O poder do palavrão: o sucesso meteórico do hit viral ‘Quero Que Tu Vá’

Uma voz que lembra a de cantoras da MPB, uma simples batida no teclado e os primeiros versos da letra levam a crer que ‘Quero Que Tu Vá’ é mais uma música para se ouvir no fim de um relacionamento.

Se você teve acesso à alguma rede social no último mês, com certeza sabe que é no refrão que vem a surpresa. O título da música é completado com um belíssimo palavrão e, de repente, a música caiu na boca do povo.

O hit viral já conta com tantas visualizações e reproduções que já ficou impossível contabilizar. Além disso, diversas celebridades já cantaram e escreveram em suas redes sociais.

Marília Mendonça, por exemplo, já usou a música para responder os haters que duvidaram que ela engordou. Atrizes de ‘Malhação’ fizeram um vídeo se divertindo cantando a música nos intervalos do trabalho.

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“Foi uma surpresa toda a repercussão. Mas acho que é porque o palavrão estava preso na garganta. Uma vez por dia a gente quer dizê-lo”, disse Ananda, cantora de 26 anos, que compôs a música ao lado de Mc Koringa (que assinou como Joker Beats, nome que usará em trabalhos em que for o produtor).

“No funk, o palavrão é sempre com uma conotação sexual, nunca tinha entrado na situação de expressar sentimento visceral, quando a gente xinga. A gente foi no porão da mente humana. Tirou a trava de muita gente e o tabu do palavrão. Às vezes, só o palavrão expressa um momento especifico”, falou a cantora em entrevista ao G1.

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Na mesma entrevista, MC Koringa fez comparação com outros nomes importantes no universo do palavrão brasileiro. “Todo mundo gostaria de dizer, mas ninguém tem coragem. Quem nunca pensou em xingar alguém? Leandro Hassum fala em um monólogo sobre poder do palavrão. O Faustão transformou ‘porra’ em vírgula, as pessoas não se chocam mais. Dercy [Gonçalves] é outro exemplo de pessoas habilitadas a falar palavrão. E o Brasil amava ela. A gente fez um serviço de utilidade pública”.

Para tocar nas rádios brasileiras, ‘Quero que tu vá’ ganhou uma versão menos pesada, com batidas no lugar dos palavrões. Para o YouTube, no entanto, a canção segue com o refrão entoado com todas as letras, mesmo sem o vídeo indicar classificação etária. “Uma das coisas que nos preocupamos foi de ela não pronunciar o palavrão no clipe. Por mais que o áudio esteja lá, na imagem, ela faz caras e bocas”, esclareceu Koringa.

Ouça a música e veja o clipe:

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