Grammy 2018: Bruno Mars desbanca Kendrick Lamar e é o grande campeão

Havaiano ganhou 6 prêmios durante evento (Reprodução/Instagram)

Havaiano ganhou 6 prêmios durante evento (Reprodução/Instagram)

Antes mesmo da cerimônia do Grammy ter início, no Madison Square Garden, em Nova York, na noite deste domingo (28) a academia da indústria de gravação revelou parte dos seus 84 indicados, principalmente nas categorias mais específicas – de subgêneros como melhor disco de comédia, por exemplo. E, nessa celebração prévia, destacou-se o nome de Kendrick Lamar, o rapper cuja derrota há dois anos, com o álbum ‘To Pimp a Butterfly’, foi bastante questionada por parte da crítica.

O disco de 2015, considerado um fenômeno artístico e revolucionário, ao fundir a cultura hip-hop com a cultura do jazz de vanguarda da costa oeste norte-americana, ao mesmo tempo em que colocava o dedo em feridas que muitas pessoas gostariam de esquecer, levou quatro prêmios na cerimônia realizada no ano seguinte. Na ocasião, venceu nas categorias de melhor performance e melhor música, com ‘Alright’; melhor performance vocal de rap por ‘These Walls’; melhor vídeo de rap por ‘Bad Blood’, gravado com Taylor Swift; e melhor disco de rap.

Agora, em 2018, ‘Damn’, lançado no ano passado, faturou todos os gramofones das categorias específicas. Ainda antes mesmo do início da cerimônia, Lamar havia levado três prêmios. Logo nos primeiros minutos do Grammy, foram mais dois.

‘Damn’ foi eleito o disco de rap do ano, a música ‘Humble’ foi eleita a melhor canção, performance e melhor vídeo. Com ‘Loyality’, na qual Lamar divide os vocais com Rihanna, venceu como melhor performance vocal de rap.

A noite sequer havia começado e, com os cinco recebidos no início da cerimônia, ele já tinha um total de 12 gramofones na carreira – e talvez seja a hora de comprar uma nova estante.

Não era, contudo, uma cerimônia só de Kendric Lamar. Pelo contrário, embora o rapper tenha se destacado nas categorias de rap, Bruno Mars e seu pop foram os protagonistas da cerimônia. Ao longo da noite, o havaiano foi enfileirando prêmios e se sagrou o grande vencedor da noite, com seis gramofones.

Curiosamente, desde 2016 – ou seja, há três cerimônias do Grammy – Mars não perde uma disputa no Grammy. Foi indicado, levou. Desta vez, não foi diferente. Sozinho, ele levou as três principais categorias da noite: canção do ano (‘That’s What I Like’), disco do ano (’24K Magic’) e melhor gravação (a faixa ’24K Magic’).

Mars também se destacou previamente no início da cerimônia. ‘That’s What I Like’ se saiu vencedora nas categorias de melhor performance e música de R&B. A canção – executada durante a noite de cerimônia – também foi eleita a música do ano, desbancando ‘Despacito’ (Luis Fonsi, Daddy Yankee e participação de Justin Bieber), ‘4:44’ (Jay-Z), ‘Issues’ (Julia Michaels), ‘1-800-273-8255’ (Logic, com Alessia Cara e Khalid).

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Categorias específicas

O havaiano foi o bicho-papão nas categorias de R&B as quais disputou. Seu disco, ’24K Magic’, foi eleito o melhor do gênero. Nas outras categorias, Childish Gambino garantiu o Grammy de melhor performance de R&B tradicional com a música ‘Redbone’, o carro-chefe do seu novo disco. Já The Weeknd, artista pouco lembrado na cerimônia deste ano, viu o álbum ‘Starboy’ ser escolhido como o melhor álbum contemporâneo.

No universo indie, as principais vitórias ficaram com o LCD Soundsystem, cujo retorno após seis anos de hiato foi celebrada com a escolha na categoria de melhor gravação dance. Já o The National abocanhou o prêmio de melhor álbum alternativo, derrotando inclusive o gigante Arcade Fire, uma das poucas bandas a deixarem o underground e disputarem – e levarem – um prêmio principal do Grammy.

No rock, Leonard Cohen, morto no fim de 2016, recebeu o Grammy póstumo pelo disco ‘You Want It Darker’, como melhor performance roqueira. ‘Run’, do Foo Fighters, foi eleita a melhor música, e ‘A Deeper Understanding

Melhor Canção de Rock: Run – Foo Fighters

Melhor Álbum de Rock: A Deeper Understanding – The War on Drugs

Melhor Álbum de Música Alternativa: Sleep Well Beast – The National

Melhor Performance de R&B: That’s What I Like – Bruno Mars

Melhor Performance Tradicional de R&B: Redbone – Childish Gambino

Melhor Música R&B do Ano: That’s What I Like – Christopher Brody Brown, James Fauntleroy, Philip Lawrence, Bruno Mars, Ray Charles McCullough II, Jeremy Reeves, Ray Romulus and Jonathan Yip, songwriters (Bruno Mars)

Melhor Álbum Urbano Contemporâneo: Starboy – The Weeknd

Melhor Álbum R&B: 24K Magic – Bruno Mars

Melhor Performance de Rap: HUMBLE. – Kendrick Lamar

Melhor Canção de Rap: HUMBLE. – Duckworth, Asheton Hogan and M. Williams II, songwriters (Kendrick Lamar)

Melhor Performance Solo de Country: Either Way – Chris Stapleton

Melhor Performance Country em Duo ou Grupo: Better Man – Little Big Town

Melhor Canção Country: Broken Halos – Mike Henderson and Chris Stapleton (Chris Stapleton)

