Miley Cyrus volta a dizer que se identifica como “pansexual”

'Nunca senti meus mamilos sexualizados', afirmou Miley (Reprodução/Facebook)

‘Nunca senti meus mamilos sexualizados’, afirmou Miley (Reprodução/Facebook)

Miley Cyrus voltou a falar sobre a variedade de orientações sexuais. Desta vez, em entrevista à revista Variey, a cantora discorreu sobre o tema abertamente.

Durante o bate-papo, Miley disse que se identifica como pansexual – e explicou os motivos. Ela também afirmou que só participa como técnica do “The Voice” para promover a sua fundação, Happy Hippie (dedicada a auxiliar jovens LGBTQ e desabrigados). E, é claro, rechaçou a possibilidade de votar em Donald Trump.

Veja, abaixo, alguns trechos da entrevista concedida por Miley Cyrus à Variety:

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Miley Cyrus: “Acho que há algo que conecta as Kardashians com Trump. As Kardashians são melhores que Trump, porque não estão tentando mandar no apís. Só estão tentando serem famosos, está tudo bem. Somos obcecados com celebridades. Quando Trump começou isto, dei risada. Achei que não iria a lugar algum, não há possibilidade de que ele seja o escolhido.”

Como Miley se envolveu com a comunidade LGBTQ

Miley Cyrus: “Ao longo de toda a minha vida, não entendia minha própria sexualidade. Sempre odiei a palavra bissexual, porque isso é, mesmo, me colocar em uma caixa. Nunca penso sobre alguém ser um menino ou alguém ser uma menina. Além disso, nunca senti meus mamilos sexualizados para mim. Meus olhos começaram a abrir na 5ª ou 6ª série. Meu primeiro relacionamento em minha vida foi com uma garota. Cresci em uma família muito religiosa. O universo sempre me deu o poder de saber que vou ficar bem. Mesmo naquela época, quando meus pais não entenderam, eu apenas senti que um dia iriam entender.”

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Quando Miley começou a se identificar como pansexual

Miley Cyrus: “Acho que quando descobri o que era. Fui ao centro LGBTQ em Los Angeles e comecei a ouvir histórias. Vi um ser humano, em particular, que não se identificou como homem ou mulher. Olhando para eles, interpretei que fossem lindos, sexy e duros, mas vulneráveis e femininos, mas masculinos. E me identifiquei com essa pessoa mais do que com qualquer outra na minha vida. Sinto que sou muito neutra. Quando entendi melhor meu gênero, que é não-atribuído, então eu entendi minha sexualidade. É por isso que eu não me sinto hétero, nem gay. É porque não sou.”

Por Igor Miranda

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