Em documentos, Roberto Carlos e Agnaldo Timóteo são mencionados como “aliados” da ditadura militar

Roberto Carlos é um dos nomes que tinham boa relação com militares (Divulgação)

Roberto Carlos é um dos nomes que tinham boa relação com militares (Divulgação)

Um documento divulgado pelo Acervo Arquivo Nacional, produzido pelo Centro de Informações do Exército (CIE) na época da ditadura militar, mostra o nome de alguns artistas que eram encarados como “aliados” do regime.

O documento, que pode ser lido nos dois endereços a seguir (link 1 | link 2), diz que alguns veículos de imprensa supostamente publicavam reportagens que denegriam a personalidade de artistas que se “uniram à revolução de 1964 no combate à subversão e outros que estiveram sempre dispostos a uma efetiva colaboração com o governo”. Informa-se, implicitamente, que esses nomes devem ser protegidos pelos militares.

Nomes como Roberto Carlos, Agnaldo Timóteo, Wanderley Cardoso e Rosemary, entre outros, são mencionados entre os “colaboradores” da ditadura no âmbito artístico. Informações da época dão conta de que grande parte dessas celebridades comunicavam os militares sobre movimentações na área, que consequentemente serviam de base para que os órgãos de censura operassem e até mesmo solicitassem o exílio de determinados artistas.

Até o momento, nenhum dos nomes citados nos documentos se manifestou oficialmente sobre a divulgação do documento. Confira abaixo um vídeo onde Roberto Carlos demonstra admiração pelo ditador chileno Augusto Pinochet:

Por Igor Miranda

Opiniões, curiosidades, resenhas, listas e sobre todos os tipos de música são o foco desta coluna, comandada por Igor Miranda, jornalista que escreve sobre música desde 2007 e com experiência na área cultural/musical. Contato: [email protected]