Fotos: Reprodução/Redes Sociais PC Siqueira namorada - Maria Watanabe

Namorada relata pela primeira vez como foi o dia da morte de PC Siqueira

Maria Watanabe, ex-namorada do influenciador digital PC Siqueira, compartilhou em uma emocionante entrevista ao jornalista Raul Ferreira Netto, do canal ‘Sem Limites’, detalhes dos momentos que antecederam o lamentável óbito do youtuber em 27 de dezembro de 2023.

ATENÇÃO: A matéria a seguir trata de temas sensíveis que podem ser difíceis para alguns leitores. Se você ou alguém que você conhece está enfrentando dificuldades emocionais ou de saúde mental, não hesite em procurar ajuda profissional ou ligar para o Centro de Valorização da Vida no 188.

No dia fatídico, Maria tinha organizado uma visita ao psiquiatra na esperança de auxiliar PC com suas lutas internas.

“Ele acordou, desceu no bar da frente [de casa] e tomou uma cachaça. […] Foi no dia que eu tinha marcado psiquiatra para a gente”, relatou ela durante a entrevista.

PC Siqueira - Maria Watanabe

Foto: Reprodução/Redes Sociais

Infelizmente, o encontro com o especialista não ocorreu. Poucas horas antes, PC alertou Maria sobre suas intenções sombrias:Vai ser hoje, declarou ele, momentos antes de seu falecimento aos 37 anos.

“Acho que foi a despedida porque começou uma cadência de movimentos em função daquilo”.

Em meio à dor, Maria ressaltou a complexidade de sua posição, tendo terminado o relacionamento dois dias antes da tragédia, mas ainda vivendo com ele.

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Ela expressou uma mistura de frustração e dedicação, enfatizando que, apesar das dificuldades, ela permaneceu ao lado dele até o último momento.

Eu não sou a Mulher-Maravilha. Eu não sou Jesus Cristo. Nem a mãe dele eu sou. Eu fiquei com ele até o final, e a última coisa que eu falei para ele foi ‘te amo’, porque eu tentei falar todas as frases possíveis que fossem fazer ele ficar”.

Maria Watanabe narra os últimos dias ao lado de PC Siqueira

Na entrevista, Maria Watanabe compartilhou sua vivência ao lado de PC Siqueira nos momentos que precederam o suicídio do conhecido youtuber em 27 de dezembro de 2023.

Maria relembrou a tensão crescente nos dias finais: A gente brigou no dia anterior, aquela bem tradicional, de falar besteira, de ficar com ciúme de coisas que vi no telefone dele. Um bate-boca mesmo. Como eu disse, a gente tinha terminado 2 dias antes”.

Apesar das brigas, Maria enfatizou a dificuldade de se afastar completamente, dada a profundidade do relacionamento.

“Mas, aquela coisa, eu não ia terminar com o PC Siqueira e deixar ele sozinho, imagina, e ele sabia disso. A gente morava junto, tinha 3 bichinhos, tinha uma família, uma vida. Não era catar minhas coisas e sair de casa de um dia pro outro, como outras mulheres da vida dele fizeram. O fato de eu sair da vida dele causou uma náusea e a gente começou a discutir“, explicou ela.

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No dia seguinte, o youtuber parecia recuperado, mas um gesto levantou suspeitas.

No dia seguinte, ele acordou normal. Se você toma uma cartela de Rivotril ou outro remédio, você fica dopado. Só que ele acordou bem e eu falei ‘ok’, pra quem estava num surto psicótico, muito agitada. Ele desceu no bar da frente e tomou uma cachaça. Subiu, levou uma pra mim ainda e eu olhei e falei ‘putz, ele bebeu’. E foi no dia que tínhamos marcado psiquiatra“.

A revelação de suas intenções veio em um momento de clareza perturbadora.

Eu estava me arrumando pra ir [pro psiquiatra] e ele olhou para mim e falou: ‘Maria vai ser hoje’. E era com um olhar que eu já conhecia. E, aí, quando ele me falou isso, acho que foi a despedida porque ele começou uma cadência de movimentos em função daquilo, de tirar a própria vida“, detalhou Maria.

“Eu tentei falar todas frases possíveis quem fossem fazer ele ficar: falei do Lulinha, que era o cachorro dele, que era uma das coisas que ele mais amava no mundo; falei de mim; da prospecção da nossa vida futura”, compartilhou emocionada.

Os preparativos finais foram descritos com dolorosa clareza.

“Só que ele já estava começando a fazer várias forcas. Eu mandei para um amigo a foto da forca feita por um lençol porque eu já não sabia o que fazer, porque ele estava agressivo. Se ele botou na cabeça que queria fazer uma coisa, quem sou eu para parar? E poderia até respingar em mim, se ele quisesse fazer de uma outra maneira, não sei”. 

Assista à entrevista com Maria Watanabe:

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