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Após polêmica com machismo, Grammy 2019 finalmente celebra as mulheres

A expectativa estava toda sobre elas, as mulheres. E foi com uma poderosa performance de Camila Cabello, liderando uma gig latina formada por Ricky Martin, J Balvin, Young Thug e o trompetista cubano Arturo Sandoval, que a noite começou.

As mulheres começaram a mostrar força já na pré cerimônia da 61ª edição do Grammy Music Awards, realizada na noite de domingo (10), no Staples Center, em Los Angeles.

Elas estavam em uma quantidade incomum entre as concorrentes, maior que as edições anteriores, graças a uma política nova adotada pela organização depois que alguns artistas se levantaram contra a edição do ano passado, que teve poucas vencedoras. As categorias principais tiveram aumento de finalistas, de cinco para oito, e as mulheres vieram em peso.

A ex-primeira-dama dos EUA, Michelle Obama, foi uma das convidadas, e surgiu ao lado de Alicia Keys (a mestre de cerimônias), Lady Gaga, Jada Pinkett-Smith e Jennifer Lopez. As cinco falaram, brevemente, sobre a importância da música. “Seja country, rap ou rock, música nos ajuda a dividir, seja nossa dignidade ou dor, nossa esperança ou alegria”, disse Obama. “Nos permite ouvir uns aos outros e convidar os outros a entrar. Música nos mostra tudo o que importa. Toda história, toda voz, em toda nota de cada canção.”

Lady Gaga já escrevia estar chorando antes mesmo do início da premiação principal. Para que a festa não se estenda além das três horas em média de duração, muitas categorias começam a ser divulgadas antes do horário oficial de início, às 23h (horário de Brasília).

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Ariana Grande saiu com o prêmio de Melhor Álbum Pop Vocal com Sweetener. Ela venceu Pink (páreo duro com Beatiful Trauma) e Taylor Swift (com Reputation). E Lady Gaga começou a noite também sendo agraciada com um gramofone por Shallow, na categoria Melhor Canção Composta para Mídia Visual a música que tem se tornado mais famosa que o filme que a revelou como atriz, Nasce Uma Estrela, com ela e Bradley Cooper nos papéis principais.

“Não vou conseguir usar nenhuma maquiagem hoje à noite. Acabamos de ganhar nosso primeiro Grammy da noite. Eu estou em lágrimas de honra e gratidão”, disse no seu Twitter. Gaga tem por Shallow um carinho especial. Ela é coautora da canção, palpitou nos arranjos e fez uma performance arrebatadora no ápice do filme.

E Shallow seria a primeira premiada da noite já na festa principal por Melhor Performance Duo Vocal. E lá foi Gaga chorando de novo para receber o prêmio, falando sobre a importância de se falar sobre os problemas mentais na sociedade (há uma questão no filme que envolve o suicídio).

Os roqueiros também foram recebidos com honras e promessas. As honras ficaram para um prêmio póstumo a Chris Cornell, morto em maio de 2017, por Melhor Performance de Rock com When bad Does Good. Os filhos do roqueiro receberam o prêmio por ele.

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Por outro lado, os meninos prodígios do Greta Van Fleet, formada por quatro garotos, três deles irmãos, levou o Melhor Álbum de Rock com From the Fires. A banda vem ao Brasil para alguns shows em abril e, hoje, trata-se do acontecimento maior entre os roqueiros. Há um ame ou odeie com relação à aceitação do grupo, considerado por muitos parecido sobretudo com duas bandas, o Led Zeppelin e o Rush (menos progressivo).

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