(Foto: divulgação)

David Gilmour conta como fez o solo de “Comfortably Numb”, do Pink Floyd

Processo utilizado pelo guitarrista é um pouco diferente do usual (Divulgação)

Processo utilizado pelo guitarrista é um pouco diferente do usual (Divulgação)

É praticamente consensual entre quem gosta de rock e guitarra: “Comfortably Numb”, do Pink Floyd, tem um dos melhores solos – se não o melhor – da história do estilo. Melódica e repleta de feeling, a passagem é executada por David Gilmour.

Em entrevista à Guitar World, David Gilmour revelou o processo de composição do solo. A surpresa é que o vocalista e guitarrista se revelou tão metódico que a passagem musical parece ter sido fruto de experimentos de laboratório. “Toquei uns cinco ou seis solos. A partir daí, apenas segui o meu procedimento habitual, que é ouvir cada um dos solos e fazer um gráfico, mostrando quais trechos são melhores em cada”, disse.

Após ouvir e selecionar o material, David Gilmour faz uma “colagem”. “Seguindo o gráfico, criei um grande solo composto por frases de cada trecho selecionado até que tudo fluísse de forma conjunta. Foi assim que fizemos em Comfortably Numb”, afirmou.

Bob Ezrin, responsável por produzir “The Wall” – álbum que conta com a música “Comfortably Numb” – também falou à Guitar World. O profissional revelou ter sugerido a orquestra que acompanha o instrumental na música. “Lutei para a introdução orquestrada naquele trabalho. Tornou-se um problema em Comfortably Numb, que David [Gilmour] via como uma faixa mais crua. Roger [Waters, vocalista e baixista] ficou do meu lado. Assim, virou uma colaboração, com a música de David, a letra de Roger e meus arranjos orquestrados”, disse.

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Por Igor Miranda

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