Proposta para criminalizar o funk é encaminhada a senador

Ideia de lei recebeu 20 mil assinaturas no site do Senado (Reprodução)

Ideia de lei recebeu 20 mil assinaturas no site do Senado (Reprodução)

Uma ideia legislativa publicada no site do Senado Federal tem o objetivo de criminalizar o funk. A proposta conta com mais de 20 mil assinaturas, atingidas no fim da última semana, e foi encaminhada para a relatoria do senador Cidinho Santos (PR), na Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH).

O empresário paulista Marcelo Alonso foi o responsável pela ideia. No texto, ele diz: “São somente (o funk) um recrutamento organizado nas redes sociais por e para atender criminosos, estupradores e pedófilos a prática de crime contra a criança e o adolescente, venda e consumo de álcool e drogas, agenciamento, orgia, exploração sexual, estupro e sexto grupal”.

O senador Cidinho Campos disse, ao UOL, que rejeitou a relatoria devido ao envolvimento em oturas pautas mais prioritárias ao país, como reformas trabalhistas e da previdência. A ideia está com análise pendente desde então – e, aparentemente, ninguém do Senado deve retomá-la.

Ideias de lei podem ser enviadas por qualquer pessoa, por meio do site do Senado. Caso receba 20 mil assinaturas dentro de quatro meses, a proposta é encaminhada à relatoria da CDH, que pode ou não dar sequência ao debate. A obtenção de tantas assinaturas não quer dizer que a lei será aprovada.

Entrevistado pelo UOL, o autor da ideia de lei, Marcelo Alonso, disse que pensou na proposta após o Facebook suspender a página que ele mantinha contra o funk. “O Mark (Zuckerberg, criador do Facebook) mandou fechar a minha página por causa do que postamos lá. Mas se o funk for crime, vão ter que obedecer, porque é lei. Estou apenas defendendo o ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente)”, afirmou.

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O empresário afirmou, ainda, que quer salvar a juventude brasileira de forma democrática por meio da ideia de lei. “O funk faz apologia ao crime, fala em matar a polícia. Sou pai de família e se eu não me preocupar com o futuro, amanhã só teremos marginais”, disse.

Por Igor Miranda (@silvercm)

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