Iggy Pop alfineta as grandes gravadoras

O cantor Iggy Pop, que lançou o álbum Après para venda “on-line” recentemente, revelou que se dependesse de alguma grande gravadora não teria lançado seu trabalho e ainda, “O que uma gravadora já fez por mim senão me humilhar e me atormentar e me arrastar no chão?”, desabafou o cantor.

O jornal Daily Telegraph afirma que ele ainda contou que uma grande gravadora “teria preferido que eu fizesse um disco de rock com músicas punk populares, tipo ‘Hi Dad!’ Eu não ia fazer isso”! Ele disse que ofereceu o álbum à sua gravadora, a Virgin EMI e “Eles não queriam fazê-lo. Eles não achavam que fariam algum lucro com ele, eles não acharam que meus fãs gostariam do disco – atitudes bem sensatas para uma pessoa sensata – mas esse é um tipo de pessoa que eu não sou“.

Em “Après“, o cantor interpreta canções de artistas como Edith Piaf, Serge Gainsbourg, Yoko Ono e Beatles. O álbum contém 10 canções e pouco mais da metade são cantadas em francês.

Iggy justificou que a cultura francesa é a que mais tem resistido aos ataques mortais da máquina de música anglo-americana. “Este álbum é muito diferente do que eu fiz até agora e não é o que as gravadoras esperam de mim. Mas eu sou livre!

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O novo trabalho acaba sendo uma sequência natural de Preliminaires (2009), no qual Iggy havia inspirado as letras em um livro do escritor francês Michel Houellebecq. Só que desta vez, além de afastar ainda mais do rock, aprofunda no universo da música francesa.

Iggy Pop – “Les Feuilles Mortes”

Por Tony Olliver

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