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Presidente da Biblioteca Nacional já criticou Caetano, Legião e Gabriel O Pensador

A Biblioteca Nacional, uma das principais instituições culturais do país, tem um novo presidente desde a última segunda-feira (2). Rafael Nogueira foi nomeado por Jair Bolsonaro após a ocupante antecessora, Helena Severo, ter colocado o cargo à disposição.

O nomeado não quis dar nenhum tipo de entrevista e, por isso, o jornal ‘Folha de S. Paulo’ decidiu apurar o passado dele nas redes sociais. A equipe de reportagem destacou não ter encontrado quase nenhuma menção ao universo da literatura.

Sobre música, no entanto, Nogueira já demonstrou opiniões polêmicas. Em certa ocasião, em 2017, ele citou os nomes de Caetano Veloso, Legião Urbana e Gabriel O Pensador para criticar o uso de suas letras em livros didáticos. Para ele, a presença desses artistas nos materiais educativos é a responsável pelo índice de analfabetismo no país.

“Livros didáticos estão cheios de músicas de Caetano Veloso, Gabriel O Pensador, Legião Urbana. Depois não sabem por que está todo mundo analfabeto”, escreveu ele em sua conta oficial do Twitter.

Por outro lado, Rafael Nogueira também tem suas preferências na indústria fonográfica. Em junho deste ano, o novo presidente da Biblioteca Nacional homenageou seu “vocalista preferido”, Andre Matos, morto aos 47 anos de idade.

A polêmica declaração logo repercutiu nas redes sociais e tornou-se um dos assuntos mais comentados da web nesta terça-feira (3). Muitos também fizeram associação ao novo presidente da Funarte, Dante Mantovani, que fez comentários associando o rock ao aborto e satanismo.

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