‘Perdoei, mas não esqueci’, diz Digão sobre saída de Rodolfo do Raimundos

Saída de Rodolfo foi'um baque', diz Digão (Reprodução/TV Brasil)

Saída de Rodolfo foi ‘um baque’, diz Digão (Reprodução/TV Brasil)

A saída do vocalista Rodolfo Abrantes da banda Raimundos, para se dedicar à carreira na música gospel, aconteceu em 2001 – ou seja, há mais de 15 anos. Ainda assim, parecem existir algumas feridas abertas com relação a isso.

Em entrevista ao programa ‘Conversa com Roseann Kennedy’, da TV Brasil, o guitarrista Digão, que assume os vocais da banda desde a saída Abrantes, voltou a falar sobre o assunto. Ele descreveu a situação como “um baque” para todos.

Segundo Digão, Rodolfo não permitiu que os demais integrantes do Raimundos estivessem prontos para sua saída. “Ele se preparou e não deixou que ninguém se preparasse. Isso que ficou ruim. A mágoa, graças a Deus eu perdoei, mas eu não esqueci”, disse o músico.

O vocalista e guitarrista também negou que o uso de drogas tenha gerado problemas no grupo. “Nunca vi no Raimundos uma coisa de drogas pesadas como cocaína, o pessoal se acabando, virando noite por causa de cocaína. A gente fumava maconha. Não tenho nada contra quem fuma. Agora, em relação a drogas pesadas, eu tenho restrição, eu não curto”, afirmou.

O músico disse, ainda, que deixou de usar maconha em 2003. “Eu parei de fumar maconha já tem 14 anos. Eu parei por opção minha até porque eu achei que era a minha hora de parar, até pelos meus filhos”, revelou.

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O que vem pela frente

Atualmente, o Raimundos é formado por Digão nos vocais e guitarra, Canisso no baixo, Marquim na guitarra e Caio Cunha na bateria. O grupo trabalhou, recentemente, em um DVD intitulado ‘Acústico’, com novos arranjos para os clássicos da década de 1990.

“A gente nunca foi uma banda que correu atrás do estereótipo. O Raimundos sempre ditou a regra dele. E a gente tem um estilo, que é o lance do punk rock, do Ramones, do Toy Dolls, do Suicidal (Tendencies), daquela coisa pesada misturada com forró, com aquela pegada brasileira, com o jeito de cantar que é muito particular”, disse Digão.

Segundo o músico, o grupo tem trilhado uma nova história, mas sem abrir mão do que foi feito anteriormente. “Eu amo tocar. Eu gosto muito do que eu faço. Eu não trabalho nenhum dia, todos os dias eu estou me divertindo”, afirmou.

Por Igor Miranda (@silvercm)

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