Foto: Canva marchinha de carnaval - rua

Ainda muito popular, a primeira marchinha de Carnaval foi composta em 1899

À medida que o feriado se aproxima, uma transformação notável ocorre no mundo da música digital. As plataformas de streaming, como Spotify e Deezer, testemunham um aumento espetacular na procura pela tradicional marchinha de Carnaval, um gênero que atravessa décadas, encantando gerações.

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Segundo Felippe Llerena, diretor da Nikita Music, esse fenômeno pode ser descrito como “astronômico”, uma verdadeira reafirmação da cultura popular brasileira no cenário digital.

Felippe Llerena destaca que, durante o mês de fevereiro, “o catálogo de marchinhas aumenta mais de 2.500% em relação aos números regulares de meses anteriores”.

Esse dado impressionante revela a capacidade do Carnaval de ressuscitar clássicos, alguns com mais de 120 anos, transformando-os de joias adormecidas em verdadeiros hits com milhões de streams.

As marchinhas de Carnaval, com sua riqueza histórica e diversidade, continuam a dominar as listas de músicas mais tocadas, segundo o Escritório Central de Arrecadação e Distribuição (Ecad).

Hits como ‘Mamãe Eu Quero‘, ‘Me Dá Um Dinheiro Aí‘ e ‘Cidade Maravilhosa‘ são apenas alguns exemplos de músicas que mantêm sua popularidade e influência, desafiando o tempo e as mudanças culturais.

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Embora a maioria dessas canções seja celebrada por sua alegria e capacidade de unir as pessoas, algumas marchinhas enfrentaram críticas e foram consideradas polêmicas devido a letras vistas como discriminatórias.

Contudo, esses casos são minoria e não diminuem o papel vital das marchinhas na celebração do Carnaval brasileiro, servindo como uma ponte para a memória cultural e a identidade nacional.

Elas são mais do que apenas músicas, afirma Llerena, destacando que a marchinha de Carnaval transcende gerações e classes sociais, promovendo um sentimento de unidade entre os brasileiros.

Além de entreter, elas contam histórias e lendas do Brasil, desempenhando um papel crucial na preservação da memória cultural do país.

Este renascimento anual da marchinha de Carnaval nas plataformas de streaming é um testemunho do poder duradouro da música em conectar pessoas, celebrar a cultura e enriquecer a vida social.

À medida que o Carnaval se aproxima, essa tendência só tende a crescer, mostrando que a tradição das marchinhas continua viva e pulsante no coração dos brasileiros, tanto no mundo físico quanto no digital.

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Foto: Canva

A primeira marchinha de Carnaval

O Carnaval é, sem dúvida, uma das festas mais vibrantes e esperadas do calendário brasileiro. Entre confetes, fantasias e alegria contagiante, uma coisa é certa: as marchinhas são o verdadeiro ritmo da festa.

Você sabe como estas melodias se entrelaçaram tão profundamente na tradição carnavalesca do Brasil?

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Tudo começou no ano de 1899, quando Chiquinha Gonzaga compôs ‘Ó Abre Alas‘, a primeira marchinha de Carnaval conhecida. Este evento marcou o início de uma nova era musical que iria colorir os Carnavais por décadas.

A origem do nome ‘marchinha’ vem da semelhança rítmica com as marchas militares, porém, com um toque de irreverência e alegria características da festa brasileira.

Entre as décadas de 1920 e 1960, as marchinhas viveram seu auge, marcadas por melodias simples e cativantes.

Nessa época, ícones da música brasileira como Dalva de Oliveira, Carmen Miranda e Sílvio Caldas deram voz a essas canções, tornando-as parte inseparável do Carnaval.

Foi um período em que a criatividade fluía e artistas renomados como Chico Buarque e Caetano Veloso também contribuíram com suas composições, diversificando ainda mais o repertório carnavalesco.

As marchinhas eram sinônimo de Carnaval e desempenhavam um papel central nas festividades, unindo pessoas de todas as idades e classes sociais em um coro alegre e festivo.

Contudo, a partir dos anos 70, o cenário começou a mudar. O samba e o samba-enredo ganharam força, especialmente no Rio de Janeiro, e começaram a dominar as celebrações de Carnaval.

Com o tempo, gêneros como axé, funk e música brega também ganharam espaço, transformando o perfil musical da festa.

Apesar dessas mudanças, as marchinhas de Carnaval nunca perderam completamente seu lugar. Elas continuam a ser uma expressão vital da identidade cultural brasileira durante o Carnaval, evocando nostalgia e alegria, e relembrando os tempos áureos de uma festa que é a cara do Brasil.

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Hoje, essas canções históricas ainda ressoam nas ruas e blocos por todo o país, provando que as marchinhas de Carnaval são verdadeiramente eternas. Elas não apenas sobreviveram à prova do tempo, mas também se adaptaram, mantendo-se como um símbolo querido das celebrações carnavalescas.

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