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DJ Rennan da Penha se apresenta em delegacia e volta a ser preso

Ao final da tarde desta quarta-feira (24), o DJ Rennan da Penha, idealizador do ‘Baile da Gaiola’, voltou a ser preso pela polícia da cidade do Rio de Janeiro. Considerado foragido pelo órgão, ele mesmo se apresentou na 37ª DP, da Ilha do Governador, no município.

Segundo o delegado William Pena, titular da unidade, ele se entregou na Secretaria de Administração Penitenciária a princípio. Posteriormente, ele foi encaminhado à delegacia. As informações foram confirmadas pelo empresário do artista.

Entenda o caso

Em 15 de março de 2019, a Justiça do Rio mandou prender o DJ Rennan da Penha. Rennan da Silva Santos tinha sido inocentado em primeira instância das acusações de associação ao tráfico de drogas, mas foi condenado em segunda instância após recurso do Ministério Público do Rio.

De acordo com a decisão, ele deverá cumprir 6 anos e 8 meses em regime fechado. A decisão causou revolta nas redes sociais e críticos da decisão da Justiça do Rio alegaram perseguição e racismo contra o artista.

Referência do funk carioca contemporâneo, Rennan já gravou com vários artistas como Nego do Borel, Ludmilla, e produziu com MC Livinho um dos hits do carnaval 2019, ‘Hoje Eu Vou Parar na Gaiola’. Seu ‘Baile da Gaiola’, na zona norte do Rio, já chegou a reunir 25 mil pessoas em uma única edição. Uma equipe de 22 pessoas trabalha com o músico e ele tem shows marcados até julho.

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A decisão da Justiça decretou a prisão de dez outros denunciados. No acórdão, o desembargador Antônio Carlos Nascimento Amado afirma que Rennan atuava como “olheiro” do tráfico e produzia músicas “enaltecendo o tráfico de drogas”.

Segundo a decisão, a polícia teria chegado ao DJ após o relato de uma testemunha. Um dos motivos para a condenação seria uma troca de mensagens do acusado e a “confirmação pela testemunha da existência de bailes funk na comunidade com venda de entorpecente”, justamente os bailes promovidos por Rennan.

As testemunhas de defesa, porém, alegaram que trocas de mensagens entre moradores das comunidades sobre a atividade policial são comuns, no intuito de se proteger de tiroteios e eviar danos a veículos por conta da movimentação dos veículos blindados.

A defesa teria relatado ainda que as músicas tocadas pelo DJ retratam a realidade das favelas e não enaltecem as atividades criminosas. O músico havia sido inocentado na primeira instância por falta de provas.

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