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Gilberto Gil garante: ‘não existiria a bossa nova sem a maconha’

Gilberto Gil afirmou que a maconha tem papel importante na bossa nova. A declaração foi feita durante o bate-papo do projeto “Cria”, com o jornalista especializado em música Leonardo Lichote.

“A maconha tem uma coisa, ela clica uma coisa na interioridade, na consciência verbal que, ao menos pra mim, tinha isso de ensejar passeios mais tranquilos pelo campo da música, da melodia, do ritmo”, declarou Gilberto Gil, segundo o colunista Ancelmo Gois, do jornal ‘O Globo’.

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O cantor ainda citou que João Gilberto, que morreu em julho deste ano, também foi influenciado pela inspiração da droga.

“Aquela suavidade no João Gilberto, aquela intensidade moderada do Bob Marley; em tudo isso, sem dúvida nenhuma, a maconha teve papel enorme. Não existiria a bossa nova sem a maconha”, afirmou.

A relação entre João Gilberto e a maconha não é novidade. Diversos relatos apontam que o lendário músico era conhecido, entre os meios que frequentava no Rio de Janeiro, como “Zé Maconha”. Porém, ele teria passado a odiar o fumo em geral após descobrir que seria a razão para os seus primeiros fracassos na música, logo no início da carreira.

Eterno parceiro musical de Gilberto Gil, Caetano Veloso afirma, em entrevistas, que não gosta de maconha, mas defende a sua legalização. Em um vídeo divulgado há algum tempo nas redes sociais, o cantor expôs a sua opinião sobre o assunto.

“Deus me livre. Tenho horror à maconha. A sensação que me provoca é péssima. Experimentei nos anos 60, mas odiei, detestei. Mas, eu sou a favor da liberação e da legalização da maconha, aliás, de todas as drogas. […] Legalizado com imposto, é melhor. Isso precisa de um amadurecimento da sociedade, eu até entendo. […] É um bom começo já a maconha sair da turma das drogas pesadas, e passar a ser legal, sendo que o álcool é uma droga pesada e é legal”, disse.