O gospel no mercado comercial

(Foto de Divulgação)

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O Gospel Moderno em sua forma original era geralmente interpretado por um solista, acompanhado de um coro e um pequeno conjunto instrumental. Grandes intérpretes da música norte-americana começaram assim, como cantores de Gospel nas igrejas. É o caso de Mahalia Jackson, Bessie Smith e Aretha Franklin, além de Ray Charles.

O Gospel foi também se influenciando, assumindo formas às vezes surpreendentes em se tratando de música religiosa. É o caso dos quartetos Gospel, surgidos após a Segunda Guerra Mundial, com suas músicas gritadas, suas danças cheias de sacolejos e roupas extravagantes. “Nesta fonte foi beber“, o Rock dos anos 50, desde “Bill Haley e seus Cometas”, passando por Jerry Lee Lewis, até Elvis Presley nos anos da década de 1960.

Comercialmente e na forma que tem, atualmente, a música cristã estourou nos Estados Unidos a partir dos anos 70. O rock, em mais uma volta da história, passa a ser o carro chefe da música cristã. Todavia, outros ritmos como o funk e o reggae também são por ela adotados. Bandas como Stryper (heavy metal), de Los Angeles, tocam música cristã, ou Gospel. Grandes espetáculos se organizam por todo o país e cada vez mais emissoras de rádio criam programações gospel. Hoje o prêmio GRAMMY, considerado o Oscar da música, inclui a categoria Gospel, além da música cristã para premiar seus talentos com o Prêmio Dove Awards.

Na música cristã internacional destacam-se atualmente Michael W. Smith, os grupos Vineyard, Hillsong Music Australia, Kirk Franklin; e nos anos 90, os ministérios Hosanna!Music, Maranatha; as bandas Petra, Guardian, Bride; as cantoras Amy Grant, Crystal Lewis, entre outros.

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Ainda na vertente metal, surgiram bandas como: Tourniquet e Mortification que elevaram o “metal gospel” à categoria, segundo seus fãs, de grande qualidade.

O cenário do “rock cristão” teve como grande nome e destaque a banda Petra, dos Estados Unidos, umas das pioneiras do estilo em todo o mundo.

Gospel no Brasil

Ainda no Século XIX, durante o alge do movimento dos revivalistas, Moody, Spurgeon, Torrey e outros, os Hinos Evangelísticos (Gospel Hymns) já foram surgindo. Composições de vários autores chegaram ao Brasil para o Culto Evangélico. Obras de Philip Paul Bliss; James McGranaham; Ira David Sankey; George Stebbins; Fanny Crosby e outros mais. As músicas claramente não eram as mesmas tradicionais dos grandes corais da tradição Protestante; eram mais simples, mas eram músicas voltadas para uma audiiência grande, em grandes galpões ou até mesmo praças públicas.

Com a vinda de missionários estrangeiros, principalmente batistas e presbiterianos americanos. As igrejas protestantes então adotaram muitos destes hinos de origem estrangeira, alguns com a influência americana do “gospel”. Hinários inteiros foram traduzidos e editados, como o “Salmos e Hinos” , “Harpa Cristã” e “Cantor Cristão”. A partir do final da década de 60, grupos nacionais como Vencedores por Cristo (VPC), entre outros, começaram treinamentos de formação de músicos e viagens para divulgação, começando então a influenciar o estilo de músicas de todas as igrejas evangélicas do Brasil.

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A música Gospel no Brasil se populariza comercialmente no final da década de 80, quando entram em evidência ministérios de louvor como Koinonya, Katsbarnea, Voz da Verdade, Vencedores por Cristo, entre outros.

No mercado comercial

No Brasil, o termo Gospel passou a remeter genericamente a toda expressão musical da fé evangélica – não só especificamente ao tradicional gênero estadunidense do mesmo nome – , saindo fora, portanto, bastante do gênero tradicional conhecido como Gospel. Diversas músicas que deveriam siplesmente ser chamadas de rock cristão ou música cristã contemporânea são generalizadas, no Brasil, como música gospel, causando uma grande confusão para o ouvinte leigo quando se trata do Estilo musical Gospel.

É importante notar que: apesar de que a palavra gospel significa “evangelho”, quando se referindo a estilos musicais, um rock, um post-grunge, um “pop contemporânemo”, um metal, ou, etc, são estilos distintos e não são o estilo conhecido como música gospel. Estes outros estilos falam também do evangelho, possivelmente, ou de Cristo e da salvação, ou ainda de outro aspecto da vida Cristã, mas texto, academicamente falando, por si só, não é Música. O texto colabora, em muitos estilos musicais, na distinção do genêro, mas ele tem pouca relevância numa analize musical quando se falando de música somente. Texto é um complemento a música e não é música por si. Logo, se extraimos o texto de uma música, o que temos é a essência do estilo, junto com a forma musical, e é nisto que realmente pode-se distinguir um gospel de um rock cristão. Uma guitarra, com uma bateria e um baixo sozinhos, por exemplo, tocando um rock, sem um texto qualquer, podem até estar em plena comunhão Cristã, mas não podem ser definidos como o estilo musical gospel, porque não há praticamente nada no estilo tradicional do rock para se dizer tradicional do gospel.

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O termo Gospel ressurgiu no Brasil no mercado comercial nos anos 80 pela Gravadora Gospel Records. Estevam Hernandes Filho é o patentiador desta marca em território nacional com todos os direitos sobre a marca da gravadora Gospel—mas não implicando que seja dono do estilo tradicional estadunidense de mesmo nome.

Já na década de 1990 se destacam os grandes grupos de louvor como Renascer Praise e Diante do Trono.

Logo surgiram as primeiras gravadoras evangélicas no Brasil que fez com que a onda Gospel crescesse mais rapidamente pelo Brasil.

Diferente de outros países, a música gospel no Brasil não é tão conhecida no mundo secular, ficando praticamente restrita a cena evangélica. São poucos os artistas que se projetaram fora do público evangélico. Nos últimos anos, músicas cristãs de origem evangélica passaram a também fazer parte do repertório de grupos e cantores católicos, como o Pe. Marcelo Rossi (que utilizou músicas como Fico Feliz de Aline Barros entre várias outras).

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