“Não quero mais homem gritando gostosa para mim”, diz Valesca Popozuda

'Quero as mulheres comigo gritando pelo seu poder', disse Valesca (Instagram)

‘Quero as mulheres comigo gritando pelo seu poder’, disse Valesca (Instagram)

Valesca Popozuda está em um novo rumo de sua carreira. A cantora vai lançar, em breve, um novo livro biográfico, intitulado “Sou dessas: Valesca Popozuda pronta para o combate”, e tem orientado suas músicas cada vez mais para o pop ao invés do funk.

As mudanças de Valesca Popozuda também partem para o âmbito pessoal. Ela disse, em entrevista ao colunista Bruno Astuto, da revista Época, que não quer mais ouvir nenhum homem a chamando, aos gritos, de “gostosa”.

“Não quero mais homem gritando gostosa para mim. Eu quero as mulheres comigo gritando pelo seu poder, colocando a voz pra fora, tirar isso que está entalado na garganta”, disse Valesca, cada vez mais engajada com relação a ideais feministas.

Valesca disse não se arrepender do conteúdo erótico que suas letras tinham anteriormente, no entanto, reforçou que, assim como o funk, ela também mudou. “Naquela época, fazia todo sentido falar sobre sexo daquele jeito. Por que os homens podiam e a gente não? Mas o funk mudou e eu mudei com ele”, afirmou.

A mudança no conteúdo de suas letras veio com os relatos das próprias fãs. “Quando fazia meus shows, muitas meninas vinham me contar que apanhavam dos namorados, que foram abusadas pelo pai, que eram discriminadas no trabalho, então senti a necessidade de dar mais voz a elas. Talvez, aí, as letras tenham mudado”, disse.

Veja também:
Escultura aparece com pichação do Kiss na Catedral de Santiago de Compostela

Estilos e gostos

Durante a entrevista, Valesca Popozuda comentou a mudança na orientação de sua carreira, cada vez mais orientada ao pop. “Faço pop também, mas serei sempre funkeira. Quer me chamar de MC? Me chama que eu adoro. A comunidade e o gueto nunca vão sair de mim, fazem parte da minha história”, disse.

Ao mencionar sua cantora predileta, Valesca Popozuda surpreendeu: não se trata de uma artista do funk, nem do pop. “Maria Bethânia. Amo aquela voz, aquela emoção, aquela maneira teatral de cantar e dizer as palavras. Quem sabe um dia possamos cantar juntas?”, afirmou.

Por Igor Miranda

#comentários

Compartilhar