Melhor Álbum New Age: Dancing on Water – Peter Kater

Melhor Improvisação de jazz solo: Miles Beyond – John McLaughlin, soloist

Melhor Álbum de Jazz Vocal: Dreams and Daggers – Cécile McLorin Salvant

Melhor Álbum de Jazz Instrumental: Rebirth – Billy Childs

Melhor Álbum de um Grupo de Jazz: Bringin’ It – Christian McBride Big Band

Melhor Álbum de Jazz Latino: Jazz Tango – Pablo Ziegler Trio

Melhor música/perfomance Gospel: Never Have to Be Alone – CeCe Winans

Melhor Performance de Música Cristã Contemporânea/Canção: What a Beautiful Name – Hillsong Worship

Melhor Álbum Gospel: Let Them Fall in Love – CeCe Winans

Melhor Álbum de Música Cristã Contemporânea: Chain Breaker – Zach Williams

Melhor Álbum de Gospel de Raiz: Sing It Now: Songs of Faith & Hope – Reba McEntire

Melhor Álbum de Pop Latino: El Dorado – Shakira

Melhor Álbum Latino de Rock, Urbano ou Alternativo: Residente – Residente

Melhor Álbum Regional Mexicano ou Tejano: Arriero Somos Versiones Acústicas – Aida Cuevas

Melhor Álbum Tradicional de Música Tropical Latina: Salsa Big Band – Rubén Blades con Roberto Delgado y Orquesta

Melhor Performance de Música de Raiz Americana: Killer Diller Blues – Alabama Shakes

Melhor Canção de Raiz Americana: If We Were Vampires – Jason Isbell and the 400 Unit

Melhor Álbum de Americana: The Nashville Sound – Jason Isbell and the 400 Unit

Melhor Álbum de Bluegrass: tie, Laws of Gravity – The Infamous Stringdusters and All the Rage – In Concert Volume One – Rhonda Vincent and the Rage

Melhor Álbum de Blues Tradicional: Blue & Lonesome – The Rolling Stones

Melhor Álbum de Blues Contemporâneo: TajMo – Taj Mahal e Keb’ Mo’

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Melhor Álbum de Folk: Mental Illness – Aimee Mann

Melhor Álbum de Música Regional: Kalenda – Lost Bayou Ramblers

Melhor Álbum de Reggae: Stony Hill – Damian Jr. Gong Marley

Melhor Álbum de World Music: Shaka Zulu Revisited: 30th Anniversary Celebration – Ladysmith Black Mambazo

Melhor Álbum Infantil: Feel What U Feel – Lisa Loeb

Melhor Álbum Falado: The Princess Diarist – Carrie Fisher

Melhor Álbum de Teatro Musical: Dear Evan Hansen – Ben Platt, principal soloist; Alex Lacamoire, Stacey Mindich, Benj Pasek and Justin Paul, producers; Benj Pasek and Justin Paul, composers/lyricists (original Broadway cast recording)

Melhor Compilação de Trilha Sonora para Mídia Visual: La La Land – Various Artists

Melhor Trilha Sonora Original para Mídia Visual: La La Land – Justin Hurwitz, composer

Melhor Canção Composta para Mídia Visual: How Far I’ll Go – Lin-Manuel Miranda, songwriter (Auli’i Cravalho)

Melhor Composição Instrumental: Three Revolutions – Arturo O’Farrill, composer (Arturo O’Farrill and Chucho Valdés)

Melhor Arranjo Instrumental: Escapades for Alto Saxophone and Orchestra From ‘Catch Me If You Can’ – John Williams, arranger (John Williams)

Melhor Arranjo Instrumental com Acompanhamento de Voz: Putin – Randy Newman, arranger (Randy Newman)

Melhor Pacote de Gravação: tie, Pure Comedy (Deluxe Edition) – Sasha Barr, Ed Steed and Josh Tillman, art directors (Father John Misty) and El Orisha de la Rosa – Claudio Roncoli and Cactus Taller, art directors (Magín Díaz)

Melhor Disco em Edição Especial Limitada: The Voyager Golden Record: 40th Anniversary Edition – Lawrence Azerrad, Timothy Daly and David Pescovitz, art directors (Various Artists)

Melhor Encarte: Live at the Whisky A Go Go: The Complete Recordings – Lynell George, writer (Otis Redding)

Melhor Álbum Histórico: Leonard Bernstein – The Composer – Robert Russ, compilation producer; Martin Kistner and Andreas K. Meyer, mastering engineers (Leonard Bernstein)

Melhor engenharia de som de álbum não-clássico: 24K Magic – Serban Ghenea, John Hanes and Charles Moniz, engineers; Tom Coyne, mastering engineer (Bruno Mars)

Produtor do Ano, Não-clássico: Greg Kurstin

Gravação Remixada, Não Clássica: You Move (Latroit Remix) – Dennis White, remixer (Depeche Mode)

Melhor Álbum em Surround Sound: Early Americans – Jim Anderson, surround mix engineer; Darcy Proper, surround mastering engineer; Jim Anderson and Jane Ira Bloom, surround producers (Jane Ira Bloom)

Melhor engenharia de som de álbum não-clássico: Shostakovich: Symphony No. 5; Barber: Adagio – Mark Donahue, engineer (Manfred Honeck and Pittsburgh Symphony Orchestra)

Produtor do Ano, Não-clássico: David Frost

Melhor Performance Orquestral: Shostakovich: Symphony No. 5; Barber: Adagio – Manfred Honeck, conductor (Pittsburgh Symphony Orchestra)

Melhor Clipe: HUMBLE. – Kendrick Lamar

* Por Estadão Conteúdo