Após show, U2 visita centro de SP e grava trecho de clipe

Músicos registraram filmagens no topo do Edifício Copan (Reprodução/Instagram)

Músicos registraram filmagens no topo do Edifício Copan (Reprodução/Instagram)

O U2 está, definitivamente, a fim de fazer valer a passagem da banda por São Paulo. Horas depois de deixar o gigantesco palco montado no Estádio do Morumbi, na zona sul de São Paulo, na noite de quinta-feira (19), a banda já estava pronta, arrumada e vestida no topo do Edifício Copan, na manhã de sexta-feira (20), para realizar uma gravação em vídeo.

O jornal ‘O Estado de S Paulo’ apurou que o tempo de permanência da banda no prédio projetado por Oscar Niemeyer foi curto. As imagens podem ser usadas em um videoclipe ou material promocional do novo disco da banda, ‘Songs of Experience’, a ser lançado no dia 1° de dezembro.

Veja alguns vídeos de Bono andando pelas ruas de São Paulo:

At large and in charge… Bono #u2thejoshuatree2017 #saopaulo

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Out in his pajamas… Bono #u2thejoshuatree2017 #saopaulo

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No embalo do passeio pelo centro da cidade, o baixista Adam Clayton, que é casado desde 2013 com a modelo brasileira Mariana Teixeira de Carvalho, estendeu a sua permanência pela área, almoçou no bar A Casa do Porco, na República, na companhia de Marcello Dantas e o cineasta, artista e ativista chinês Ai Weiwei, presente na cidade para participar da programação da Mostra Internacional de Cinema de São Paulo na qual é um dos homenageados.

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A passagem da banda pela cidade também incluiu uma outra gravação, desta vez no heliporto da sede da TV Globo em São Paulo, na terça-feira (17), para um quadro do ‘Fantástico’, programa dominical da emissora. No domingo (15), ainda, o grupo assistiu ao show de Paul McCartney, no estádio Allianz Parque, de cima do palco – mas, obviamente, escondido.

A turnê

E a proximidade com Paul McCartney deve ter feito bem para Bono e companhia. Com frases prontas em português, o vocalista da banda irlandesa fez o uso da simpatia do ex-Beatle para conquistar a sua própria plateia – muito mais numerosa, inclusive, com 72 mil pessoas presentes no Morumbi, enquanto o Allianz recebeu 45 mil.

Não que precisasse desse esforço, afinal, o U2 é uma banda acostumada a dominar arenas gigantescas há tempos, mas a gentileza soou, no mínimo, cordial para um público que praticamente esgotou os ingressos para as quatro apresentações do grupo pela cidade – restam poucos ingressos para os três shows restantes.

No palco, à frente de um telão de 1,6 mil m² e imagens em altíssima resolução, Bono, The Edge, Adam Clayton e Larry Mullen Jr. fazem a função de máquina do tempo, como a DeLorean do filme De Volta Para o Futuro, pingando de cena em cena no passado, na tentativa de mudar o futuro – e com o cuidado de não estragar o presente nem arruinar demasiadamente o que está por vir.

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Isso porque, de repente, estamos em 1987, ano que saiu ‘The Joshua Tree’, disco mais importante da carreira do U2 e homenageado na turnê ao ser executado na íntegra. Neste passado, o mundo é um caos e muros dividem nações. Tal como os dias atuais. O U2, que volta ao palco neste sábado (21), domingo (22), e na próxima quarta (25), mostra que um disco nascido do ódio ainda soa dolorosamente atual.

* Por Estadão Conteúdo

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