Aos 66 anos, Emílio Santiago falece no Rio de Janeiro

A música popular brasileira está em luto. Aos 66 anos, morreu Emilio Santiago, um dos maiores e mais queridos intérpretes do cancioneiro tupiniquim.

O músico estava internado no Centro de Terapia Intensiva (CTI) do Hospital Samaritano, em Botafogo, Zona Sul do Rio. A informação foi confirmada pela assessoria da unidade hospitalar.

Emílio sofreu um acidente vascular cerebral isquêmico (AVC), no dia 7 de março e desde então estava sendo mantido na CTI para observação, mas com o quadro de saúde instável. O motivo e horário da morte ainda não foram confirmados pelo hospital.

Carreira

Conhecido pelo tom de voz ao mesmo tempo grave e suave, o cantor apresentou diferentes gêneros durante sua carreira, mas esteve especialmente voltado para a música romântica, a MPB e o samba.

Emílio Santiago nasceu em 1946 na cidade do Rio de Janeiro. A paixão pela música fez com que ele iniciasse sua carreira participando de diversos festivais de música, sendo vencedor de muitos deles.

“Transas de amor”, seu primeiro compacto, saiu em 1973. A estreia em um álbum cheio aconteceu dois anos mais tarde. Autointitulado, o trabalho trazia interpretações de canções de nomes como Ivan Lins, Gilberto Gil, Nelson Cavaquinho e Jorge Ben.

Em 1988, lançou “Aquarela brasileira”, o primeiro disco da série criada por Roberto Menescal e Heleno Oliveira. O álbum trouxe a releitura de 20 clássicos da música brasileira, como “Sampa” (Caetano Veloso), “Anos dourados” (Chico Buarque e Tom Jobim) e “Eu sei que vou te amar” (Tom Jobim e Vinicius de Moraes).

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Seu último disco foi lançado em 2012. Só Danço Samba (Universal) comemora os 40 anos de carreira e faz homenagem ao “rei dos Bailes”, Ed Lincoln, parceiro de início de carreira na década de 1970. A obra também chegou às lojas em DVD.

Por Tony Oliveira

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