Rita Lee: Cantora é absolvida em processo movido por PMs

Rita Lee foi absolvida em um processo movido por 35 policiais militares de Sergipe depois que um show, em janeiro de 2012, acabou em confusão em Aracaju.

O pedido de indenização por parte dos PMs foi indeferido, de acordo com o juiz Alexandre Lins, do 7º Juizado Especial Cível,  porque os oficiais, como agentes públicos, deveriam estar preparados para passar por situações como esta.

Para o juiz, ainda que Rita tenha desacatado uma autoridade, ela não foi específica, falando de determinado servidor, e sim, se dirigindo ao grupo. Com isso, a alegação de injúria pessoal não é justificada. Cada um pedia R$ 24 mil de indenização.

Ainda de acordo com a sentença, o juiz não quis dizer com a decisão que exista o direito de ofender agentes públicos, sejam policiais, juízes ou parlamentares. Mesmo porque, o desacato é um crime e seu autor está sujeito à prisão. No entanto, apesar do ocorrido, os policiais envolvidos no evento não têm o direito de serem compensados financeiramente.

O advogado Edmilson Júnior, representante de cinco policiais militares, disse que por enquanto não vai se pronunciar sobre o caso, mas adiantou que vai entrar com recurso. Outros sete militares optaram por entrar com o processo contra a cantora na justiça comum.

Na ocasião, Rita foi detida após, de cima do palco, se referir aos policiais locais usando as palavras “cavalo” e “cachorro”. Ela teria visto os policiais agredindo pessoas no público. “Por causa de um ‘baseadinho’? É isso? Cadê o ‘baseadinho’ para eu fumar aqui agora? Eles não vêm me pegar! Vem cá, gatos, gatinhos! Ah, vão embora, não, não”, disse ainda. Na mesma madrugada, Rita foi levada para a delegacia local para prestar esclarecimentos.

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Por Tony Oliveira

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