Após polêmica, Villa Mix explica área exclusiva para público gay em BH

Organização do festival diz que objetivo não era segregar público (Divulgação)

Organização do festival diz que objetivo não era segregar público (Divulgação)

O festival de música Villa Mix se envolveu em polêmica neste último fim de semana quando começou a venda de ingressos da edição de Belo Horizonte, prevista para 7 de abril: o evento contaria com um espaço exclusivo para o público LGBT, o que causou revolta nos internautas, que acusaram os organizadores de segregar o público gay.

A área, que levou o nome de Sense, ficaria distante do palco principal e também das outras áreas do evento. Segundo a organização, o camarote contaria com uma decoração diferenciada para o público gay e outras amenidades a serem distribuídas para quem comprar o ingresso.

Nas redes sociais, vários seguidores acusaram o festival de segregação e desrespeito com o público gay. No Twitter, um internauta chegou a lembrar o episódio polêmico em que a casa noturna da Villa Mix em São Paulo foi condenada a pagar indenização por danos morais a ex-funcionária que tinha como função dificultar a entrada de pessoas negras no local.

Em resposta, a Villa Mix negou que tenha feito a área para segregar o público gay do restante. “A área é mais uma opção de entretenimento criada pela Sense Produções devido ao grande interesse do público LGBT e satisfação com a experiência promovida em outros eventos na capital mineira. Nesse espaço, como em qualquer outro camarote, as pessoas podem se beneficiar de serviços exclusivos, como shows, decoração, alimentação e, o mais importante, poder acessar outras áreas como o Villa Prime em frente ao palco”, afirma a organização.

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A assessoria de imprensa da Villa Mix também reiterou que o camarote é aberto ao público em geral. Desde a polêmica, o site que vende os ingressos para o festival retirou a designação de LGBT do camarote Sense.

Veja, a seguir, algumas críticas feitas ao festival.

* Por Estadão Conteúdo

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