto, tem que cantar isto…'”.

Ela completou: “Dessa forma, nós nos vemos com estas regras e pensamos: ‘O que vamos fazer?’ Temos artistas mulheres incríveis, mas a indústria também tem que colocar mais DJs (femininas), mulheres que dirijam os clubes, as produtoras e os eventos, que sempre foram coisas feitas por homens”.

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Em outro momento, Anitta pediu que a comunidade LGBT fosse incluída nos debates sobre igualdade. Sobre o próprio trabalho, ela afirmou que o objetivo de suas músicas é “criar polêmicas” que incitem o debate no público, visando a aceitação das diferenças.

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