Para Falcão, Paula Fernandes representa o brega: “não se sabe se é um vestido ou um bolo”

Falcão diz que sertanejo atual é como o brega, só que inferior (Divulgação)

Falcão diz que sertanejo atual é como o brega, só que inferior (Divulgação)

Um dos grandes ícones do brega no Brasil, o cantor e humorista Falcão concedeu uma curiosa entrevista ao “R7”. Durante o bate-papo, ele foi “desafiado” a escolher três artistas que “esbanjam estilo” – e, de certa forma, podem se encaixar no brega.

O primeiro nome citado por Falcão foi o de Paula Fernandes. “Existem estilos e estilos, né? (risos). A Paula Fernandes, por exemplo, é a representante do brega. É muito legal, gosto do estilo dela. Às vezes, você não sabe se é um vestido ou se é um bolo”, disse, aos risos.

O artista também citou Ivete Sangalo e Eduardo Costa como possíveis representantes. “A Ivete também tem uma roupa interessante. Não é uma coisa muito visual, mas é legal, ela tem uma característica dela. E o Eduardo Costa, um cara que eu admiro muito, também é muito estiloso, como todos os sertanejos. Mas não sei como ele consegue andar com aquela calça super apertada (risos)”, afirmou.

Falcão falou, ainda, sobre o sertanejo atual – que, para ele, lembra o brega. Ele disse que o gênero tem tirado o espaço de novos artistas de outros estilos, contudo, afirmou que o sertanejo tem suas qualidades positivas.

“É algo que o Reginaldo Rossi e Amado Batista já faziam. Eles só mudaram o nome para poder vender mais, mas não deixa de ser o brega, só que em uma qualidade inferior. O sofrimento da traição, do chifre, precisa de uma história bem contada. É tudo igual: eu vou no show, você não vale mais do que R$ 50… (risos). A história precisa ser bem contada”, disse.

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Novo show

Durante o bate-papo, Falcão promoveu o seu novo show de stand-up comedy, “Falcão em Altamente + ou -“, com o qual tem rodado o Brasil. “Eu já tinha feito coisas parecidas no começo da carreira e minha música já tem uma relação com o humor em si. Então, ficou um formato interessante. Eu estou sempre com o violão na mão, vou cantando, conversando, contando casos que aconteceram… É uma espécie de stand up musical”, disse.

Ele revelou, ainda, que teve o incentivo de outros humoristas para trabalhar no novo formato. “Fábio Porchat, Danilo Gentili, Tom Cavalcante ficavam dizendo para eu fazer. Na verdade, essa onda de humor musical, como Juca Chaves já fez no passado, não tem ninguém fazendo e eu resolvi resgatar isso”, afirmou.

Por Igor Miranda (@silvercm)

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