Ex-cantor do ‘N Sync diz que pessoas odiariam grupo caso ele se revelasse gay no auge

Lance Bass (esq.), ao lado do atual marido, Michael Turchin (Zimbio/Divulgação)

Lance Bass (esq.), ao lado do atual marido, Michael Turchin (Zimbio/Divulgação)

O N Sync foi um dos grandes fenômenos de popularidade da música pop norte-americana entre o fim da década de 1990 e o início dos anos 2000. Com apenas três discos, a boyband conseguiu vender mais de 50 milhões de discos por todo o mundo.

Assim como outras boybands da época, o grupo formado por Justin Timberlake, JC Chasez, Lance Bass, Joey Fatone e Chris Kirkpatrick trabalhava não só com música, mas também com a venda de imagem – e estereótipos, claro. Com um público feminino em sua maioria, o N Sync precisava construir ídolos e paixões platônicas para as meninas. Música também é consumida com os olhos, já diriam célebres nomes da área.

Hoje, o cantor Lance Bass, que integrou o grupo e atualmente é apresentador de TV, se declarou homossexual pouco tempo após o fim do grupo, em 2002. Mas em função dos motivos citados no parágrafo anterior, ele demorou para revelar publicamente a opção sexual. “Eu sabia que, se tivesse saído do armário no nosso auge, as pessoas odiariam o N Sync e seria o fim de tudo. Não queria fazer isso com meus melhores amigos. Então, enquanto estive com eles, fui assexuado”, afirmou Lance, em entrevista à revista norte-americana Attitude, orientada ao público gay.

Lance Bass contou que evitava sair com outros rapazes nos tempos de N Sync, mas também não fingia ter relacionamentos com garotas. O fim do grupo foi o momento adequado para que ele revelasse a sua opção sexual. “Me foquei no trabalho enquanto estava com o N Sync. O fim não me deixou tão triste porque foi quando comecei a me encontrar”, disse o cantor, que hoje é casado com Michael Turchin.

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O antigo integrante do N Sync relata que Perez Hilton, conhecido blogueiro da área de celebridades dos Estados Unidos, insinuou a homossexualidade dele em publicações antes mesmo de vir à público de forma original. “Blogueiros como eles fizeram com que revistas me ligassem e falassem que publicariam sobre o assunto com ou sem meu depoimento. Tive 24 horas para decidir se assumiria ou não”, afirmou.

Por Igor Miranda

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