Foto: reprodução / Instagram

Eduardo Costa diz que levou prejuízo milionário por apoiar Bolsonaro

O sertanejo Eduardo Costa concedeu uma entrevista para o jornalista Leo Dias, em seu podcast no ‘Uol’. O bate-papo rolou na casa do artista, em Belo Horizonte (MG), e envolveu diversos assuntos, além de muita sinceridade.

Entre os temas abordados, Eduardo Costa falou sobre política e revelou que teve um prejuízo milionário por declarar apoio a Jair Bolsonaro durante as eleições de 2018. O músico afirma que tem convicção que não errou ao apoiar o então candidato e que se sente confiante. No entanto, ele admite que isso afetou a sua carreira.

“Perdi muito show. Tomei um prejuízo com o Bolsonaro de quase R$ 5 milhões só pelas coisas que eu falei na época. Eu fazia cerca de 145 a 150 shows por mês. No ano passado, fiz só 90. A queda foi pelas posições políticas. Mas em 2019, eu estou estourado. Também optei por fazer menos shows. Não quero fazer mais que 10 ou 12 (por mês)”, contou.

A confusão com Fernanda Lima

Eduardo Costa também não teve medo de comentar sobre o processo movido pela apresentadora Fernanda Lima após o músico chamá-la de “imbecil” nas redes sociais. O músico tentou explicar o que o levou a fazer a postagem contra ela.

“Nós somos um povo só. Todos temos nossas ideias. A partir do momento que você começa a pregar feminismo, machismo, começa a dividir. Não somos independentes de nada. Não existe ninguém independente no mundo. Enquanto se está aqui, você é dependente de alguém, de alguma coisa e, principalmente, do amor. Eu achava que a Fernanda montava um kit de pessoas, de empoderamento”, disse.

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“Se eu tiver um filho homossexual, você acha que eu vou ligar? Não. É triste? Claro que não. A parte triste é se esse filho levantar bandeira e sair por aí dizendo que todo mundo tem que ser viado. Se o meu filho é viado, não aquele viado afeminado, tem um namorado, mas paga as contas, ele é mais macho que um monte aí. Você desrespeita viado? O que eu cobro é postura”, alegou.

O sertanejo finaliza afirmando que as pessoas não devem se beijar em público, sejam gays ou heterossexuais. “Eu gosto da Fernanda Lima. Mas tem que ter limite. Todo mundo quer f*der, trepar, transar. Se tem gente que quer transar com o mesmo sexo, se tem gente que quer fazer suruba, beleza. Agora, tenta não fazer a cabeça de jovens, crianças, fazer as pessoas se beijarem em público. Há pessoas de bem, temos que respeitar”, disse.

‘Globo não manipula mais ninguém’

Ele finalizou o assunto afirmando que a “Globo não manipula mais ninguém”. “Não tem poder de manipulação nem para um peão que trabalha na minha fazenda. Descobri isso na semana passada. Ele estava cuidando de um cavalo e passava em uma televisão o ‘Jornal Hoje’. Ele virou para mim e disse: ‘A notícia é falsa’. Daí, ele mostrou o celular e falou: ‘Aqui a verdadeira'”, contou.

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Segundo Eduardo Costa, novas tecnologias não permitem a “manipulação”. “Besteira da Globo pensar que manipula alguém. Pode ser que manipule, mas para isso a pessoa não pode ter acesso a algum tipo de tecnologia. Os grupos de WhatsApp, Instagram não deixam mais”, afirmou.

Igor Miranda é jornalista que escreve sobre música desde 2007 e com experiência na área cultural/musical. Contato: [email protected]

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