Gusttavo Lima é indiciado por crime ambiental em Goiânia

Assessoria afirma que obras estão de acordo com a legalidade (Divulgação)

Assessoria afirma que obras estão de acordo com a legalidade (Divulgação)

O sertanejo Gusttavo Lima, juntamente a outras três pessoas, está sendo indiciado por crime ambiental. O caso aconteceu nesta quarta-feira (28).

O crime consistiu na ampliação, sem autorização, de uma represa que fica em sua fazenda no município de Bela Vista de Goiás, região metropolitana de Goiânia.

A Delegacia Estadual de Repressão a Crimes Contra o Meio Ambiente (Dema) de Goiás explica que esse tipo de obra requer licença.

Em entrevista à TV Anhanguera, afiliada Rede Globo no estado de Goiás, o Delegado titular da Dema explicou melhor o caso:

“Essa represa está ao lado de uma rodovia. Essa licença não é só uma formalidade, é fundamental para evitar danos maiores, danos, muitas vezes, irreversíveis”, disse Luiziano de Carvalho.

Em nota, a assessoria do cantor disse que ainda não foi feita uma perícia técnica e que, por isso, ainda não há nenhuma conclusão do inquérito. Eles também informaram que as obras realizadas até o momento “foram feitas de acordo com a legalidade, a parte de limpeza e pasto tinham licença”.

“Após estudos técnicos feitos pela equipe contratada pelo cantor, foi protocolado pedido de licença junto a Secretária do Meio Ambiente de Goiás. Não há nenhum tipo de obra referente a ampliação da represa em curso, e só será feita mediante a liberação da licença dos órgãos competentes”, afirmou a assessoria.

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O delegado explicou, ainda, que foi realizada uma perícia na propriedade em outubro de 2017 e que a licença fora requisitada pela fiscalização. Como as obras continuaram, uma nova fiscalização em 2018 levou ao indiciamento do sertanejo e dos responsáveis pela obra.

“O objetivo não é criminalizar, mas sim evitar danos maiores. Sempre falamos que é importante fazer reservatórios de água, mas precisa da licença antes”, acrescentou.

Segundo a assessoria, a parte da obra sem licença está paralisada desde dezembro de 2017 e que o pedido de licença foi protocolado junto a Secretaria do Meio Ambiente de Goiás.

Os outros indiciados pela obra são o administrador Jorge Pedro Kunzler; a arquiteta Alessandra Jardim Lobo e o biólogo Luciano Lozi. O crime é previsto no no artigo 60 da Lei 9.605, que proíbe construções potencialmente poluidoras sem autorização dos órgãos competentes.

Se for constatado que, de fato, houve desrespeito à lei, então Gusttavo e os três indiciados podem cumprir pena de um a seis meses de reclusão ou pagar multa em valor estipulado pela Justiça.

*Por José Elias Mendes

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