Crise econômica faz Roberto Carlos descartar cruzeiro para 2017

'Emoções em alto mar' será em terra firme no ano que vem (Reprodução/Instagram)

‘Emoções em alto mar’ será em terra firme no ano que vem (Reprodução/Instagram)

O Brasil vive um momento de crise. Tanto na política quanto na economia, o momento é de instabilidade.

Ainda assim, é difícil imaginar que a crise tenha chegado até Roberto Carlos. Não que ele esteja com dificuldades financeiras, mas o seu tradicional encontro, “Emoções em alto mar”, precisou ser adaptado e deixará de ser no formato de cruzeiro em 2017.

Pela primeira vez, “Emoções em alto mar” não será em alto mar, mas, sim, em um resort, provavelmente na Praia do Forte, na Bahia, em fevereiro ou abril. Em entrevista concedida no cruzeiro deste ano, o empresário de Roberto Carlos, Dody Sirena, explicou que a decisão foi tomada pensando nos admiradores do cantor. “Quando começamos, o dólar era R$ 1. Hoje está R$ 4 e com previsões de aumentar. Do ano passado para cá, a tarifa quase dobrou, porque 70% das nossas operações são em dólar. A gente se preocupa com os fãs do Roberto”, disse.

Ainda segundo Dody Sirena, o conceito do evento permanece o mesmo: refeições e opções de lazer incluídas no valor final e, claro, shows. “”Se não for no mar, pelo menos será de frente para o mar”, disse Roberto Carlos.

Apesar da mudança, o transatlântico onde acontece a viagem ficou lotado na edição de 2016 do “Emoções em alto mar”. Cerca de 3 mil fãs saíram de Santos (SP), na quarta-feira (20), para o cruzeiro. A diferença para anos anteriores, porém, é que as entradas esgotaram somente neste mês – antes, isso acontecia em meados de agosto.

Veja também:
Franz Ferdinand confirma dois shows no Brasil para outubro

Na edição de 2016, a cabine mais barata, interna, para duas pessoas, custa R$ 8.896 (R$ 1.779,20 por cada uma das cinco diárias). A mais cara tem o valor total de R$ 27.840 (R$ 5.568 por dia).

Crise ou corrupção?

Durante a entrevista concedida em seu cruzeiro, Roberto Carlos minimizou a crise e disse que o momento é difícil em função da atual conjuntura política do brasil. “O nível de corrupção é algo vergonhoso, tem que mudar de alguma forma. A corrupção tem que ser punida. Quem está fazendo mal para o Brasil não pode continuar”, disse o cantor, que também prometeu lançar, em breve, um disco com músicas inéditas – algo que não esteve em seus planos desde 2003.

Por Igor Miranda

Compartilhar